Nova revisão no elenco

Pela terceira Copa do Mundo seguida que agradecemos a longa pausa que o torneio proporciona para correções de rota. Na primeira, a pausa foi vital para fugir da degola, na segunda, aguardávamos a readaptação de Felipão para que ele pudesse enterrar de vez o ano de 2009 e dessa vez, em situação similar à de 2010, aguardamos a adaptação de Gareca e a chegada de reforços para posições carentes do elenco para que o time saia da metade da tabela e brigue pelos títulos de 2014 enquanto há tempo.

Esse "checkpoint" nos permite uma nova reanálise do elenco para a metade final do primeiro turno. Hoje, estamos a seis pontos do líder Cruzeiro - perder para Chapecoense e Botafogo atrapalhou muito nossos planos. Vamos ao desempenho de cada atleta e o que é necessário em cada posição:

Goleiros:

Ao que parece, voltamos a ter uma certa tranquilidade nessa posição. Prass se contundiu novamente, mas Fábio assumiu bem a posição e ganhou a confiança da torcida. Bruno, por sua vez, jogou apenas meio tempo e foi um dos responsáveis pela derrota ante ao Flamengo. Preterido, Bruno deve sair de vez.

Fernando Prass (20 jogos) - Continua sendo um dos líderes do elenco e o capitão desse time. Se contundiu na partida contra o Flamengo e deixou a torcida consternada, mas em forma e livre de contusões é uma muralha que confiamos até de olhos fechados. Titular absoluto, mesmo com a ascensão de Fábio.

Bruno (4 jogos) - Finalmente a era dele terminou no Palmeiras. Não passa confiança para a defesa, não intimida o ataque adversário e passa muito medo para a torcida. Já anunciou que não pretende continuar, mas sempre respeitou o Palmeiras, então, boa sorte para o torcedor Bruno, mas longe da nossa meta.

Fabio (8 jogos) - Chegou a vez de Fábio. Com a contusão de Prass e com Bruno caindo em desgraça definitiva, coube ao outro oriundo da base a missão de proteger a meta. Os esquemas "kleinisticos" (que persistiu com Alberto) baseado em improvisos deu a chance de Fábio brilhar, garantindo pontos importantes para o Palmeiras nesse campeonato, especialmente contra o Vitória. Com ele de opção, já podemos ficar mais tranquilos em relação a nossa meta.

Vinicius (0 jogos) - Atual terceira opção, provavelmente não o veremos esse ano.

Laterais:

O nosso lado direito continua sendo um dos pontos fracos do elenco e a luz vermelha pisca desesperadamente clamando por reforço nessa posição, ninguém aguenta mais o Wendel. Na esquerda, Juninho enfim perdeu seu lugar e William Matheus assumiu a posição de maneira satisfatória.

Wendel (24 jogos) - Não dá mais. Desde 2007 ele mostra que não serve para a posição e desde então nos irrita. Quando achamos que ele saiu de vez, ele ressurge e volta a nos irritar. O apoio dele é deficiente e a defesa está pior do que nunca. Não serve nem para a reserva, mas atualmente é titular absoluto.

Juninho (21 jogos, 3 gols) - Até fez bons jogos na temporada, mas voltou a mediocridade habitual no Brasileirão e finalmente perdeu espaço para William Matheus. Anunciou que não quer mais jogar aqui, mas se reapresentou com o elenco e por isso colocamos ele na análise. Imaginamos que será uma surpresa se entrar em campo novamente com a camisa verde. Vai tarde, Pampers.

William Matheus (11 jogos, 1 gol) - Se no Paulistão ele foi reserva com um desempenho apenas "ok", no Brasileiro assumiu a titularidade e fez boas partidas, estando seguro na defesa e apoiando de maneira mais incisiva do que o antigo camisa 6.

Victor Luis (3 jogos) - Entrou como substituto em um jogo que pouco valia no Paulista e apareceu novamente por mais duas ocasiões no Brasileiro. Novamente, não deu para observar nada, mas continua disponível no elenco.

Recentemente tivemos a notícia que os jovens Leo Cunha (lateral direito) e Matheus Muller (lateral esquerdo) foram incorporados ao time profissional por Gareca. Vamos torcer para que nas mãos de nosso novo comandante - famoso por usar bem as categorias de base - os novos jogadores cresçam e se tornem opções úteis para o plantel.

Zagueiros:

E o xerife segue firme.
Foto: Jardel Costa/Futurapress

E a saída do Henrique foi mais sentida do que esperávamos. O zagueiro que hoje está disputando a Copa com a seleção brasileira deixou uma lacuna que não foi preenchida no primeiro semestre, tanto que em muitos jogos tivemos Marcelo Oliveira improvisado e o resultado foi desastroso - sofremos dez gols no brasileiro até o momento. A chegada do argentino Fernando Tobio, oriundo do Velez Sarsfield e com boas referências anteriores, pode ajudar a recomposição da defesa.

Lucio (28 jogos, 1 gol) - Apesar de ter apenas 28 jogos com a camisa do Palmeiras, o histórico vencedor, sua vontade de continuar vencendo e sua liderança o coloca no patamar dos atletas mais confiáveis do elenco. Foi o segundo jogador que mais disputou partidas nessa temporada (atrás apenas de Marcelo Oliveira) e foi um dos raros focos de segurança do time no vão que separou o início do Brasileiro e a parada da Copa. Titular absoluto.

Tiago Alves (11 jogos) - Homem de confiança de Kleina, mas que não convence mais a torcida. Caiu em desgraça após exibições ruins e nunca mais foi escalado após a saída do treinador pastelão, sendo deixado de lado até pelo improvisado Marcelo Oliveira. Ainda está no elenco, mas deve sair.

Wellington (10 jogos) - Apesar de ter iniciado bem essa temporada, estranhamente ficou de fora de muitos jogos, sendo preterido por Marcelo Oliveira improvisado. Quando o volante voltou para a posição de ofício, Wellington foi escalado e não foi mal. Estranho. Mas serve como opção.

Victorino (nenhum jogo) - Ainda não jogou. É seguro dizer um "fora" bem sonoro, afinal, como confiar?

Thiago Martins e Gabriel Dias são os que vieram da categoria de base e também não disputaram nenhuma partida nessa temporada. O primeiro se recupera de cirurgia e o segundo foi bem nas categorias de base e esperamos vê-lo em campo nas mãos de Gareca.

Volantes:

Outro que não sabemos qual que é.
Foto: Cesar Greco/Foto Arena

Era uma posição que não inspirava preocupação, mas no Brasileiro percebemos que devemos nos preocupar sim. Os nomes atuais tiveram um desempenho bem aquém do que gostaríamos e nos perguntamos quem viria para essa posição. França, que teve um desempenho razoável no Paulista e despontava como o melhor atleta da posição, saiu sem maiores explicações - deve ter acontecido algo muito sério, porque o futebol mostrado não foi ruim.

Marcelo Oliveira (29 jogos) - Marcelo Oliveira foi o jogador que mais atuou pelo Palmeiras nessa temporada - e isso não é um ponto positivo. Enquanto volante, fez sua função sem maiores problemas, mas na maior parte do tempo foi improvisado na zaga, tendo um desempenho muito abaixo da média e sendo responsável por muitos gols devido a sua lerdeza. É carismático e possui empatia graças a presença constante na TV Palmeiras, mas isso não é o suficiente para lhe garantir um lugar no time titular. Se muito, deve ser apenas opção no banco.

Eguren (10 jogos, 1 gol) - Entre a pausa pós-eliminação do Paulista e a parada da Copa, Eguren não realizou nenhuma partida. Seja por escolha do ex-treineiro por Josimar ou seja por estar concentrado com a seleção uruguaia. Apesar de cumprir sua parte com correção, nunca engrenou por aqui. Veremos se continua para o segundo semestre com Gareca ou se sairá de vez. Vendo as opções atuais, deve ficar.

Wesley (22 jogos, 4 gols) - Uma das peças remanescentes da espinha dorsal imaginada no início da temporada, Wesley teve uma queda brusca de rendimento durante o Campeonato Brasileiro, fazendo exibições bem abaixo do que já o vimos fazer e, por vezes, demonstrando empáfia em campo. Não sabemos se é a indecisão sobre permanecer no Palmeiras ou algum outro problema, mas do jeito que jogou essa temporada não dá. Gareca tem que chamar ele de canto e perguntar o que ele quer da vida.

Bruninho (1 jogo) - Jogou apenas uma partida e improvisado. Por ser constantemente preterido, dá para questionar a presença dele no elenco e o porque de ter sido contratado inicialmente.

Renato (10 jogos) - O volante Renato, outro oriundo da base, assumiu a posição de primeiro volante, mas seu desempenho não enche os olhos. Por muitas vezes ficou visível falhas na cobertura e a deficiência na saída de bola. Serve para compor elenco e só.

Josimar (8 jogos) - Uma das piores invenções de Kleina - e isso não é pouca coisa. Foi muito mal em todas as partidas disputadas e já desponta como forte candidato a ser lembrado como um dos piores volantes que já passaram pelo Palmeiras. Tem que voltar para o Inter correndo.

Meias:

Então Valdivia, decidiu o que quer da vida? 
Foto: Leandro Martins/Futura Press/Agência Estado - G.E.

Outra posição que precisamos analisar com mais carinho. Com Valdivia em campo, nossa armação é boa, mas como a presença dele não é constante, ficamos com problemas. De positivo, apenas a troca do péssimo Serginho pelo interessante Bernardo. Mas ainda é pouco. Caso Valdivia saia de vez, precisamos com urgência de um camisa 10 que orquestre as jogadas de ataque.

Valdivia (16 jogos, 4 gols) - Tecnicamente falando, é o craque do time e até jogou com mais frequência nessa temporada - algo que não aconteceu em quatro anos. Atualmente, está disputando a Copa do Mundo pela seleção chilena (o que talvez explique essa alta frequência), mas ninguém sabe se voltará para cá. Se voltar, que seja o Valdivia de 2014, constante e um dos líderes do time, mas tem que ver a motivação dele para o restante da temporada e se dá para confiar. Por tudo o que aconteceu nos últimos quatro anos, é difícil de confiar no atleta caso permaneça.

Mendieta (19 jogos, 3 gols) - Com a ausência de Valdivia (na Copa), Mendieta foi alçado para a condição de titular como meia-armador - algo que ele não é. Já havia demonstrado alguma qualidade em jornadas anteriores, mas está sendo queimado em fogo brando ao jogar em uma posição errada. A despeito da falta de mobilidade e de uma certa lentidão, como camisa 11 e puxando a marcação, já funcionou bem ao lado de Valdivia.

Bruno Cesar (11 jogos, 2 gols) - Uma pena que não vingou. Veio com badalação no início do ano, demorou para melhorar a forma física e se contundiu na primeira partida do time no Brasileiro. Ainda tem contrato até o fim do ano e pode mostrar alguma coisa na armação de jogadas. Seu conhecido arremate de longa distância também não foi utilizado nesses jogos que atuou. Veremos como Gareca o utiliza, mas pelo que mostrou até agora, não empolga.

Bernardo (3 jogos) - Contratado por empréstimo junto ao Vasco, Bernardo é uma bomba-relógio no elenco. Com bom chute e alta capacidade para chegar ao ataque, em outros clubes demonstrou habilidade de sobra para assumir a titularidade de qualquer clube grande, mas ao mesmo tempo mostrou ser um fio desencapado pronto para criar problemas. Até o momento, fez apenas 3 partidas, todas como substituto e em todas o time não demonstrava querer mais nada na partida, o que não dá para culpá-lo. Vamos torcer para que o sangue palestrino de sua infância fale mais alto e ele alie juízo com boas partidas.

Marquinhos Gabriel (19 jogos, 2 gols) - Também contratado esse ano, Marquinhos Gabriel tem a tendência de puxar as jogadas para as pontas, as vezes até fazendo o papel de segundo atacante. Com a ausência de meias, Marquinhos Gabriel foi bastante utilizado como titular e teve atuações oscilantes. Precisa ser mais regular e objetivo.

Felipe Menezes (9 jogos, 1 gol) - Achávamos que ele estava fora de vez, mas nos últimos jogos antes da Copa ele reapareceu. Até fez alguns bons passes e uma boa partida contra o Grêmio, mas seus chutes tortos irritam qualquer um. Se ficar, deve ser a última opção e olhe lá.

Mazinho (13 jogos, 1 gol) - A volta dele para o plantel foi outra invenção errada de Kleina. Apesar de ainda ter entrado como substituto por algumas partidas no Brasileiro, a sua presença no banco já é um indicativo de que as coisas estão erradas.

Outro jogador que subiu da base a pedido de Gareca foi o meia Juninho, que mostrou alguma habilidade nas categorias inferiores.

Atacantes:

O atual titular do ataque. Começou bem, mas será que é sempre assim?

Continua sendo uma posição muito carente. Perdemos um centroavante que era acima da média para nossos inimigos e ele não foi reposto - Henrique é apenas substituto. A posição de segundo atacante teve seus bons momentos com Diogo se firmando de titular.

Henrique (9 jogos, 5 gols) - Iniciou sua jornada com uma incrível média de 1 gol por jogo nos primeiros 4 jogos, mas assim como o restante do time, o "ceifador" perdeu o fôlego nos jogos finais do período pré-copa. Mostrou alguma estrela, um chute potente e um posicionamento correto, mas não tem tanta habilidade assim para fazer um pivô. Como opção é excelente, mas não pode ser considerado titular.

Leandro (18 jogos, 3 gols) - Continua sendo a maior decepção da temporada até o momento. Não dribla, não arrisca jogadas, não tabela e não arremata para o gol de maneira decente. E já o vimos fazer todos esses itens. Veremos se Gareca o recupera ou se ele vira banco de modo definitivo.

Diogo (15 jogos) - Assumiu a titularidade e vem se mostrando um dos jogadores mais voluntariosos do elenco nessa temporada. Além de saber o que faz com a bola nos pés quando está fazendo o papel de segundo atacante, ainda tem disposição para defender quando necessário. Fica a torcida para que as lesões que o atormentaram no Campeonato Paulista tenham ficado para trás em definitivo.

Patrick Vieira (8 jogos, 1 gol) - É um jogador intrigante, pois joga pelas laterais e tem habilidade suficiente para ser aproveitado como quarto meia ou segundo atacante, mas mesmo com contrato renovado, continua de fora do time. Talvez tenha vida nova com Gareca, vale a observação.

Chico (2 jogos) - Nas categorias de base foi bem em 2013, mas só agora foi incorporado ao grupo profissional do Palmeiras. Não teve tempo para mostrar muita coisa, mas na base mostrou ser um bom segundo atacante que descia bem pelas laterais do campo.

Miguel (4 jogos, 1 gol) - Ainda está no elenco, mas é estabanado, mal posicionado e mostrou que não serve. Deve sair.

Rodolfo (3 jogos) - Outro que pouco jogou e nada mostrou, sendo difícil de analisar.

O atacante Erik, outro oriundo da base, foi alçado ao profissional a pedido de Gareca.

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Precisamos com urgência: 
- Lateral direito que venha para ser titular;
- Zagueiro reserva;
- Segundo volante que saia para o jogo;
- Meia-armador titular
- Centroavante titular;

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Atual time-base: Fernando Prass, Wendel, Lucio, Fernando Tóbio, William Matheus; Marcelo Oliveira (Eguren), Wesley, Bruno Cesar e Valdivia (Mendieta); Diogo e Henrique.

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Agradecemos novamente ao sempre excelente Porcopedia pelo acervo de informações onde foi possível consultar o número de jogos e gols de cada atleta nessa temporada.

Revendo o elenco

O hiato entre a dolorida derrota no Paulista e a estreia no Brasileiro de 2014 nos deu um inglório período para reavaliar o elenco do Palmeiras. Mas em um exercício de paciência, é possível analisar nome a nome com uma perspectiva mais analítica, com o desempenho de cada atleta na temporada dentro dos 19 jogos disputados e o que podemos esperar de cada um deles daqui em diante.

Claro, o desempenho de alguns jogadores questionados podem mudar durante a temporada e as opiniões que fazemos a respeito também mudarão caso tenha essa oscilação (exemplo maior disso que falamos é o Leandro), mas por hora, cabe a discussão sobre o desempenho de cada um na temporada e as expectativas (não certezas) do que virá.

Goleiros:

A muralha.
Foto: Folhapress

Posição em que temos um gigante, um extremamente contestado e uma incógnita. Com Prass, sentimos segurança na meta e sem ele temos um medo enorme.

Fernando Prass (17 jogos) - É o líder e capitão desse time. Chegou em um período conturbado, no âmago de nosso pior momento da história, mas logo conquistou seu lugar com personalidade. Durante a temporada, fez defesas magníficas e garantiu pontos para o Palmeiras. Deu o azar de se contundir na partida mais importante da temporada até então, mas é um dos principais pilares do time para o Brasileiro e restante da Copa do Brasil.

Bruno (3 jogos) - Ao contrário do titular, é o retrato da insegurança. Cria das divisões de base, rebaixou com o time em 2012 e foi o principal responsável pela eliminação da Libertadores de 2013, ante o Tijuana. Sua renovação ao final da temporada passada foi um erro gigantesco e não deveria ser sequer a primeira opção em caso de emergências.

Fabio (0 jogos) - Jogou apenas duas partidas, ambas no maldito calvário da segunda divisão e perdeu as duas pela contagem mínima. Apesar de tudo, não demonstrou tanta insegurança. Ao contrário do atual goleiro reserva, merece chances em caso de não contarmos com o Prass.

Laterais:

E não é que ele foi nosso melhor lateral na temporada?
Foto: Leandro Martins / Futura Press - Globoesporte.com

O nosso lado direito é um dos pontos fracos do elenco (desde a saída do Arce, em 2002, para ser mais preciso) e precisamos de um jogador que chegue para ser titular com extrema urgência. Na esquerda, Juninho segue titular e William Matheus busca seu espaço.

Wendel (14 jogos) - A eterna face do improviso e outra renovação feita ao final da temporada passada que foi muito questionada pela torcida. Mesmo assim, o veterano volante-lateral-faz-de-tudo ainda conseguiu ter um desempenho interessante em alguns jogos, seja defendendo sem comprometer e até arriscando jogadas no ataque, fazendo assistências. Se machucou em momento inoportuno e Kleina improvisou (que surpresa!) um zagueiro em pleno jogo decisivo. Não serve para titular, mas compõe o elenco.

Bruno Oliveira (1 jogo) - Lateral de origem revelado pelas categorias de base do Palmeiras, o jovem jogador batalhou contra as lesões nessa temporada e fez apenas um jogo, contra o rebaixado Paulista. Quando entrou em campo fez apenas o básico, nada de excepcional. As boas referências dele são dos tempos de juniores, mas após o Gabriel Silva, quero ver desempenho mesmo no profissional. Por ser um lateral de ofício, deve ter mais chances.

Juninho (15 jogos, 3 gols) - Com a saída de Marcio Araújo, a tendência era que todas as cornetas voltassem em direção ao lateral esquerdo. Previamente execrado por jornadas anteriores que tiraram a paciência da torcida (rebaixamento e temporada de 2013), Juninho permaneceu e enfim mostrou um futebol interessante em grande parte das partidas, especialmente no ataque (exceto no jogo mais decisivo até então, onde sucumbiu ao fracasso junto com o resto do time). Sabemos que ele é vulnerável ao momento, resta saber se finalmente amadureceu e jogará com consistência no Brasileiro ou se o bom Paulistão disputado foi apenas uma boa fase. A conferir.

William Matheus (5 jogos, 1 gol) - Oriundo do Goiás, William Matheus chegou e a esperança era de que fosse titular. Não se firmou e nas poucas oportunidades que teve, exibiu um futebol apenas "ok" - exceto contra o Botafogo-SP, onde fez uma partida pavorosa. Em um campeonato de tiro longo como o Brasileiro, é capaz que ele demonstre o bom futebol demonstrado no Goiás.

Victor Luis (1 jogo) - Outra cria da base, entrou apenas como substituto no jogo contra o Paulista (e improvisado como zagueiro, vejam só), em partida em que não precisou exibir nada. Não sabemos o potencial dele ou mesmo se terá chances, mas imaginamos que seja apenas uma opção de emergência.

Paulo Henrique (nenhum jogo) - Veio, está ai, mas ninguém sabe o porque de estar ali. Essa "quarta opção" é realmente necessária?

Zagueiros:

O xerife!
Foto: Thiago Calil / Agência Estado

Apesar de termos uma média de gols sofridos razoável nos números (e que no fim não significou nada), nossa defesa nos deu dores de cabeça em alguns momentos da temporada. A saída de Henrique (que ainda fez 3 partidas nessa temporada) para a Napoli foi sentida, queiram ou não, era um dos líderes técnicos do time. O rodízio de contusões entre Wellington, Tiago Alves e Victorino também atrapalharam bastante a montagem de uma defesa mais sólida, inclusive improvisando Marcelo Oliveira na zaga (Gabriel Dias estava no plantel e poderia ser utilizado, mas...). Apenas Lúcio manteve a regularidade. Reforços nessa posição são necessários.

Lucio (17 jogos) - Chegou cercado de desconfiança após uma temporada claudicante nos inimigos do Jd. Leonor, mas por aqui, exerceu a liderança que o levou a ser capitão do Brasil em uma Copa do Mundo e que foi campeão de quase tudo o que disputou. Apesar de errar algumas saídas de bola, rapidamente virou um dos líderes do time, demonstra raça e hoje é um jogador imprescindível para o elenco. Uma pena que tenha vindo em um estágio avançado da carreira.

Tiago Alves (10 jogos) - Começou a temporada como titular, mas se machucou ainda no primeiro jogo. Quando voltou, não teve atuações que comprometessem enquanto zagueiro, mas foi queimado ao ser improvisado na lateral direita, uma posição na qual não demonstrou nenhum cacoete. Luta com as contusões desde a temporada passada e por isso fica difícil demonstrar mais confiança. Serve para compor o elenco.

Wellington (7 jogos) - Quando iniciamos essa temporada, a última impressão que tínhamos dele era de um zagueiro estabanado e que custou preciosos pontos no trágico Brasileiro de 2012. O nosso temor aumentou quando o mesmo foi incumbido com a tarefa de substituir Henrique de última hora. Mas ele foi muito bem, inclusive sendo um dos melhores em campo no choque-rei. Também teve uma contusão mais longa e só voltou na reta final do Paulista. Parece que amadureceu, se jogar o que jogou em seus primeiros jogos da temporada, é titular ao lado de Lucio.

Victorino (nenhum jogo) - Nosso medo se confirmou: ele realmente é de vidro. Como joga? Não sabemos.

Thiago Martins e Gabriel Dias são os que vieram da categoria de base e também não disputaram nenhuma partida nessa temporada. O primeiro se recupera de cirurgia e o segundo não sabemos porque não é testado.

Volantes:

"Should I stay or should I go?"
Foto: Gazeta Press

Uma das posições mais frágeis do Palmeiras nas últimas temporadas, a cabeça de área agora é composta por nomes mais interessantes. Na saída de bola, a dúvida permanece no nome de Wesley. Se o nosso 11 permanecer e estiver focado, estamos bem, mas caso ele saia, teremos uma perda imensurável na posição.

Marcelo Oliveira (18 jogos) - O bastião do canal TV Palmeiras no Youtube finalmente se encontrou em campo. Após uma temporada nada interessante na qual se saísse não deixaria saudades, Marcelo Oliveira ficou, foi alçado como titular nos primeiros jogos devido a uma melhor preparação física e não decepcionou na cabeça de área. Como zagueiro, deixou a desejar, mas na posição original fez bem a sua parte. É o atleta que mais disputou partidas nessa temporada e sai na frente pela titularidade na posição por ter mais jogos, mas mesmo se for reserva, já demonstrou que será útil na caminhada do Brasileirão.

França (10 jogos, 1 gol) - Tecnicamente falando, França foi uma contratação certeira. A impressão inicial era que França era o típico volante brucutu que não alivia nas entradas, mas nos jogos que ele jogou, demonstrou vigor físico e boa saída de bola. Infelizmente, foi outro atleta que sofreu contusão em momento inoportuno. Em condições normais, mostrou futebol para ser titular com facilidade, então podemos esperar um bom desempenho dele no restante da temporada.

Eguren (10 jogos, 1 gol) - Com a saída de Marcio Araújo, o uruguaio foi a opção inicial de Gilson Kleina para assumir a titularidade na cabeça de área, mas sofreu uma contusão ainda na pré-temporada e perdeu espaço para os dois jogadores citados acima (França e Marcelo Oliveira). Quando voltou, não se encontrou em campo quando jogou com outro volante de contenção e a saída de bola foi prejudicada nessas partidas - sobretudo contra o rebaixado Paulista, onde ele fez uma péssima partida e foi sacado no intervalo. No que tange apenas a contenção, ele faz bem a parte dele, com raça, discrição e sem cometer erros bisonhos, apesar da lentidão em alguns momentos. Dito tudo isso, o uruguaio se encaixa como uma opção no Brasileiro em um provável rodízio de volantes (seja por cartão ou contusão).

Wesley (12 jogos, 3 gols) - Impossível ficar alheio ao jogador mais versátil do elenco. Wesley chegou em 2012 após uma vaquinha frustrada, se contundiu em apenas 4 partidas e quando voltou, não pode ajudar em nada o time, que já estava atolado no inferno da segunda divisão. Na temporada de 2013, Wesley demorou muito tempo para engrenar - jogou fora de posição em diversas partidas - e irritou (com razão) boa parte da torcida. No segundo semestre e já em sua posição natural no meio, realizando a transição da defesa para o ataque, mudou da água para o vinho, virando peça vital na espinha dorsal imaginada para o centenário. Nessa temporada, Wesley começou bem, marcando gols e realizando sua função com primazia, mas teve uma queda de rendimento e uma contusão. Quando voltou, ainda baleado, foi outro que apenas jogou pedrinha na partida mais importante. Se resolver o que quer da vida, é titular absoluto e um dos esteios técnicos do time para jornadas futuras.

Bruninho (1 jogo) - Volante com características similares a do Wesley, fazendo a transição entre a defesa e o ataque, Bruninho veio da Portuguesa com o campeonato já em andamento. Na única partida que fez, foi improvisado (ah vá!) pelo Gilson Kleina na lateral direita justamente no clássico contra o Santos. Foi mal em uma posição que não era a dele e quando foi para o meio (ainda na mesma partida), não mostrou muita coisa. Digamos que o único jogo que ele jogou prejudicou qualquer análise, mas deve ser mais utilizado ao longo da temporada.

Renato (2 jogos) - O volante que foi lançado ao final do inferno da segunda divisão do ano passado estreou a temporada como titular nas duas primeiras partidas, mostrando uma certa segurança, embora nada de excepcional. Se contundiu e perdeu espaço na equipe com a ascensão dos outros volantes.

Josimar (2 jogos) - Volante de confiança do Kleina desde os tempos da Ponte, Josimar chegou ao Palmeiras com um saldo negativo junto a torcida devido ao episódio de 2013, onde o mesmo supostamente se recusou a jogar a segunda divisão por aqui e teria pedido um salário alto. Um ano se passou, o time adquiriu outras perspectivas e sem nos esquecermos do fato ocorrido enquanto estávamos na pior, Josimar desembarcou no Palestra. Estreou contra o Ituano, fez uma partida bem ruim e se machucou. Voltou de contusão apenas como substituto contra o fraco Vilhena. Ainda tem contrato até o fim do ano e, se as contusões não voltarem, tem que provar em campo que é merecedor do apoio da torcida. Que entre e coma a bola por aqui, torcemos para isso.

Meias:

Enfim, em campo. Que engrenem de vez no Brasileiro.
Foto: Fernando Alves / Agência Lance

Definitivamente, essa é uma posição na qual o palmeirense mais exige qualidade e com toda a razão do mundo. Aqui, vimos os maiores craques da história do Palmeiras e do futebol mundial desfilarem talento, por isso queremos sempre o melhor desempenho. Dito isso, o nosso meio hoje é composto com um jogador realmente acima da média tecnicamente e outros que tem talento, mas precisam se afirmar. Em comparação aos anos anteriores e ao panorama do futebol brasileiro, melhoramos muito, mas se olharmos a nossa própria história, ainda precisamos de muito mais.

Valdivia (12 jogos, 4 gols) - E não é que nessa temporada o Valdivia está jogando com mais frequência? Não sabemos se Valdivia finalmente melhorou ou se é a proximidade da Copa do Mundo, mas o fato é que ele está sendo mais útil nesse ano. Em contrapartida, mesmo em campo, tem jogos em que ele não consegue fugir da marcação (como no dérbi). No maldito jogo contra o Ituano ele até atuou, mas baleado após sofrer pancadas a torto e direito contra o Bragantino, logo não fez nada. Por essa temporada em si dá para isentá-lo dos problemas, afinal, ele não fugiu dos jogos e é um dos atletas mais frequentes no ano, mas ele ainda tem um passivo enorme com parte da torcida que ainda desconfia dele por jornadas anteriores. Torcemos para que mantenha o ritmo mostrado, que seja o Valdivia que esperamos e que a relação de "amor e ódio" se torne apenas amor.

Mendieta (13 jogos, 2 gols) - O paraguaio demorou para pegar ritmo nessa temporada devido a forte contusão sofrida em outubro do ano passado, mas continuou alternando com partidas em que mostra um futebol acima da média com jogos em que faz tudo errado. Não é meia de armador "raíz" (novamente, Kleina o escala improvisado) embora consiga descolar bons lançamentos. Em compensação, faz muito bem a função do típico "camisa 11", onde puxa a marcação e abre espaços. Ainda tem mais o que desenvolver e demonstra vontade, é uma boa opção para o time na sequência da temporada.

Bruno Cesar (10 jogos, 2 gols) - Contratação alardeada no início de temporada, chegou bem acima do peso e só estreou na metade da fase de classificação do Paulista. A principal característica é o chute forte de fora da área, algo que não foi muito mostrado nos jogos em que esteve em campo. Quando jogou amparado por Valdivia, o jogo encaixou, mas quando compôs o meio com Mendieta, não cumpriu as funções de armador e ficou um tanto perdido em campo. Em forma e após a inesperada "pré-temporada", deve continuar como titular do time e a esperança é que se solte de vez.

Marquinhos Gabriel (10 jogos, 1 gol) - Revelação do Bahia, Marquinhos Gabriel desembarcou na Turiassu como aposta. Estreou com tudo e nos primeiros jogos mostrou que sabe jogar pelos lados, de cabeça erguida e fez boas assistências. Também não é armador e quando foi incumbido de realizar essa tarefa, não foi muito feliz. Outro que sofreu com contusões, mas quando estava recuperado, inexplicavelmente foi preterido pelo intrépido Vinicius em um jogo onde cair pelas laterais talvez fosse um meio de furar uma forte retranca. Recuperado, deve ser uma das opções para o time e fica a esperança de que cresça de produção no brasileiro. Bola, já mostrou que tem.

Mazinho (10 jogos, 1 gol) - Autor de um dos gols mais importantes da história recente do Palmeiras (o gol que abriu o placar no Olímpico contra o Grêmio na Copa do Brasil de 2012), Mazinho teve uma queda vertiginosa de produção após o título da Copa do Brasil de 2012 e ao início da temporada seguinte foi emprestado para o Vissel Kobe, do Japão. Como a última impressão é a que ficou, Mazinho voltou cercado de desconfianças e apesar de ter sido importante no jogo de estreia da temporada, logo voltou ao modo standart e passou a irritar a torcida com os ataques que morriam em seus pés. A insistência de Kleina com ele nos primeiros jogos era algo inexplicável, mas o desempenho era tão fraco que até o Kleina cansou. Embora sejamos eternamente gratos pelo desempenho na Copa do Brasil de 2012, deve ser emprestado novamente, por aqui, já mostrou que não serve.

Serginho (5 jogos) - O "artilheiro dos jogos ganhos" nunca mostrou ao que veio. Iniciou a temporada improvisado na lateral, foi mal e logo voltou para o meio, onde também foi mal. Sem muitas chances e sem demonstrar nada que convença, deve voltar para o Oeste ao final do empréstimo com o Palmeiras. Não fará falta.

Felipe Menezes (5 jogos) - Jogador que nos irritou com frequência durante a temporada passada, o "Sleep" Menezes permaneceu para essa temporada. Caracterizado pela lentidão e por parecer pensar na jogada com um delay de 5 segundos, o único destaque que ele teve nesse ano foi com o golaço que ele fez de meio do campo...no jogo treino. Com apenas 5 partidas (em que foi mal em todas elas), felizmente não teve muito tempo para nos irritar. Provavelmente será pouco (ou nada) utilizado durante o restante da temporada.

Atacantes:

Nosso melhor jogador de linha atualmente. Fica, Kardec!
Foto:  Miguel Schincariol/Agência Estado

Sem sombra de dúvidas, é a posição mais carente do elenco. Temos um centroavante acima da média, mas que não tem um substituto decente. A posição de segundo atacante também inspira observações, pois nenhum jogador despontou, pelo contrário, só nos decepcionamos.

Alan Kardec (16 jogos, 9 gols) - Sem sombra de dúvidas, é o atacante matador que esperávamos desde a saída de Barcos e o melhor jogador de linha que o Palmeiras tem na atualidade. Decisivo, inteligente com e sem a bola no pé e com diversos recursos, Kardec é um dos melhores atacantes do Brasil na atualidade e foi até cotado para integrar o grupo de Felipão na seleção. A média de gols marcados nessa temporada é ainda maior do que na temporada anterior e a tendência é que ele continue (ou aumente) essa média. Fica a torcida para que Kardec permaneça de vez no Palmeiras e faça história, pois talento para isso ele já mostrou que tem.

Leandro (12 jogos, 2 gols) - A grande decepção da temporada até o momento. Após uma pequena novela ao final do ano para saber se voltava para o Grêmio ou permanecia, Leandro ficou em definitivo, mas nem passou perto do bom futebol exibido em 2013, quando foi o artilheiro da temporada - ainda que tivesse muitos jogos onde ele nos irritava. Disperso, cansou de errar passes e gols, principalmente contra o Ituano, onde o gol perdido se tornou um castigo posterior. Tem que ir para o banco o quanto antes.

Diogo (6 jogos) - Diogo chegou ao Palmeiras após um bom campeonato disputado pela Portuguesa, onde foi aquele jogador cobiçado nas temporadas de 2007/2008. Começou como titular, se contundiu e quando voltou, parecia que iria engrenar de vez e tomar a titularidade de assalto com seu futebol vertical e boas assistências. Mas se contundiu novamente e não voltou até agora, inclusive ficando ausente da reta final do Paulista. Que se cheque a condição física do atleta nesse período "sabático", pois atuou em apenas seis partidas.

Patrick Vieira (7 jogos, 1 gol) - Esse é o jogador que mais nos coloca pontos de interrogação na testa. Quando entra, vai bem, joga pelas laterais e puxa a marcação da defesa como um autêntico segundo atacante. Mas é preterido mesmo jogando bem. Na temporada passada já tinha sido estranho ver Ananias sendo aproveitado enquanto o garoto da base foi fazer um tour pelo Japão. Merece ser mais aproveitado? Sim. Será aproveitado? Não sabemos.

Miguel (3 jogos, 1 gol) - Outro jogador que veio das categorias de base do Palmeiras e o único reserva com características de centroavante, mas não chega nem perto de Alan Kardec. Grosso e mal posicionado, não deve ser aproveitado na sequência da temporada.

Rodolfo (1 jogo) - O primeiro reforço da temporada tem um currículo interessante nas categorias de base, com uma média alta de gols mesmo sendo apenas segundo atacante. Entretanto, jogou apenas meio tempo da partida contra a Portuguesa - de maneira interessante, diga-se de passagem. Nos perguntamos porque ele não era utilizado enquanto fomos obrigados a aturar o Vinicius.

Vinicius (10 jogos) (Nota: já saiu e foi para o Vitória) - Vinicius deu um novo sentido para a expressão "agora vai" de maneira irônica. Desde 2010, nunca entendemos porque ele era escalado, afinal, nunca mostrou futebol para jogar no Palmeiras. Teve apenas uma boa fase durante parte da segunda divisão, mas logo voltou ao normal e irritou todo palmeirense como de costume. A gota d'água foi o gol perdido contra o Ituano, que o tirou por definitivo daqui. Em mais de 100 partidas, fez apenas 8 gols, números fracos para um atacante. Que seja feliz em outro lugar.

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Precisamos com urgência: 
- Lateral direito que venha para ser titular;
- Zagueiro que venha para ser titular;
- Zagueiro reserva;
- Segundo volante que saia para o jogo;
- Centroavante reserva;
- Segundo atacante;

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Provável time para o início do Brasileiro levando em conta as preferências do Kleina e o elenco atual: Fernando Prass, Wendel, Lucio, Wellington, Juninho; Marcelo Oliveira, Wesley, Bruno Cesar e Valdivia; Leandro e Alan Kardec.

Espinha dorsal: Prass, Lucio, Wesley, Valdivia e Kardec.

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E vocês, o que acham? Como foi o desempenho individual de cada atleta e o que o elenco precisa para entrarmos como favorito nos próximos campeonatos? Sabemos, não é uma ciência exata, mas maximizar nossas forças é importante para que nossas chances de títulos aumentem.

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Agradecimentos ao sempre excelente Porcopedia pelo acervo de informações onde foi possível consultar o número de jogos e gols de cada atleta nessa temporada.

Checkpoints

O regulamento do Paulista dessa temporada é estranho e permite situações absurdas como a de domingo, onde uma derrota nossa prejudicou nosso principal rival – o que não deve ser nenhum conforto, nenhuma derrota do Palmeiras é boa. Ao mesmo tempo, o regulamento permitiu com que jogássemos contra times de grupos distintos e criou uma espécie de checkpoint a cada cinco partidas. 

Disputados 2/3 da fase inicial, estamos em segundo na classificação geral, atrás do Santos apenas pelo critério de saldo de gols. Cabe à análise de como o time se portou e a expectativa de como iremos desempenhar nos cinco jogos finais.

Checkpoint 1 – Da 1ª à 5ª rodada.
Devido ao curto tempo que os times tiveram para realizar a pré-temporada, vimos um Palmeiras remendado nos dois primeiros jogos, com jogadores que seriam as opções finais entrando como titulares. Mesmo assim, a postura do time era diferente do que tínhamos visto na irritante reta final da Série B do ano passado. O Palmeiras passou a pressionar o time no campo de ataque e Kleina soube usar a maioria das peças que tinha em mãos – exceção feita ao Mazinho, que sepultava a maioria dos ataques.

A vitória contra a Linense na estreia e de virada mostrou que o time, mesmo remendado e sem ritmo, poderia render bem na medida em que os titulares iam entrando. Os jogos seguintes tiveram o encaixe de alguns titulares como Valdivia, Leandro, Lucio e Wellington, que entrou no lugar de Henrique (vendido ao Napoli). E deu certo. Contra Comercial e Penapolense não tomamos gols e contra o Atlético Sorocaba tivemos um ataque operante. 

O grande teste da primeira fase era o clássico contra o SPFC e ali o Palmeiras fez o melhor jogo até então no campeonato. Kleina armou o time postado no ataque e não deixou os comandados de Muricy respirarem. 2 x 0 ficou barato e terminamos o primeiro terço de campeonato com a moral nas estrelas e sabendo que ainda teríamos jogadores para estrearem.

Pontos positivos do primeiro terço:
- A mudança de postura do time. Passou a jogar de forma ofensiva e sufocando o adversário no campo de defesa;
- Peças que saiam do banco e melhoraram o nível do time. 

Pontos negativos do primeiro terço:
- A insistência em Mazinho foi sem explicação. O único jogo que ele foi fundamental foi contra a Linense. Nos outros jogos, foi o pior em campo;
- Apesar do bom início do sistema defensivo. Saímos atrás do placar por duas ocasiões, mas felizmente conseguimos reverter.

Pontos: 15 em 15 disputados.

Melhor momento do campeonato: 5ª rodada, no jogo contra os inimigos leonores.

Checkpoint 2 – Da 6ª à 10ª rodada.
Mesmo com alguns defeitos latentes, o time entrou com moral para encarar os adversários do grupo B. O primeiro confronto foi contra o XV de Piracicaba e a sensação foi que de conseguimos os 3 pontos com muita sorte  - a vitória passou pelos jogadores do banco de reservas, mas o time não foi tão contundente quanto em jornadas anteriores. 

O 100% de aproveitamento foi embora em uma de nossas melhores partidas, contra o Audax, tarde em que o goleiro adversário estava inspirado e que eles aproveitaram uma pane de nossa defesa para sair na frente. Novamente, a reação do time passou pelo banco de reservas com o gol de Mendieta. Por pouco não vencemos a partida (Kardec perdeu o pênalti duvidoso que deram), mas a postura agradou a todos e o time saiu aplaudido do Pacaembu. 

E veio o segundo clássico. O dérbi contra o SCCP, nossos maiores rivais, uma guerra particular. Sabemos que em dérbis não há favoritos, mas a imprensa e parte da torcida estavam confiantes em um bom resultado. E com motivos, afinal, eles estavam em crise e com uma sequência de derrotas e nós estávamos em alta, jogando bem e convencendo. Mas em campo vimos justamente o contrário, parecia que eles é que estavam em boa fase. Gilson Kleina entrou com o time estranhamente acuado e aceitou a pressão imposta pelo treinador-enganador deles. O destaque da partida foi Fernando Prass, que operou milagres e evitou a derrota. Novamente, o time saiu atrás.

A preocupação finalmente começou. O time insinuante e agressivo do primeiro terço de campeonato deu espaço a um time hesitante e sem alternativas táticas para se mudar durante a partida sem queimar substituições. Os desfalques também começaram a surgir, seja por suspensão ou por contusões, o que fez Kleina promover novos jogadores como titulares. 

Contra o Ituano, novamente o Palmeiras fez uma partida abaixo da média, mas garantiu os 3 pontos graças a boa presença de área de Alan Kardec. Porém, no jogo seguinte tivemos a primeira derrota. Mesmo com Kleina promovendo uma escalação interessante, o time em campo se mostrou completamente perdido – sem contar as falhas individuais de William Matheus, que fez uma partida que remeteu aos piores momentos de Juninho em 2012. E fechamos o segundo terço da primeira fase com o sinal amarelo.

Pontos positivos do segundo terço:
- Ascensão de França. Vem mostrando ser uma bela contratação, que sabe fechar os espaços e ainda sabe sair para o jogo com alguma qualidade. 

Pontos negativos do segundo terço:
- Em 5 jogos, o time saiu atrás no placar por 3 ocasiões. Em nenhuma vencemos (dois empates e a derrota no último domingo). Kleina precisa fazer com que o time entre focado nos 90 minutos, o time tem entrado bem desligado;
- Desfalques. Nos últimos jogos perdemos diversos jogadores por contusão e suspensão e isso gerou certo desentrosamento com as peças que deveriam substituir. O jogo de domingo mostrou isso;
- Queda de rendimento de peças importantes. Leandro, Wesley e mesmo Valdivia não renderam como nas jornadas iniciais;
- Falta de variações táticas de Kleina e a passividade que o time mostrou em campo em muitos desses jogos, virando o fio do primeiro terço de campeonato e levando o treinador a uma estaca zero. Se antes merecia justos elogios, hoje diria que está zerado e tem que remar tudo de novo.

Pontos: 8 em 15 disputados.

Checkpoint 3 – Da 11ª à 15ª rodada.
E chegamos à reta final da primeira fase, onde enfrentaremos os adversários do grupo C. O adversário mais forte, claro, é o Santos. O jogo é o último da fase de classificação e provavelmente será o jogo que definirá o primeiro colocado geral, que tem a vantagem de jogar em casa até a final, seja lá qual for o adversário – sem contar que o time deles, dentre os 3 rivais, é o que mostrou mais consistência até o momento. Será um duelo interessante em nossa casa de praia.

São Bernardo também é um adversário chato e amanhã veremos como o Palmeiras se porta contra eles jogando em casa. Portuguesa, Ponte Preta e o fraquíssimo Paulista completam o grupo.

Com 7 pontos de vantagem em relação ao vice-líder do grupo (Bragantino), a tendência é nos classificarmos em primeiro com antecedência. Mas o Palmeiras precisa retomar a consistência mostrada nos jogos iniciais para entrar com confiança no mata-mata, o que vimos nas últimas rodadas foi um tanto quanto preocupante.

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- A expectativa (ou melhor, torcida) é que Kleina acerte uma escalação e um esquema tático decente nesses cinco jogos que restam e retomemos a rota traçada nos jogos iniciais. Após 6 partidas dignas de um treinador de ponta, ele armou o time com a mesma destreza de um estagiário nos jogos seguintes, lembrando aquele time titubeante de 2013, que não conseguia se impor contra Icasas da vida.

- Saímos atrás do placar em metade dos jogos e só revertemos o placar em dois deles. Precisamos que o time entre ligado nos 90 minutos, como fizemos contra os inimigos do Jd. Leonor. Em mata-mata, sair atrás pode ser fatal. Só lembrar que saímos atrás em todos os jogos decisivos que o Kleina fez (Milionários, Santos, Tijuana e CAP) e não revertemos nenhum deles. Hora de mudar isso.

- Queremos o título, é o mínimo que exigimos. E nós torcedores merecemos.

Cartas na manga e mudança de postura.

Por ser início de temporada, talvez seja muito cedo para falar que hoje somos favoritos aos títulos, ainda mais se levarmos em consideração o histórico de largadas em anos anteriores, que definitivamente nos deixou mais escolados e cautelosos. Mas esse início de ano alviverde com seis vitórias consecutivas, quase todas de maneira convincente – especialmente no clássico contra o SPFC no último domingo - deu um novo ânimo para todos os palmeirenses do mundo, especialmente após temporadas tão ruins como foram as anteriores. 

Mas o que temos de diferente em relação ao time que finalizou a temporada de 2013 de maneira burocrática e que não se impunha em relação ao adversário? Novas cartas na manga dentro do elenco e que podem mudar o panorama de uma partida com diferentes variações táticas durante o jogo e uma nova postura, a mais agressiva desde o time do primeiro semestre de 2008, uma postura que não tínhamos visto com o então treinador Gilson Kleina. Isso sem contar a própria atmosfera do Palmeiras, que ficou positiva. Hoje até a mesmo a imprensa, uma inimiga ferrenha, passou a nos tratar com mais respeito.

Vamos aprofundar esses dois primeiros itens que fazem parte do tema central da postagem.

As cartas na manga:
Se durante a Série B perdíamos muito em qualidade com a ausência de jogadores no elenco, nesse início de ano vimos por mais de uma vez a solução de uma partida sair do banco de reservas. Contra o Atlético de Sorocaba e Penapolense, vimos a entrada de Marquinhos Gabriel ser decisiva para que o Palmeiras obtivesse os três pontos. Contra o XV de Piracicaba, o gol da vitória passou pelos pés de dois substitutos: Mendieta e França – sendo que este entrou para segurar a pressão do time da casa, obteve êxito na tarefa e ainda surgiu como elemento surpresa no ataque. 

Pela primeira vez em anos temos opções para realizar mudanças de panoramas na partida e mesmo mudar a escalação antes de um jogo antes que o time fique manjado pelo oponente. E ainda temos jogadores para estrear, como Victorino, Bruno Cesar, Gabriel Dias, Patrick Vieira, Rodolfo e mesmo William Matheus, que jogou apenas 20 minutos contra o Comercial. Josimar, volante que veio do Inter, é outro que chegou para ser opção de segundo volante na reserva de Wesley e apesar de parte da torcida ter um pé atrás com ele pela não vinda em 2013 (inclusive este que vos escreve), soa como um backup interessante.

A lateral direita ainda precisa de ajustes – por mais que Wendel tenha feito partidas acima da média, ainda temos o medo de que esse bom momento dele seja efêmero – e o ataque continua sem substitutos para Alan Kardec caso precisemos (a outra opção de atacante fixo no elenco se chama Miguel). 

Com essa nova gama de jogadores, as opções consideradas “intragáveis” que sobreviveram ao facão do ano passado e que ainda estão no elenco, já não são mais tão utilizadas. Felipe Menezes entrou em apenas duas partidas, Vinicius em apenas uma e Serginho perdeu espaço após duas partidas como titular. 

Vale também a observação que em nenhum desses momentos o Palmeiras entrou com força máxima, nem mesmo no clássico contra o SPFC. Mas mesmo que o Palmeiras use seu poder de fogo por completo em sua escalação titular, ainda é possível vislumbrar essas cartas na manga que são capazes de mudar a partida.

Mudança de postura:
O Palmeiras está mais agressivo, algo que cobrávamos antes mesmo do campeonato começar. Por mais que o time não tenha jogado com sua força máxima, é possível observar que a postura do time mudou e isso ficou acentuado em algumas partidas, como contra Penapolense e SPFC, onde o time fez algo que não fazia há anos: marcar a saída de bola do adversário, sufocando o oponente já no campo de defesa e tirando as chances de ataque e pegando o oponente com a defesa desarrumada.

Essa pressão no campo de ataque permite com que a dupla de volantes fique mais sólida (exceção feita ao jogo de quarta, onde Wesley dormiu em campo) e consequentemente a defesa não tome tantos sustos. Com isso, hoje temos a melhor defesa do campeonato com apenas três gols sofridos (sendo que dois deles foram da famosa síndrome de “ex-palmeirense marca contra”, embora isso não tenha relação alguma com táticas). 

Outro ponto importante está em como o time se porta com a bola nos pés. Hoje também é possível ver que o time evita as ligações diretas e trabalha melhor a bola, procurando sempre o companheiro melhor posicionado e priorizando as tabelas. Se antes tínhamos um irritante festival de chutões a esmo e chuveirinhos desnecessários que invariavelmente terminavam com o zagueiro rechaçando a bola, hoje isso foi reduzido a quase zero. 


Essa mudança de postura do time e a obediência tática dos jogadores são méritos de Gilson Kleina. Com exceção dos jogos contra Comercial (onde o time dormiu no segundo tempo) e XV de Piracicaba, o treinador foi muito bem na proposta do time e nas alterações durante a partida, sobretudo no último domingo ao trucar Muricy com um casal Zap e Copas – tomaram um baile e 2 x 0 ficou muito barato.

Já o critiquei muito durante 2013, mas nesses jogos iniciais ele vem fazendo por merecer uma trégua e até elogios. Sim, ele ainda insiste com peças que todos sabem que não funciona (Mazinho não mostra nada que o credencie a titularidade absoluta) e por vezes demora em realizar a alteração – quarta foi por pouco. Às vezes fico com a impressão de que ele está escondendo o jogo para os jogos mais difíceis, clássicos e fases decisivas. Não tem como saber, mas que esse início de ano com seis vitórias e com o time convencendo está animador, isso está.

Claro, ele ainda tem muito que provar. O próximo teste de fogo é um dérbi (jogo que não vencemos desde agosto de 2011) e por mais que a fase de nossos rivais esteja ruim, ainda é um jogo que devemos entrar com muita seriedade, ainda mais porque não os vencemos no Pacaembu há muito tempo. E tem também as fases decisivas – todas que ele disputou com o Palmeiras até o momento foram tremendos fiascos. Mas dessa vez ele tem peças bem melhores do que as disponíveis em jornadas anteriores e parece que ele está mais calculista, algo imprescindível para treinadores.

Kleina, a faca e o queijo estão em suas mãos. Começou bem e vem merecendo elogios, termine de maneira excelente e será eterno.

Kleinismo surtindo efeito?
Foto: Reginaldo Castro / Gazeta Press

Obrigado por tudo, Henrique!

Na tarde de hoje, a torcida palmeirense recebeu uma bomba: a venda do zagueiro Henrique para o Napoli, tradicional clube italiano que disputa o Calcio, após uma proposta supostamente irrecusável.

Não se trata de um jogador qualquer, mas sim de um zagueiro (por vezes volante) que venceu os últimos dois títulos importantes (Copa do Brasil de 2012 e Paulista de 2008) sendo um dos destaques do time, sendo o pilar de segurança na conquista do Paulista que nos tirou de uma incômoda fila de 8 anos e dando uma inesperada liga para o meio de campo na Copa do Brasil ao ser elevado para  a cabeça de área – inclusive, jogou uma final com 39º de febre de maneira impressionante. Sobreviveu ao rebaixamento, foi um dos poucos que se manteve com a moral intacta após a hecatombe, ganhou a braçadeira de capitão após a saída de Barcos e mesmo passando por um momento técnico muito ruim durante parte de 2013, entrou como um dos líderes para a temporada do centenário, sendo integrante importante da espinha dorsal imaginada ao início da temporada.

Com 161 partidas, 14 gols e 2 títulos importantes, Henrique fica marcado pela desenvoltura que mostrou como zagueiro, aliando raça e técnica. No final do ano passado abordamos aqui no blog o potencial dele, todo o histórico de nosso zagueiro e como a temporada de 2014 poderia ser importante para que ele se consolidasse de vez na galeria de heróis imortais do Palestra.

A saída dele é fora de hora? É – ainda mais quando estamos beirando o primeiro clássico do ano. E a perda técnica no momento é imensurável. Mas como a saída já foi consolidada, resta desejar ao zagueiro uma boa jornada no futebol italiano e que tenha sucesso – exceto, claro, se jogar contra o Palmeiras em algum dia.

Por mim, fica a imagem do zagueiro vitorioso das épicas conquistas do Paulista de 2008 e da Copa do Brasil de 2012. Isso tem que ser valorizado por todos os palestrinos.

Obrigado por tudo, Henrique!

Valeu, capitão!
Foto: Gazetapress

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- Não estava nos planos, mas virou urgência: reposição de peso para a zaga, afinal, estamos falando da saída de um zagueiro de seleção. Espero de coração que a diretoria tenha algum plano na manga, porque no momento ficamos com poucas opções. Agora, temos apenas Lucio, Victorino, Marcelo Oliveira e o menino Gabriel Dias – que sequer foi incorporado aos profissionais. Tiago Alves e Thiago Martins estão no estaleiro e lá ficarão por algum tempo. Henrique era o único 100% habituado, Lucio ainda está recuperando o ritmo, Victorino é uma incógnita e Marcelo Oliveira apenas quebra o galho, precisamos de um bom nome para ontem.

- Por mais que Lucio seja um líder nato, acredito que o próximo capitão será Fernando Prass. Veremos se essa tendência se confirmará.

William Mendieta e seu encaixe no time

Foto: Gazetapress

Ainda sentindo os efeitos da lesão sofrida no joelho na partida contra o Guaratinguetá, ainda em outubro do ano passado, William Mendieta não estreou pelo Palmeiras nessa temporada, na partida contra a Linense. O meio de campo foi composto por Marcelo Oliveira, Renato, Wesley e Mazinho (Felipe Menezes entrou ainda no primeiro tempo, recuando Marcelo Oliveira para a zaga após a saída de Tiago Alves).

Oriundo do Libertad, Mendieta desembarcou no Palestra em junho do ano passado e logo despontou como uma bela opção para o meio de campo, que até então só possuía Valdivia como legítimo meia-armador clássico. Em 19 partidas que disputou antes de se lesionar, marcou 4 gols e demonstrou que sabe o que fazer com a bola em diversas ocasiões – em outras, foi prejudicado pelo esquema tático errático de Gilson Kleina. Destaco o jogo de ida da Copa do Brasil contra o Atlético-PR como a partida onde Mendieta mais se destacou, com jogadas de habilidade e movimentos ariscos, sem medo de arriscar para o gol quando fosse preciso. 

A questão é: onde Mendieta se encaixa no meio de campo?

Na ocasião da contratação a expectativa era de que Mendieta assumisse o papel de armador, ainda mais com as constantes contusões de Valdivia. Em alguns jogos ele preencheu essa lacuna com correção e talento, mas ainda faltava a centelha de genialidade que Valdivia tem (mas que infelizmente não a usa em jogos decisivos). Em outras oportunidades, Mendieta teve a oportunidade de atuar ao lado do chileno e funcionou bem como quarto homem de meio de campo, especialmente quando fazia triangulações e inversões importantes com o chileno. Contra o Avaí a configuração deu certo.

Ficou claro que Mendieta estava funcionando mais como quarto homem de meio de campo, sendo o famoso “camisa 11” (embora o número em si pertença a Wesley), que puxa a marcação para que o armador trabalhe livremente – mais ou menos como Diego Souza durante o Paulista de 2008. 

Mas uma coisa me chamou a atenção: no Libertad, Mendieta jogava mais recuado, na posição onde Wesley atua no momento. Uma das posições carentes do elenco é justamente a de reserva para o volante-apoiador que é Wesley e se pararmos para testar com calma, poderemos ter uma solução caseira para essa lacuna que precisa ser preenchida. Mendieta sempre jogou mais avançado por aqui, mas acredito que na ausência do Wesley (que hoje é integrante chave da espinha dorsal) o teste pode ser muito válido, ainda mais se concretizarem a esperada vinda de Bruno Cesar para o Palmeiras. 

Possuindo habilidade para exercer três posições diferentes dentro do campo, Mendieta tem tudo para demonstrar uma polivalência positiva dentro do elenco. 

A quantidade de jogos que Mendieta disputou ainda é pequena para afirmar com certeza plena se ele é craque ou não, o máximo que ele demonstrou até agora foi um potencial de crescimento – mais ou menos como o próprio Valdivia em 2006, antes de crescer nas mãos de Caio Júnior. Assim que Mendieta chegou, teve o período de adaptação e a infeliz contusão que o tirou de combate pelo restante do ano de 2013. Já ambientado ao Palmeiras e mais a vontade com nossa camisa, cabe ao Kleina escalá-lo na posição que melhor possa desempenhar seu futebol e assim poder conduzir o Palmeiras às vitórias.

Veremos como ele se desenvolve ao longo da temporada, tem nossa torcida para que estoure de vez.

Linha atacante de raça, é hora de pressionar a saída de bola

Na postagem anterior abordamos as opções para possíveis esquemas táticos do nosso astuto treinador Gilson Kleina. Se tudo ocorrer do jeito lógico (e não com o 4-3-3 treinado que vem sendo noticiado), o meio de campo será formado no losango 1-2-1 e com dois atacantes na linha de frente. 

Uma qualidade que Gilson Kleina não conseguiu imprimir nesse tempo que ele está no Palmeiras é a forte marcação na saída de bola, que não dá espaço para a defesa do time adversário sair jogando e os forçando a tentar ligações diretas. Os motivos são vários: time a beira de um ataque de nervos em 2012, elenco desfigurado durante boa parte de 2013 e a própria incapacidade do treinador em instalar a mentalidade de adiantar a marcação visando pressionar a saída de bola do oponente. O resultado foi que em muitos jogos tomamos sufoco de times pequenos, especialmente porque a capacidade de marcação dos volantes que deveriam travar o jogo no meio de campo (geralmente Marcio Araújo e Charles) era reduzida. 

Com um primeiro volante com maior capacidade de marcação (Eguren) e o Wesley fazendo um papel polivalente no meio de campo trabalhando como elemento surpresa, cabe a Kleina mudar a mentalidade dos jogadores de frente para que pressionem a saída de bola dos adversários e facilitem o trabalho da defesa. Se formos analisar as características individuais de cada jogador da linha ofensiva, a tarefa é mais difícil. Sinuca de bico para Seo Kleina resolver. Vamos às análises:

Alan Kardec: De longe é o jogador mais voluntarioso da linha de frente. Volta para marcar e ataca com vigor, mas por muitas vezes se sacrifica sozinho na marcação e se perde no posicionamento dentro da área graças às suas voltas para defesa em meio aos sacrifícios. Inteligência tática ele tem, mas é mal utilizada.

Leandro: Tem vontade e geralmente volta para marcar, mas falta inteligência na marcação, cometendo muitas faltas bestas e algumas até violentas. A quantidade de cartões recebidos durante a Série B ilustra essa falta de dosagem na marcação. Foi o jogador mais indisciplinado do Palmeiras na temporada passada e tem que domar essa sede ao pote.

Vinicius: Por ter um porte físico mais forte, sua capacidade de marcação aumenta, mas geralmente não sabe o que fazer com a bola quando a recupera. É um problema, mas fica a esperança de que ele seja a última opção do elenco para essa temporada – ou seja vendido de vez.

Valdivia: O Palmeiras de 2008 tinha a característica de pressionar a saída de bola e Valdivia era parte importante desse processo, já que na época ele era mais novo e tinha o físico em alta. Mas em 2014 ele não tem capacidade física nem para jogar metade das partidas, quiçá para realizar uma blitz no campo de defesa inimigo. Vamos observar como o chileno se porta nas primeiras partidas, mas provavelmente será o único que não marcará no ataque - em metade dos jogos.

Mendieta: No pouco que jogou, mostrou que tem raça e morde o adversário na defesa se for preciso, mas em muitas ocasiões foi engolido pelo sistema ultradefensivo montado por Gilson Kleina. Se entrar como titular, pode ser muitíssimo útil em uma eventual pressão em campos de defesas inimigos.

Patrick Vieira: Ele é rápido e nos jogos que estivemos desfigurados, ele mostrou alguma qualidade de marcação em meio de tanta bagunça. Com o elenco completo e esquema tático definido, ainda não foi observado.

Felipe Menezes: Lento para atacar e lento para defender. Já o vimos perder na corrida para muitos oponentes, logo, não serve. 

Mazinho: Não tinha o hábito de marcar a saída de bola na época do Felipão. Veremos como se sai. 

Os que chegaram agora aparentam serem obedientes taticamente. Cabe a observação em cima desses atletas, em especial o Diogo.

Um time forte tem como característica o sufocar do adversário desde sua raiz, fazendo com que o adversário erre e se intimide, forçando ligações diretas. Especialmente nos jogos decisivos. Foi por aceitar passivamente o ataque dos adversários que fomos eliminados facilmente da Copa do Brasil de 2013 (mesmo com a vantagem), da Sul-Americana de 2012 e também da Libertadores de 2013. O último exemplo no Palmeiras que pressionava fortemente no ataque é o de 2008, que tinha a linha de frente com Diego Souza, Valdivia, Judas30 e Alex Mineiro. O próprio time de Felipão não tinha a característica de pressionar na linha de frente, mas possuía uma defesa sólida (enquanto o time tinha foco) e por muitas vezes se garantiu com isso.

Cabe a Kleina equacionar o problema e saber trabalhar com as características de nossos jogadores atuais, fazendo com que a capacidade de marcação aumente sem sacrificar o esquema tático. Seo Gilso, essa é a sua hora de instalar uma mentalidade vencedora nos nossos jogadores e fazer com que nosso ataque faça jus ao glorioso hino do Palmeiras, que seja uma linha atacante de raça e com qualidade.

Kardec é voluntarioso, cabe ao Kleina encaixar uma blitz nas defesas.
Foto: Rivaldo Gomes/Folhapress

O elenco do início de 2014

Bem vindo, xerifão!
Foto: Gazetapress.

Faltam seis dias para a estreia do Palmeiras no Paulistão e é hora de uma nova análise sobre o elenco do Palmeiras. Como está em relação ao final da temporada? Melhorou substancialmente em algumas posições, mas ainda precisa de definições em posições importantes, sobretudo na lateral direita, meio de campo e um segundo volante para ser reserva de Wesley.

Algumas saídas também foram importantes para a remontagem do elenco para essa temporada especial. Por isso foi feito um comparativo com o elenco que terminou 2013 e o que está iniciando 2014. Em laranja estão os jogadores que saíram, em verde escuro os que desembarcaram e em verde claro os que voltaram de empréstimo e serão reaproveitados por Gilson Kleina.

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Goleiros: Os nomes permanecem os mesmos. Não renovaria com Bruno, mas infelizmente, esse ficou. 

Laterais direitos: Luis “Mercenário” Felipe se reapresentou, mas deve tomar um “passa moleque” o quanto antes. Como primeira opção, Kleina tende a usar Wendel, que desde 2007 mostrou que não passa de um quebra galho, um último recurso. Bruno Oliveira e Luiz Gustavo também figuram no elenco. Fica a torcida para que fechem com o paraguaio Moreira, nome que mais pipoca nos noticiários.

Zagueiros: Henrique é capitão, titular absoluto e cotado para ir à Copa do Mundo. A permanência dele é indiscutível. Como companheiro, o multicampeão Lucio, a despeito de sua passagem ruim pelo lado Leonor, dá um novo ar de liderança para o elenco e impõe respeito. Victorino é outro que vem querendo provar o seu valor e tenta recuperar o seu lugar na seleção uruguaia. Como última opção, Tiago Alves não compromete. Thiago Martins figura no elenco, mas teve uma lesão seríssima na copinha e ficará oito meses no estaleiro. O companheiro de Martins na base, Gabriel Dias, demonstrou potencial e merece ser observado. Vilson e André Luiz saíram, o segundo não deixará nenhuma saudade. 

Laterais esquerdos: William Matheus chegou, mas é uma incógnita. Em todo caso, acho válido testá-lo o máximo que puder, pois não aguentamos mais o Juninho, que infelizmente ainda permanece no elenco. Victor Luiz é a última opção e Marcelo Oliveira, apesar de ser volante (ou zagueiro), ainda pode compor esse lado em caso de emergência.

Volantes: Marcio Araújo enfim saiu. Charles e Leo Gago não renovaram e também deram área. Eguren desponta como titular absoluto na cabeça de área, tendo o contratado França como reserva. Wesley continua titular absoluto como volante de apoio, mas não tem reserva. Renatinho e Marcelo Oliveira completam a posição. Não emprestaria novamente o João Denoni, que já tinha demonstrado para todos que pode ser reserva de Wesley. Precisamos de um volante de apoio reserva.

Meias: Valdivia, Mendieta, Serginho e Felipe Menezes continuam. Marquinhos Gabriel chega e Patrick Vieira será reaproveitado. Fica a torcida para que fechem com Bruno Cesar de uma vez por todas, que é outro nome especulado pela imprensa e que faria nosso meio de campo melhorar muito. Rondinelly já foi (ele chegou aqui?) e Bruno Dybal foi emprestado para o Oeste. 

Atacantes: Kardec terá sua temporada de afirmação e Leandro permaneceu. Diogo vem para provar que não é apenas mais uma promessa que se perdeu com o tempo e Rodolfo vem com status de promissor nas categorias de base. Vinicius permanece no elenco e Mazinho será reaproveitado. A permanência de Mazinho é um tanto preocupante, o rapaz começou bem, mas teve uma queda vertiginosa de rendimento e é um dos nomes que nos remetem a derrota que foi o ano de 2012. Ananias foi dispensado e Caio Mancha emprestado. Ainda precisamos de um centroavante reserva para Alan Kardec. Danilo Neco foi outro nome especulado, se fechar, não chega para ser reserva de Kardec.

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Time base no momento: Fernando Prass, Wendel, Henrique, Lucio, William Matheus; Eguren, Wesley, Mendieta e Valdivia; Leandro e Alan Kardec. Tec: Gilson Kleina.

Espinha dorsal: Fernando Prass, Henrique, Lucio, Eguren, Wesley e Alan Kardec. 

O time que terminou a temporada passada não inspirava confiança, especialmente porque tivemos diversos jogos na série B no qual saímos irritados pelo desempenho pífio. O acréscimo de jogadores experientes faz com que o panorama mude e a confiança no time seja diferente. 

A defesa parece que se solidificará. Na zaga, Henrique e Lucio tem tudo para formar uma das duplas mais temidas do Brasil. Victorino desponta como um bom substituto. Precisamos saber se William Matheus tem qualidades defensivas, caso não tenha, a proteção pela esquerda deve ser reforçada e Eguren terá que se desdobrar. Juninho, como já sabemos, não tem capacidade alguma de defesa – tampouco de ataque. A lateral direita precisa de definição sobre quem irá jogar, Wendel não pode ser o titular do centenário.

No meio, Eguren é outro que terá seu ano de afirmação e certamente passará mais segurança do que o intrépido Marcio Araújo. Wesley é titular absoluto e Mendieta, que já mostrou potencial, começa a temporada já habituado com o Palmeiras. Valdivia é craque, mas não dá para confiar na presença dele, cabe ao Kleina montar um time que não se baseie na presença do chileno. E fica a torcida para que Bruno Cesar entre no elenco de vez.

O ataque melhorou. Leandro e Kardec continuam com nossa confiança e ganharam reservas melhores que Caio Mancha e Ananias. Iremos observar como eles desempenharão seus papeis ao longo do semestre.

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Resumindo: Kleina agora tem mais opções no elenco e cabe a ele montar um esquema tático onde a defesa não fique exposta e o ataque seja bem municiado, sem ligações diretas, algo que ocorreu com frequência em 2013. 

No primeiro jogo treino, infelizmente foi possível perceber que Seo Gilso não abortou o esquema 4-3-3 que falhou miseravelmente no ano passado. Pior, sinalizou que utilizará o Mazinho nesse esquema, fazendo com que ele seja uma espécie de Ananias canhoto. Fica a torcida para que isso tenha sido apenas um malfadado teste de jogo treino e que isso não seja levado adiante, pois já vimos na prática que isso não funciona nem contra adversários pequenos.

A lógica indica que a montagem do time será no 4-4-2 clássico, mas pode ter algumas variações:
a) O meio de campo tende a ser um losango, com Eguren atrás, Wesley apoiando pela direita, Mendieta pela esquerda e mais avançado e Valdivia (em metade do tempo) centralizado, municiando o ataque.
b) Na ausência de Valdivia, a tendência é ter Mendieta no meio como armador (ou Bruno Cesar, se fechar) e o losango pode virar quadrado com as entradas de Marquinhos Gabriel e Patrick Vieira, meias que tem o drible como suas principais características.
c) Em dias de jogos com adversários mais ofensivos, não duvido que Kleina tire o quarto homem do meio de campo e escale um volante defensivo (França ou Marcelo Oliveira) e avance Wesley para flutuar no meio. 


A atmosfera já é diferente. Alguns reforços chegaram e o time tende a ficar com uma nova cara, mais temido pelos adversários. Os primeiros dez jogos do Paulista serão fundamentais para ver como será a montagem do time nessa temporada tão especial. A ideia é chegar à fase final do Paulista voando baixo, assim como aconteceu em 2008, quando tivemos uma montagem de elenco um tanto similar quanto essa que temos hoje. 

Fica a torcida para que concretizem as contratações dos reforços especulados e tragam mais alguém de renome e que imponha respeito perante os rivais. Ainda temos sérias carências e provavelmente sentiremos isso nos primeiros jogos, mas cabe ao técnico saber equacionar esse problema, essa é a hora do Kleina.

Kleina, você foi (e ainda é) muito criticado por aqui, você tem a faca e o queijo na mão para fazer com que esse time desempenhe, passe a enxergar o jogo, os adversários e tenha em mente que cobraremos títulos esse ano (isso mesmo, no plural). 


Avanti Palestra!