Até ganhamos, mas...

Começou a abstinência. A partir de agora, ficaremos mais de um mês sem ver o Palmeiras em campo. O último jogo antes da parada forçada foi um empate sem gols com o Grêmio, no Alfredo Jaconi, em Caxias do Sul. Quer dizer, sem gols em termos, já que Diogo fez um gol legal no segundo tempo, anulado pela arbitragem. 

Sem Wesley, Valdivia e Bruno César, os jogadores mais experientes e técnicos do meio para a frente, o Palmeiras não tinha uma liderança técnica com a posse de bola, alguém que colocasse a pelota no chão para esperar o time sair de trás. E por conta disso os dez primeiros minutos foram desesperadores. O Palmeiras não conseguia passar do meio do campo, o Grêmio fez uma blitz na frente da área e não tomamos o gol apenas porque o centroavante deles - apesar das súplicas da torcida gremista - ainda é o Barcos. 

Lucas Uebel/Grêmio FBPA
Passada a pressão inicial, o Palmeiras colocou os nervos no lugar e passou a jogar de igual para igual. Foram mais 10/15 minutos de equilíbrio, e na parte final da primeira etapa, o domínio foi total do Verdão. Em grande parte, o domínio aconteceu porque, depois de muito tempo, voltamos a ter um time bem armado. Wellington na zaga, Marcelo Oliveira de volta ao meio. MO e Renato davam segurança à zaga, o que deu tranquilidade a Lúcio, que fez excelente partida. Wellington também não comprometeu e, com cobertura, William Matheus foi o melhor do primeiro tempo. E em sua jogada mais aguda, o lateral foi à linha de fundo e cruzou rasteiro para Felipe Menezes, que chegou batendo, mas demos azar: a bola que ia para o gol desviou nas costas de Diogo e explodiu na trave esquerda de Marcelo Grohe. Vendo que o Palmeiras não estava morto, o Grêmio se retraiu e não ameaçava mais nem nos contra-ataques. 

No segundo tempo, o panorama do jogo não se alterou. O Palmeiras continuou dominando as ações, apesar de mais cauteloso: Wendel deixou de apoiar o ataque, e Marquinhos Gabriel ficou mais fixo pela direita para ocupar aquele espaço. Com o posicionamento fixo de MG, perdemos um pouco de mobilidade pelo meio-campo, e Felipe Menezes - que teve boa atuação - ficou um pouco mais isolado, tendo que contar com a aproximação dos volantes e de Diogo. E o gol veio justamente com Menezes e Diogo. O primeiro bateu falta pela esquerda, o segundo antecipou-se a Grohe em posição muito legal e marcou de cabeça. Fomos assaltados em Caxias, quem sabe agora já possam parar de falar no pênalti não marcado para o Criciúma lá na primeira rodada. 

Com todos os desfalques - Valdivia, Mendieta, Wesley, Bruno César, Leandro, Prass e outros menos importantes - Alberto Valentim montou o que tinha de melhor para o momento. As únicas críticas são pelo fato de que o time já poderia ter essa formação há tempos, e a demora para mexer, quando o rendimento da equipe já havia caído. E quando mexeu, foi para a entrada de Josimar. Ele mesmo, o ignóbil Josimar. E não é que quase deu certo? O último lance do jogo foi uma boa jogada individual do camisa 15, seguida por uma finalização que passou bem perto. Mas claro que não entrou, porque jogadores ruins só fazem golaços contra o Palmeiras, nunca a favor. 

Agora, assumimos com nossos poucos mas sempre presentes leitores um compromisso de publicar alguns posts durante a Copa, seja para falar de Palmeiras, seja mesmo para falar de Copa, antes que voltemos a campo para mais uma vitória sobre nossos fregueses da Baixada. VEM, COPA!!!!

Atuações:


Ainda bem que temos a parada da copa

O Palmeiras sofreu, na noite desta quarta, em Presidente Prudente, mais uma daquelas derrotas inexplicáveis. Contra um adversário nitidamente inferior, o time fez no primeiro tempo sua melhor partida desde a vitória contra o Goiás, mas não conseguiu converter a superioridade em gols, e o castigo veio na segunda etapa. 

Alberto Valentim, talvez perplexo pela atuação razoável de Felipe Menezes no domingo, resolveu escalá-lo como titular no lugar de Mendieta, contundido. Foi a única alteração com relação ao time titular que perdeu para a Chapecoense. O resultado foi que Menezes só acertou uma jogada em toda a partida: um belo passe para Henrique - que estava impedido. O time apertava o Botafogo, Diogo e Wesley quase marcaram em bons chutes de fora da área, e o gol parecia questão de tempo. 

Com o jogo empatado, tivemos ainda duas chances claríssimas para matar o jogo, ambas com Marquinhos Gabriel. Na primeira, um cruzamento perfeito de Wendel. Mas, quando Wendel acerta, a bola vai na cabeça de quem não sabe cabecear. Marquinhos, sem marcação na linha da pequena área, cabeceou fraco, pra baixo, perdendo o gol. Alguns minutos depois, Wesley fez um belíssimo lançamento para Marquinhos Gabriel pela esquerda, o goleiro Renan saiu do gol precipitadamente, e o camisa 40 tocou por cobertura, mas errou o gol. O castigo quase veio em seguida, quando Renan deu um chutão pra frente e Zeballos raspou de cabeça para o cidadão que adultera documentos e faz contrabando de BMW, que fez o gol. O bandeira errou ao dar o impedimento, mas poucos minutos depois, no intervalo, a postura desse verme acabou dando razão ao auxiliar. Ainda tivemos um pênalti claríssimo em cima de Diogo e outro cometido pelo goleiro Renan em Henrique, obviamente não assinalados por Heber Roberto Lopes. 

O jogo começou no segundo tempo da mesma forma que no primeiro, inclusive com mais uma finalização de Wesley de fora da área logo a um minuto, que assustou o goleiro adversário. Continuamos sofrendo com o fato de ter um jogador a menos, devido a Felipe Menezes estar ainda em campo. Até que o pior aconteceu, o Botafogo achou um gol. Escanteio da direita batido no primeiro pau, Wendel tirou para a entrada da área e Bolatti bateu de primeira, acertando um chute no cantinho, daqueles que nenhum jogador acerta contra outros times, só contra o Palmeiras. O gol simplesmente destruiu o time. Wesley fez duas faltas bestas, tomou dois cartões e foi expulso. Ainda assim, Valentim continuou alienando e demorou para mexer no time. E quando mexeu, manteve Felipe Menezes em campo, e tirou Marquinhos Gabriel para a entrada de Chico. Não é assim que se lança um jovem da base no time principal. Não é quando o time está perdendo e com um a menos que o garoto vai entrar e decidir o jogo. Tudo errado. Bernardo só entrou aos 35. Depois dos 40, ele colocou Rodolfo no lugar de Wendel. Começamos a achar que as vitórias anteriores foram apenas sorte de principiante de Alberto Valentim, porque neste jogo, especificamente, ele se mostrou tão inapto quanto Kleina nas substituições equivocadas e tardias. 

Para piorar, tomamos o segundo em um contra-ataque que mais parecia um lance de fim do futebol do churrasco. A ressaltar apenas a entrega de Diogo, que foi o único que se dignou a dar um pique de 80 metros pra tentar evitar o gol. 

Domingo teremos o último jogo sob o comando de Alberto Valentim. Depois os jogadores terão uma semana de folga, e na volta treinarão por mais de um mês sob o comando de a
Gareca. Esperamos que se confirmem as notícias do acerto iminente com Fernando Tobio, e que venha também um lateral-direito, que é hoje a maior deficiência do time. Ajustando o sistema defensivo, aí sim poderemos pensar em um atacante com maior poder de fogo. Mas, no momento, a defesa é prioridade absoluta. E agora, com o elenco com o moral baixo, qualquer resultado contra o Grêmio que não seja uma derrota deve ser comemorado. Que venha a Copa, e venha logo. 

Atuações: as notas de hoje foram por Ariane, Juliane, Marcus, Mariana, Renato e Thiago. Para nós, houve empate quanto ao melhor em campo, entre Lucio e Diogo. Já quanto ao pior, nenhuma dúvida: foi Wesley, que vinha fazendo sua melhor partida no Brasileiro, mas estragou tudo com uma expulsão besta, jogando fora qualquer possibilidade de reação. 



Kleina voltou?

O Palmeiras fez uma péssima partida e foi derrotado pela Chapecoense por 2-0 na noite deste domingo em Chapecó. Já são 3 partidas contra o "Verdão do Oeste", sem fazer nenhum gol. Está pintando uma nova asa negra?


(Foto: Cesar Greco/Fotoarena)
A partida lembrou os piores momentos do Kleinismo. Os jogadores de frente não se movimentavam, o meio não marcava, a zaga estava exposta. Renato estava completamente perdido na marcação, Mendieta se contundiu no início do jogo mas só foi substituído no início do segundo tempo. Marquinhos Gabriel voltou à rotina de não jogar nada quando entra como titular, mesmo assim foi o responsável pela melhor chance do Palmeiras no jogo, em boa jogada individual ainda na primeira etapa, que terminou em uma boa defesa de Danilo. Alberto Valentim ainda insiste em um dos maiores erros de Kleina, que foi manter Marcelo Oliveira na zaga. Erro que foi maquiado pelas boas atuações e nenhum gol sofrido nas partidas anteriores, mas ainda assim um grande erro. 

Ainda assim, tivemos 15 ou 20 bons minutos na primeira etapa, quando Marquinhos Gabriel abandonou o posicionamento de ponta-direita fixo e passou a rodar mais pelo meio-campo, aproximando-se de Wesley e Mendieta na armação das jogadas. Com isso, o time conseguia ter mais posse de bola e envolver a Chapecoense, sem no entanto criar chances efetivas de gol. E bem quando o Palmeiras era melhor, a Chapecoense puxou um contra-ataque pela esquerda. A bola foi virada para o outro lado, nas costas de William Matheus, onde Roni dominou e cruzou forte para Tiago Luis, que vinha fechando em velocidade e concluiu para abrir o placar. 

Voltamos para o segundo tempo sem alterações, e não vimos nem a cor da bola nos dois primeiros minutos. A pressão era enorme, e o gol saiu rápido. Um chute de longe, Marcelo Oliveira estava no caminho da bola mas tirou mal, e Dedé, com rara felicidade, pegou o rebote e com um belo chute colocado de primeira acertou o canto de Fábio (que já havia trabalhado muito bem no primeiro tempo, diga-se). 

Em seguida, Mendieta deixou o campo e, para decepção geral, quem entrou foi Felipe Menezes (ah, "Kleina"...). Surpreendentemente, enquanto esteve em campo, Menezes foi o melhor do Palmeiras. O que é desesperador, pois se ninguém consegue jogar melhor do que Felipe Menezes, obviamente não chegaríamos a lugar algum. O resto do jogo transcorreu de forma modorrenta, sem chances de gol para nenhum dos lados. Patrick Vieira e Bernardo entraram nos lugares de Diogo e Marquinhos Gabriel, mas decepcionaram. Patrick errou demais, e Bernardo mal foi visto em campo. Logo ele, que tem como uma de suas características participar muito do jogo. Jogadores e técnico não conseguiram fazer o time reagir. Já vimos isso várias vezes sob o comando de Kleina. 

É bom que Gareca esteja olhando com muita atenção, e percebendo que Wendel não pode ser o lateral, Marcelo Oliveira não pode ser zagueiro, e que o time está sem movimentação ofensiva suficiente para suplantar bons sistemas defensivos. Ainda estamos em 5º, a 1 ponto do G4 e a 4 do líder. São mais duas rodadas até a parada, onde Gareca assumirá a equipe e trará (esperamos) melhoras ao desempenho do time. Nessas duas rodadas, quatro pontos (no mínimo) seriam muito bem-vindos. Principalmente os três pontos contra o péssimo time do Botafogo. Ainda estamos na briga, e ainda somos o melhor time de SP no campeonato. Estamos à frente dos dois rivais da Capital, de novo, como já aconteceu no Paulista. É a prova de que não somos, em hipótese alguma, a quarta força do Estado, como quer a imprensa. Pra cima do Botafogo agora!

Atuações: as notas de hoje foram dadas por Ariane, Juliane, Mariana, Marcus, Renato e Thiago. Para nós, o melhor em campo foi Fábio, e entre os de linha incrivelmente Felipe Menezes ganhou as melhores notas. O pior foi Wendel, simplesmente desastroso.



Vamos em frente

Jogando um excelente segundo tempo, após claudicar no primeiro, o Palmeiras venceu o Sampaio Corrêa por 3-0 e está classificado para pegar o Bvaí na próxima fase da Copa do Brasil. Antes de tudo, agradecemos ao time maranhense pela providencial vitória no jogo de ida, que culminou na demissão do Presuntinho e, consequentemente, salvou o ano. Mas já tiveram seus momentos de glória, agora deixem o torneio para quem realmente merece. 

O pós-jogo de hoje será rápido e direto, por absoluta falta de tempo. O time entrou em campo com o mesmo 4-3-3 da partida de sábado contra o Goiás, com a única modificação sendo a entrada de Mendieta no lugar de Valdivia, que se apresentou à seleção chilena para a Copa. Sem muitas chances de abrir o marcador, os grandes momentos da primeira etapa foram um chutaço de Henrique de fora da área, e de esquerda que é a perna fraca, que explodiu na trave e correu quase em cima da linha para sair do outro lado, e uma excelente defesa de Fábio em chute forte de William Corrêa. Se fosse o Bruno, a vaca teria deitado ali. 

No segundo tempo, o Sampaio pressionou durante 5 minutos, mas quando o Palmeiras conseguiu sair das cordas, passou a ditar o ritmo. Mas a pressão só veio com força após a entrada de Marquinhos Gabriel no lugar de Leandro. Se Marquinhos, quando entra de titular, jogasse o tanto que joga quando entra no segundo tempo, seria um dos principais jogadores do time. E Mendieta foi aparecendo. Primeiro em uma finalização de fora da área que lambeu o travessão, depois em uma cabeçada no segundo pau que explodiu na trave, e depois finalmente fazendo o gol com um toque sutil na saída do goleiro, aliviando a pressão. Após o gol ele fez um sinal de silêncio para a torcida. Coisa corriqueira no futebol, que vive acontecendo em todos os times, mas como é no Palmeiras já vai virar guerra pessoal contra o jogador. 

O jogo seguiu sem maiores complicações até os 42, quando veio aquele momento que o palmeirense teme: Marcelo Oliveira fez falta desnecessária na lateral da área. Já começamos a nos preocupar. Mas a bola foi afastada e no contra-ataque Marquinhos Gabriel lançou Wesley, que ficou cara a cara com o goleiro. Ele tinha Wendel entrando livre pela esquerda para finalmente fazer seu primeiro gol, mas Wesley finalizou e errou. Aí veio a certeza de que tomaríamos o empate e seríamos eliminados. Isso é típico de Palmeiras. 

Mas, logo em seguida, outro contra-ataque com Wesley encontrando Marquinhos Gabriel livre pela esquerda. Com muita calma, ele olhou pra área e fez o passe na medida para Henrique, que dominou com a direita e bateu com a esquerda, fazendo 2-0. É o quarto gol de Henrique em 4 jogos e, sejamos honestos, o antecessor que vestia a 14 e pulou o muro nunca jogou o que Henrique vem jogando. 

Ainda houve tempo para Wesley deixar Felipe Menezes - que entrara no lugar de Mendieta - na cara do gol. Menezes guardou o terceiro, para espanto geral da nação. 

Fizemos nossa parte, agora vamos em frente. O saldo desta fase do torneio foi altamente positivo, pois chegamos com Bruno titular e Kleina "comandando", e saímos sem nenhum dos dois. Que venha o Bvaí. 

Atuações: as notas de hoje foram dadas por Ariane, Marcus (M), Mari (Ma) e Thiago. Para nós, o melhor em campo foi Mendieta, que não se escondeu e decidiu o confronto. O pior foi novamente Leandro, que se escondeu e atrapalhou o time, a ponto de os 3 gols saírem após ele ter deixado o campo. A melhora foi mais pela presença de Marquinhos Gabriel do que pela ausência de Leandro, mas isso não muda o fato do camisa 38 ter sido o pior do time. 


Fábio 8,1
A 7
M 9
Ma 9
T 7,5

Wendel 4,8
A 5
M 4
Ma 4
T 6

Lucio 7
A 7
M 7
Ma 8
T 6

Marcelo Oliveira 5,4
A 5
M 5
Ma 5
T 6,5

William Matheus 7,9
A 7
M 8,5
Ma 9
T 7

Renato 7,4
A 7
M 8
Ma 8,5
T 6

Wesley 3,5
A 5
M 1,5
Ma 0
T 7,5

Mendieta 9
A 8
M 10
Ma 9
T 9

Diogo 8
A 7
M 9
Ma 9
T 7

Henrique 8,3
A 8
M 8
Ma 8
T 9

Leandro 2,6
A 3
M 2
Ma 0
T 5,5

Marquinhos Gabriel 8
A 8
M 7
Ma 7
T 10

Wellington sn
A sn
M sn
Ma sn
T sn

Felipe Menezes 6,8
A 7
M 7
Ma 6
T 7

Alberto Valentim 8,6
A 8
M 9
Ma 10
T 7,5

Assim joga um time grande

Com uma ótima atuação, o Palmeiras derrotou o Goiás nesta tarde de sábado no Pacaembu pelo placar de dois a zero, mostrando que a presença daquela cara de derrotado do Kleina à beira do gramado apenas atrapalhava. 

O time escalado pelo interino Alberto Valentim em quase nada diferia de quando Kleina partia para o 4-3-3, mas na prática a diferença era enorme. Juninho foi barrado, segundo informações, por dores na coxa, mas entrou no fim do jogo, sem necessidade. William Matheus jogou em seu lugar e fez as duas assistências. Fábio parece ter ganho a vaga de Bruno, e o único erro de Kleina que foi repetido pelo interino foi a manutenção de Marcelo Oliveira improvisado na zaga. 

Mesmo com um time muito parecido com o que já havia sido usado algumas vezes, com a bola rolando as diferenças eram evidentes. O Goiás não tinha espaço para jogar. Leandro deixou a preguiça de lado e foi muito participativo. Wesley, com muitos erros de passe, atrapalhava os ataques mas ajudava demais na hora de marcar. Diogo ocupava muito bem os espaços pelo lado esquerdo. Com isso, Renato não ficava muito exposto e tinha seu trabalho bastante facilitado. 

O primeiro gol não demorou a sair. William Matheus bateu falta pela direita na direção do segundo pau, Lúcio entrou em posição de impedimento e bateu forte, fazendo seu primeiro gol com o manto alviverde. E a comemoração do capitão foi bem representativa do espírito que o veterano zagueiro demonstra em campo. Pouco depois, novamente William Matheus jogou um lateral para dentro da área do Goiás. Henrique subiu muito, girou no ar e fez uma finalização impressionante de cabeça. Impulsão, força, técnica, presença de área. Pareceu um gol comum, mas foi uma jogada com um grau de dificuldade altíssimo, um verdadeiro golaço do camisa 19. O ex-centroavante que vestia a 14 jamais faria esse gol. 



(Foto: Piervi Fonseca/AGIF)



Com o ex-técnico, o que poderíamos esperar para a segunda etapa seria um sufoco do Goiás, o Palmeiras acuado, sem saída no contra-ataque, e tomaríamos no mínimo um gol. Mas não foi o que se viu. O Palmeiras voltou ciente do que tinha que fazer para manter o jogo sob controle. O Goiás tinha a posse de bola a maior parte do tempo (ao contrário da primeira etapa, quando tivemos 67% de posse), mas não nos pressionava. Quantas vezes contamos com milagres de Fernando Prass para nos salvar de resultados negativos em casa? Ontem Fábio não precisou fazer nenhum, as finalizações do Goiás saíam mascadas, seus jogadores nunca finalizavam com liberdade. Chico teve sua chance de estrear, mas não apareceu muito. No fim, Alberto ainda fez mais duas alterações daquelas difíceis de explicar, com Josimar entrando no lugar de Wesley e Juninho no lugar de Henrique para jogar no meio (!!!!!). Mas o jogo já estava ganho, não houve sustos. 

Com o resultado, o Palmeiras deve terminar a rodada entre os 10 primeiros, que é a posição esperada com o elenco que temos hoje. Com o elenco de hoje e o técnico anterior, brigaríamos contra o rebaixamento. Sem Kleina, a série B deixa de ser uma preocupação. Com alguns reforços pontuais, podemos brigar por algo além do meio da tabela neste campeonato. 

Quarta-feira é dia de agradecer ao Sampaio Corrêa pela vitória da semana passada, que proporcionou à torcida a maior alegria do ano até aqui, que foi a demissão de Kleina. Vamos dizer "obrigado, vocês já fizeram a sua parte, mas a vaga é nossa". Basta o 1x0. E que seja com mais um gol de Henrique, que já tem 3 em 3 jogos. Parece que o centroavante anterior, assim como o técnico anterior, tem tudo para não deixar saudades. 

Atuações: as notas de hoje foram dadas por Juliane, Marcus e Thiago. Para nós, o melhor em campo foi Valdivia, com mais uma de suas atuações espetaculares, que vêm se repetindo com frequência em 2014. O pior foi Leandro. 

Fábio 7,7
J 8
M 8
T 7

Wendel 3,7
J 3
M 3
T 5

Lúcio 8,7
J 9
M 9
T 8

Marcelo Oliveira 6,3
J 6
M 6,5
T 6,5

William Matheus 8,3
J 8
M 8,5
T 8,5

Renato 7,8
J 8
M 8
T 7,5

Wesley 6
J 7
M 7
T 4

Valdivia 9,7
J 10
M 10
T 9

Leandro 4,3
J 2
M 4
T 7

Henrique 8,7
J 8,5
M 8,5
T 9

Diogo 7,5
J 7,5
M 7,5
T 7,5

Chico sn
J sn
M sn
T sn

Josimar sn
J sn
M sn
T sn

Juninho sn
J sn
M sn
T sn

Alberto Valentim 8
J 8
M 8
T 8

Kleina, já passou da sua hora!

Como já era esperado, devido à péssima escalação, o Palmeiras foi derrotado pelo Flamengo no Maracanã, pelo placar de 4x2, isso após estar com o jogo na mão. Esperamos que tenha sido a última partida sob o comando do ignóbil Gilson Kleina. Foi mais uma derrota que vai direto para a conta do Panda.

(Foto: Paulo Sérgio/LANCE!Press)


No intervalo do jogo, com o Palmeiras jogando bem e ganhando, eu tuitei isto:




Era óbvio. Kleina escalou mal, mas Jayme de Almeida foi pior. Como prometido, vou explicar: Jayme escalou os mulambos no antigo e ultrapassado 4-4-2 inglês, com os meio-campistas quase em linha - os meias laterais um pouco mais avançados que os centrais -, todos atacando e defendendo. Esse sistema só funciona se:
- os meias que atuam pelos lados forem rápidos e com bom preparo físico, isso ele tinha;
- os que atuam pelo meio devem ter excelente capacidade de marcação, pois ficam expostos, bom passe e visão de jogo. Obviamente, com Márcio Araújo e Victor Cáceres, nada ele não tinha nada disso. Cáceres só marca, e Araújo a gente conhece bem, não marca nem ataca. 

A escalação idiota de Jayme era inexplicável, principalmente porque ele já tinha conhecimento prévio do time que Kleina mandaria a campo. Araújo e Cáceres ficariam sozinhos para marcar Serginho, Wesley e Valdivia. E com isso o Palmeiras dominou o meio-campo, Valdivia deitou e rolou no espaço entre o meio-campo e a zaga adversária, e Wesley abriu o placar com um lindo chute, logo aos 12. O empate dos gambás do RJ veio logo em seguida, numa bobeada da nossa defesa, mas passou a impressão de que era um gol achado, que não mudaria o panorama do jogo e o domínio do Palmeiras. E foi o que aconteceu. Continuamos em cima, dominando as ações, e o gol era questão de tempo. Até que aconteceu, e foi um golaço: excelente enfiada de bola de Wesley para Wendel. Da linha de fundo, o lateral rolou para trás para Valdivia, que tinha condições de bater pro gol, mas optou por um passe desconcertante para o estreante Henrique, que com muita calma bateu no contrapé de Felipe, fazendo 2 a 1 para nós. 

Ainda no primeiro tempo, o jogo começou a mudar com a contusão de Fernando Prass no cotovelo direito. Bruno NFL Tijuana entrou no lugar do capitão. Mais do que afetar o psicológico do time na partida, pois nitidamente os jogadores de linha não têm a menor confiança em Bruno (nem nós, torcedores, temos), a contusão de Prass é extremamente preocupante para a sequência do campeonato. O mais lamentável é que há um rodízio entre Fábio e Bruno no banco de reservas, mas Prass só se machuca quando é a vez de Bruno. 

Era evidente que Jayme de Almeida consertaria seu time no intervalo. Todos os técnicos o fazem, só Kleina não tem essa capacidade. Mauro Naves, da Rede Globo, logo no início da segunda etapa, relatou sua conversa com Kleina no intervalo. Se a conversa realmente tiver sido como ele descreveu, dá a impressão de que até Kleina estava surpreso com a boa atuação no primeiro tempo. Mas ele não entendeu que isso só aconteceu por causa do erro crasso do técnico adversário. 

A alteração de Jayme foi a esperada: Lucas Mugni no lugar de Nixon (também poderia ter sido no de Negueba, o dono do melhor nome do futebol brasileiro). Mas não foi uma simples alteração. Com Mugni centralizado, ele montou o meio com Araújo de volante e 3 meias, Negueba pela direita, Mugni no meio e Paulinho na esquerda. O esquema era uma espécie de 4-4-1 + o Cáceres em cima do Valdivia. Ao mesmo tempo ele anulou Valdivia e matou a sobra no meio-campo, com Mugni em cima de Josimar. E ainda abriu espaço para Márcio Araújo se adiantar e entrar na nossa área para fazer o gol de empate em jogada de lateral. É de matar. 

Kleina, não dá pra jogar com Josimar como único volante. Wesley não tem todo esse poder de marcação e precisa de mais 2 volantes, ou pelo menos com outro meia que ajude bastante. Esse jogador está no elenco do Palmeiras, chama-se William Mendieta, mas não, Kleina é incapaz de enxergar.  No primeiro tempo, com o adversário sem nenhum meia para ser marcado, Wesley se destacou. No segundo, com Mugni aproveitando a incapacidade de marcação de Josimar, sumiu Wesley, sumiu Josimar, sumiu Valdivia. Mas Kleina enxerga? Não, claro que não. Enquanto ele tentava entender o que acontecia, tomamos a virada. E tomamos o quarto gol. E poderiam ser mais. O segundo tempo foi um desespero. A tv mostrava Kleina, e ficava evidente que ele não tinha a menor ideia de como consertar. Ainda tentou Marquinhos Gabriel e Mendieta, mas o time já estava desestabilizado e só conseguiria algo se tivesse uma sorte como foi contra o Criciúma. Aliás, se não fossem aqueles 5 minutos iluminados contra o Criciúma, estaríamos agora na lanterna, sem nenhum ponto. Perdemos um jogo que estava fácil, simplesmente porque o técnico adversário enxerga seus erros e o nosso não. 

Até o momento em que finalizo este post, não há informação confiável sobre a permanência ou queda de Kleina. Mas a situação está insustentável, não há justificativa plausível para a continuidade de um trabalho que se arrasta há um ano e oito meses sem resultado algum. Com esse elenco, ainda dá para brigar até por Libertadores, com um técnico copero podemos brigar pela Copa do Brasil. Mas com Kleina, o único objetivo possível é tentar ficar na série A. O Palmeiras não pode se contentar com isso. Já deu, Kleina. Pegue seu boné e vá embora. Eu te pago 100 pastéis. 

Atuações: as notas de hoje foram dada por Ariane, Juliane, Marcus e Thiago. Para nós, o melhor do time foi Valdivia. Aliás, servem como alento no desastre deste domingo a atuação brilhante do Mago no primeiro tempo e a boa estreia de Henrique. Os piores, com nota zero unânime, foram Josimar e Bruno. Mas Kleina leva o prêmio de pior dos piores, pois, além do zero unânime, ainda é responsável pelas notas zero de Josimar, já que ele é o único ser capaz de escalar essa ameba como único volante, tendo no elenco Marcelo Oliveira, Renatinho e França. Nunca é demais lembrar: FORA, KLEINA!!!! Até nunca mais!!!!!



Assim não dá.

Foi uma derrota dolorosa. Não só pelo resultado em si, mas também pela repetição de erros, pelo péssimo futebol e por ser uma derrota para esse time imundo. Nosso pós-jogo de hoje será à base de perguntas. Vamos a elas:

1. Se Wellington saiu do time por contusão, por que não voltou? Há motivos para essa insistência em Tiago Alves?
2. Por que, em um ano e sete meses de Palmeiras, Gilson Kleina não consegue dar um padrão tático ao time?
3. Por que essa coisa ridícula de fazer o Wesley jogar de lateral esquerdo quando o time ataca, com Juninho fechando pelo meio? Kleina não percebe que o time perde um lateral e um meia/volante?
4. Por que Josimar? Por que um cara que erra TODOS os passes? Podemos ter esperança de que essa foi a última vez que vimos essa ameba no time titular?
5. Tirar Josimar, que nem devia ter entrado, ok. Mas por que Serginho? Quando foi que Serginho fez algo de positivo além de gols em jogos já ganhos?
6. Miguel? Miguel? MIGUEL?????????
7. Quando é que Marquinhos Gabriel vai jogar bem como titular? Todas as vezes em que entrou no segundo tempo foi muito bem, e todas as vezes em que foi titular foi mal. Por que isso?
8. Quem Lucio e Josimar estavam marcando no lance do gol do STJD? Nota: apesar de algumas reclamações que vi no Twitter, o gol foi legal, Fred não estava impedido. 
9. Por que Tiago Alves marcando Fred individualmente? Não estava na cara que, apesar de ganhar pelo alto, ele ia perder todas por baixo? Não era melhor Marcelo Oliveira nessa função, já que tínhamos outro volante pra marcar Conca? Se bem que Josimar e um balde de estrume são a mesma coisa, mas aí é outra história...
10. Como pode o asno do banco de reservas não perceber que Leandro não tem características para ser o único homem de ataque? Leandro fez uma péssima partida, mas nem pode ser responsabilizado por isso, a culpa é da burrice de Gilson Kleina. 
11. Se as jogadas não tinham qualidade no meio-campo - exceto quando passavam por Valdivia sem que ele tomasse uma porrada -, não era óbvio que faltava ao 10 a companhia de um jogador com qualidade para trocar passes? E esse jogador (Mendieta) estava no banco de reservas, e mesmo assim o asno preferiu SERGINHO??? Como o imbecil não enxerga isso???
12. Mesmo tendo entrado Serginho ao invés de Mendieta, o problema do item anterior poderia ser solucionado, embora com menor qualidade, com a aproximação de Wesley pelo meio. Então, repito a pergunta 3: POR QUE WESLEY ABERTO NA ESQUERDA, TEM EXPLICAÇÃO?
13. Esta é a mais importante: QUANDO O INFELIZ DO KLEINA SERÁ CHUTADO PARA FORA DO PALMEIRAS??? NÃO AGUENTAMOS MAIS!!!! FORA, KLEINA!!!!!

Atuações: não teremos as notas hoje. O time foi muito mal, assim como no jogo passado contra o Criciúma, mas desta vez não tivemos os gols salvadores (Wendel perdeu a chance no último minuto). Destacamos apenas que Fernando Prass, mais uma vez, se salvou. E metade da equipe (Marcus e Thiago) dão créditos também à atuação de Valdivia. A outra metade (Ariane e Juliane) colocam o chileno no mesmo balaio dos outros. 

Para a próxima partida, contra o Flamengo, esperamos não ver mais Josimar no time e nem Kleina no banco. É isso. 

Uma vitória da camisa

O Palmeiras estreou com um excelente resultado no campeonato brasileiro, ao derrotar o Criciúma fora de casa, de virada, pelo placar de 2 a 1. Apesar dos três pontos, a atuação da equipe foi péssima e mostrou que as duas semanas e meia de preparação exclusiva não foram suficientes para nosso treinador conseguir qualquer melhora no padrão tático do time. 

O Palmeiras entrou em campo com duas alterações em relação ao time esperado: Josimar e Marquinhos Gabriel nos lugares de Wesley e Leandro. E o primeiro tempo pode ser resumido em dois lances: uma falta para o Criciúma na intermediária que Paulo Baier jogou na área e Alan Kardec desviou, marcando gol contra. E uma falta para nós, também na intermediária, que Bruno César jogou na área, Bruno não conseguiu segurar, e Marcelo Oliveira, de frente para o gol e com o goleiro caído, isolou. No resto do tempo, não aconteceu absolutamente nada. A bola ia de intermediária a intermediária, ninguém tinha inspiração para criar boas jogadas e não apareceram chances de gol. 

Com o time em desvantagem, Kleina fez duas alterações: tirou Marcelo Oliveira e Marquinhos Gabriel e colocou Wesley e Leandro. Marquinhos Gabriel, inclusive, continua se mostrando uma excelente opção no banco de reservas. Em todas as vezes em que teve a oportunidade de entrar como titular, não correspondeu. As alterações pioraram sensivelmente o time. A zaga ficou exposta, porque Josimar não marca ninguém e Wesley não parecia ter um posicionamento definido. Alan Kardec continuava isolado, Bruno César sumido, Valdivia chamava o jogo mas errava muito, e Juninho era uma avenida. Todas as tentativas do Criciúma pelo nosso setor esquerdo levavam sufoco para a zaga. Fernando Prass começou a fazer ótimas defesas e salvar o time. O árbitro também deu uma força ao não marcar um pênalti duplo de Tiago Alves em Silvinho: nosso zagueiro acertou a mão na bola e o pé no estômago do adversário, mas a arbitragem não viu. A saída de Bruno César para a entrada de Rodolfo abriu mais o ataque, com Rodolfo na direita e Leandro na esquerda. Mesmo assim, as chances de empate não apareciam e o Criciúma parecia mais perto do segundo gol do que o Palmeiras do empate. 

Foto: Ulisses Job/Lancepress!

Até que, aos 37, Valdívia encostou em Leandro pela esquerda e fez bom passe para o 38 que entrava em diagonal. Leandro bateu de primeira, a bola ia para as mãos de Bruno, mas Escudero desviou no meio do caminho, abrindo a porteira. Cinco minutos depois, falta sobre Valdívia pela direita, que o árbitro não queria marcar, mas o bandeirinha assinalou. Na cobrança, a defesa do Criciúma deixou Alan Kardec completamente livre de qualquer marcação. O cruzamento de Wesley foi preciso, na cabeça de nosso centroavante, que testou firme, virando o jogo. A partir daí, só nos restou segurar a vitória por mais 8 minutos. 

O futebol foi péssimo. O resultado foi ótimo. Mas ele não veio pela superioridade técnica, por boas alterações táticas ou pela vontade. Foi uma vitória da camisa. A camisa mais pesada prevaleceu sobre o adversário. Era assim que tinha que ser sempre, mas ultimamente não vinha sendo. O Palmeiras está de volta, a camisa continua pesada. No próximo final de semana, vamos começar a mandar o time do STJD para o lugar ao qual eles pertencem, a série B. 

Atuações: as notas de hoje foram dadas por Ariane (A), Marcus (M), Renato (R), Thiago (T) e pelo amigo Miguel Salek (S), que gentilmente colaborou conosco. Para nós, o melhor em campo foi Fernando Prass - nenhuma novidade - e o pior foi Juninho. Também sem novidades. 


Prass 8,5
A 9
M 8
R 7,5
S 9
T 9

Wendel 4
A 4
M 3
R 2
S 6
T 5

Lucio 5,3
A 6
M 4
R 3
S 6,5
T 7

Tiago Alves 2,9
A 3
M 2,5
R 1
S 4
T 4

Juninho 1,8
A 0
M 3
R 2
S 4
T 0

Marcelo Oliveira 2,8
A 5
M 3
R 0
S 3
T 3

Josimar 2,1
A 4
M 0
R 2
S 3,5
T 1

Bruno César 3,3
A 5
M 3
R 2
S 4,5
T 2

Valdivia 5,9
A 8
M 4
R 3
S 8
T 6,5

Marquinhos Gabriel 4,9
A 5
M 6,5
R 4
S 6
T 3

Alan Kardec 7,2
A 7
M 8
R 8
S 6,5
T 6,5

Wesley 5,2
A 5
M 4
R 7
S 5
T 5

Leandro 6,6
A 7
M 7
R 6,5
S 6,5
T 6

Rodolfo 5,5
A sn
M 6
R 6
S 6
T 4

Kleina 2,0
A 4
M 0
R 1
S 5
T 0

Agora vai começar.

O Palmeiras perdeu para o Santinhos por 2-1 neste domingo no Urbano Caldeira, e terminou a fase de classificação do campeonato paulista em segundo lugar no geral, com 11 vitórias, 2 empates e 2 derrotas. O time mostrou fragilidade no primeiro tempo e um bom poder de reação no segundo, mas insuficiente para evitar a derrota. Agora, se o jogo Botafogo x Ituano tiver um vencedor no tempo normal, esse vencedor será nosso adversário na semifinal, caso passemos pelo Bragantino no meio de semana (informações preliminares dão conta de que o jogo será na quinta, às 21:00). Se no jogo de Santa Cruz houver empate e decisão por pênaltis, nosso adversário na semi será o São Paulo. Isso se as meninas eliminarem o Penapolense, caso contrário o adversário volta a ser Botafogo ou Ituano. Ainda assim, contando que o Santos elimine a Ponte Preta, pois se der Ponte muda tudo, ou seja, ainda são várias possibilidades. Mas o que temos que ter em mente é: ganhar do Bragantino, fim. 

O Santos não veio para a partida com força máxima. Oixxxxvaldo de Oliveira poupou Cicinho, Cícero e Leandro Damião. Em seus lugares entraram, respectivamente, Bruno Peres, Alan Santos e Rildo. Com tal formação, ele equilibrou o meio-campo com dois volantes marcadores. Jeuvânio jogava centralizado na armação, Gabriel e Rildo abertos mas ajudando na recomposição, e Thiago Ribeiro jogava mais adiantado. Assim, a formação das duas equipes era muito parecida, pois o Palmeiras tinha os homens de meio e ataque fazendo exatamente a mesma função dos santistas. Eguren e Marcelo Oliveira marcando, Valdivia centralizado, Leandro e Bruno César abertos e Kardec na frente. A principal diferença era na atitude dos atletas: enquanto o Palmeiras tentava cercar e acabava assistindo o Santos jogar, os jogadores do Santos abusavam da porrada, contando com a complacência do vagabundo integrante daquela família de vagabundos. Valdivia apanhou do início ao fim do jogo, e ainda foi convenientemente advertido com cartão amarelo logo no início do primeiro tempo. Claramente premeditado. Ainda assim, mesmo com maior posse de bola, o Santinhos não criava boas chances, assim como o Palmeiras, e o jogo não saia das intemediárias. 

Aos 24, eles abriram o placar. Escanteio da esquerda, e ninguém marcou Neto, de apenas 1,95m de altura. Ele cabeceou firme, para baixo, e gol. Marcelo Oliveira reclamou de uma falta inexistente. Erro de posicionamento, Neto deveria ter sido marcado por Lucio, que é mais experiente e dificilmente teria deixado o zagueiro subir com tanta liberdade. Talvez Bruno pudesse fazer a defesa, mas nunca saberemos, pois ele preferiu não ir na bola. 

Com o gol, o Palmeiras saiu mais para o jogo. Não que estivesse retrancado antes, mas o time passou a se expor mais. Isto não foi suficiente para mudar o panorama do jogo a nosso favor, mas deu o espaço que o Santinhos queria. E aos 35, após uma recuperação de bola no campo de defesa, Jeuvanio lançou rápido para Thiago Ribeiro, entre Lucio e Tiago Alves. Os dois zagueiros aparentemente ficaram em dúvida sobre quem deveria chegar no atacante. Lucio quase o alcançou, mas não quis dar o carrinho para não ser expulso. Thiago Ribeiro, muito veloz, bateu cruzado, fazendo 2-0. Nos dez minutos restantes da primeira etapa, o único lance digno de nota foi um belo chute de Alan Kardec que Aranha tocou de leve, mandando a bola ao travessão. Ao final dos primeiros 45 minutos, ficou a impressão de que era um jogo para 0-0, mas o adversário soube aproveitar as duas oprtunidades que teve. A única boa defesa de Aranha foi esta citada acima. Bruno não fez nenhuma. 

O Palmeiras voltou para o segundo tempo com alterações táticas. Tiago Alves foi para a lateral-direita, Marcelo Oliveira para a zaga e Bruninho para o meio-campo. O Santinhos, por sua vez, recolheu-se ao campo de defesa, buscando uma oportunidade como a que originou o segundo gol. Mas o Palmeiras não voltou a dar essa oportunidade. Bruno César abandonou um pouco o posicionamento aberto na direita e aproximou-se mais de Valdivia, melhorando o desempenho do meio-campo. No entanto, sem Bruno César na direita e com o lateral sendo um zagueiro, o lado direito acabou sendo abandonado. Todas as tentativas eram pelo meio ou pela esquerda, onde Juninho fazia boa partida. Seria interessante que Leandro ocupasse o setor direito, espalhando a marcação santista, mas Gilson Kleina não enxergou. O Santinhos continuou batendo à vontade, mas as jogadas de bola parada não foram bem aproveitadas, nenhuma falta levou perigo a Aranha. A melhor chance foi de Bruno César, que recebeu bom passe de Alan Kardec pelo meio da defesa santista, mas não soube tirar de Aranha na finalização. E ainda caiu de cara no chão, preocupando o departamento médico, em lance semelhante ao que ocorreu com França no jogo passado, contra a Ponte Preta. 

A primeira alteração piorou demais o time: Patrick Vieira no lugar de Bruno César. Patrick poderia ter entrado no lugar de Leandro, que não fez absolutamente nada de útil. O meia não encontrou um bom posicionamento, não se aproximou de Valdivia, não ficou aberto pela direita, não se posicionou na área, parecia perdido em campo. A segunda alteração foi pior ainda. Taticamente, a saída de Eguren, que já tinha amarelo, para a entrada de mais um meia, pode ter sido uma boa ideia. Mas Felipe Menezes jamais resolveu jogo algum. E o Palmeiras só voltou a pressionar após a entrada de Vinicius para finalmente sair Leandro, aos 38. Logo em seguida, Juninho fez excelente cruzamento para Alan Kardec marcar de cabeça. A partir daí, tivemos mais 10 minutos, contando com os acréscimos, para buscar o empate, mas na melhor chance Patrick Vieira, livre de marcação, quase dentro da pequena área, cabeceou para fora. Tudo bem que não era um lance fácil, mas um centroavante com poder de finalização provavelmente teria feito o gol. 

Mas o que vale começará no meio de semana. O Bragantino não assusta. O Palmeiras deve contar com a volta de Wesley, que faz muita falta ao meio-campo, e talvez de Diogo, que faz sombra a Leandro, já que o 38 não vem rendendo o esperado. Wellington também deve voltar à zaga, e Mendieta volta a ser opção no meio. O Bragantino, a exemplo do que fez o Santinhos no segundo tempo, deve vir todo na defesa. Se tivermos o cuidado de não ceder tantos espaços para o contra-ataque e tivermos cuidado - e treinamento - nas bolas aéreas, a chance deles será pequena. Inclusive, foi nesses dois itens que falhamos hoje e tomamos os dois gols. Depois do Bragantino, venha quem vier, estaremos prontos. Pra cima, Palmeiras!!!!!

Atuações: as notas de hoje foram dadas por Ariane, Juliane, Marcus, Mariana, Renato e Thiago. Para nós, o pior foi Bruno, e os melhores foram Alan Kardec e novamente Juninho, o que é um bom sinal, pois o lateral vem subindo de produção em um momento decisivo e pode ser importantíssimo nas finais. 


Vitória maiúscula, com raça e futebol

Para um público de quase 12 mil torcedores, o Palmeiras derrotou a Ponte Preta por 3-2 no Pacaembu nesta tarde de sábado, e se qualificou para decidir a primeira posição geral da primeira fase contra o Santos, na Vila Belmiro, no próximo domingo. Foi um jogo em que o Palmeiras teve duas fases ruins, nos primeiros 20 minutos e nos últimos 20, mas no restante do jogo ditou o ritmo, pressionou, mostrou como deve jogar o time grande contra o pequeno. Foram 31 finalizações no total, para se ter uma ideia do volume ofensivo do Palmeiras. 

(Foto: Marcos Bezerra / Futura Press globoesporte.com)


Mas o começo da partida não foi nada animador. Logo aos dois minutos, a Ponte chegou à linha de fundo pelo lado esquerdo. Magalhães cruzou, Juninho se posicionou mal e permitiu a cabeçada de Rossi. A bola bateu em Juninho e voltou para o mesmo Rossi abrir o placar. O Palmeiras tentou manter a calma e jogar com bola no chão, mas a Ponte continuava levando perigo, principalmente porque, no duelo Juninho x Rossi, o atacante da Ponte sempre levava vantagem. 

A primeira boa chance apareceu aos 15, com Bruno César recebendo passe de Valdivia e batendo cruzado, rente à trave. Aos poucos, Juninho foi acertando seu posicionamento e passou a levar vantagem nas disputas com Rossi, fazendo com que a Ponte perdesse sua referência ofensiva. A partir daí, o Palmeiras começou a rondar a área adversária, com muitas trocas de passes, aproximação entre Valdivia e Bruno César (que jogaram muito bem), mas a estratégia de Vadão prevalecia. As chances reais de gol só foram aparecer nos cinco minutos finais, e foram várias, uma atrás da outra. No entanto, a bola insistia em não entrar. 

Mesmo descendo para o intervalo em desvantagem no placar, a perspectiva para o segundo tempo era boa, dada a qualidade do futebol jogado no primeiro tempo. Ainda assim, logo no início a Ponte fez o segundo em boa troca de passes em cima de Wendel e Lucio, mas a bandeira, integrante da famigerada família Oliveira, marcou impedimento, acertadamente. Mas a reação alviverde foi rápida e em dose dupla. Falta sobre Bruno César no bico da área, o próprio Bruno César bateu fechado, Roberto espalmou e Eguren empatou no rebote. Logo em seguida, pênalti de Carleto, novamente em cima de Bruno César. Kardec bateu com categoria, virando o jogo. A salientar que os dois lances foram bem duvidosos, e Bruno César foi bem malandro, principalmente na jogada do pênalti. Minha opinião após rever várias vezes os lances é de que não aconteceu a falta do primeiro gol, mas o pênalti sim. 

Pouco depois, em um raro contra-ataque, bola cruzada na área e Wendel NÃO cometeu pênalti em Silvinho, mas o árbitro marcou. O mesmo Silvinho bateu forte, no meio do gol, 2-2. Imediatamente, Kleina sacou o cansado Bruno César e mandou a campo Patrick Vieira. O volume de jogo diminuiu com a substituição, e Kleina fez uma troca ousada, expondo o time a riscos: tirou França, que parecia não ter se recuperado bem após chocar a cabeça contra o gramado alguns minutos antes, e colocou em seu lugar Mendieta. Bem no momento em que a Ponte voltava a equilibrar as ações, Kleina deixou a marcação no meio-campo a cargo exclusivamente de Eguren, o que é uma temeridade. Mas parece que o uruguaio entendeu o recado e cresceu muito de produção após a saída de França. Passou a correr mais, acertou o posicionamento na cobertura e tomou conta de seu setor. Ao mesmo tempo, Valdivia voltou a ter a companhia de um segundo armador e só não fez chover. Infernizou o time da Ponte comandando todas as jogadas ofensivas e ainda botando pressão na saída de bola. Um monstro. 


Aos 36, a última alteração, Vinicius no lugar do apagado Leandro. O Palmeiras pressionava em busca do gol da vitória, mas ainda tomou um contra-ataque que terminou com uma bela finalização de Antônio Flávio que explodiu no travessão de Prass. A partir desse lance, a Ponte também voltou a acreditar que poderia ganhar os 3 pontos e se soltou mais, abandonando a retranca e dando espaço para as trocas de passes rápidos e curtos do Palmeiras. E foi assim que saiu o gol, aos 43: Valdivia recebeu de Vinicius pela meia-esquerda, olhou para Alan Kardec. O lateral da Ponte fez menção de correr em direção a Kardec para interceptar o passe e deu o espaço que Valdivia precisava para fazer uma lindíssima enfiada de bola para Kardec na linha de fundo. Kardec viu a infiltração de Mendieta no segundo pau e rolou a bola. O paraguaio só teve o trabalho de empurrar para o fundo do gol. Foi o segundo gol de Mendieta no campeonato e, assim como o gol anterior, contra o Audax, o de hoje também foi no fim do jogo e importantíssimo para a obtenção do resultado e para o moral da equipe. Mendieta tem estrela. 

A partida mostrou que Valdivia e Bruno César podem jogar juntos, porque estão com vontade de fazer a dupla dar certo. Os dois estão ajudando muito na marcação, assim como Leandro e Kardec. O jogo também consolidou a reação de Juninho, que, apesar do começo hesitante e da falha no gol, soube se recuperar e ser um dos destaques do time ofensivamente. Isso depois de ter sido o melhor em campo contra o Vilhena. O time ideal vai tomando forma e deve ser muito parecido com o de hoje, mas com Wellington no lugar de Tiago Alves e Marcelo Oliveira e Wesley nos lugares de Eguren e França. Nesta formação, Wesley teria que ter uma disciplina tática muito grande. Outra possibilidade é a manutenção de França ou Eguren ao lado de Marcelo Oliveira, com Wesley sendo um meia/3º volante, e nesse caso Bruno César ou Leandro perderia posição. Mendieta também vem forte na tentativa de cavar sua vaga no time titular, e mostrando qualidade para isso. Ou seja, o elenco está encorpado, as opções são muitas, cabe a Gilson Kleina encontrar a melhor forma de jogar. O jogo de domingo contra o Santos promete ser o melhor desta fase do campeonato e os treinamentos desta semana devem servir para definir qual o time ideal. Uma semana inteira de treinamentos agora caiu do céu. O time volta a ganhar forma e o foco deve ser na parte defensiva, que voltou a ficar vulnerável. Vamos consertar isso e partir pra cima, são cinco jogos para o primeiro título do ano. Avanti!


Atuações: notas de hoje dadas por Ariane, Juliane, Mariana, Renato e Thiago. Para nós, o melhor em campo foi Valdivia, com uma atuação de encher os olhos. O pior foi Wendel, principalmente por não ter dado conta do recado na parte defensiva, que costuma ser seu ponto forte. 







Vamos abrir o olho

Mais uma vez jogando muito mal, o Palmeiras venceu o Vilhena por 1-0 no estádio Portal da Amazônia, praticamente garantiu a passagem à segunda fase, mas não eliminou o jogo de volta. Mais do que isso, o time não consegue retomar o padrão do início do Paulistão, e a confiança no título já começa a diminuir na mesma proporção da diminuição da qualidade do futebol apresentado pelo time. 

A escalação foi aquele velho 4-3-3 que cansamos de explicar ano passado o motivo de não dar certo, apesar de um dos atacantes ser Patrick Vieira, que apresenta características para fazer um papel diferente do de Vinicius, que só joga aberto. Pior: entramos novamente com dois volantes só de marcação, Egúren e França, ficando sem transição. Com o gramado em péssimo estado e sem ter quem levasse a bola ao ataque, restava a ligação direta. Lamentável. 

Cabe aqui um comentário a respeito do gramado. Molhado, encharcado em alguns pontos, repleto de buracos e aparentemente de dimensões reduzidas. Isso pode amenizar a má atuação de qualquer jogador. Por outro lado, o treinador precisa levar em conta as condições do terreno na hora de escalar o time, coisa que Gilson Kleina não fez. 

No primeiro tempo, a melhor chance foi do Vilhena, com Edilsinho, impedido, batendo pra fora. Aliás, por falar em bater, foi isso o que o time da casa fez o jogo inteiro. Bateu e fez cera, contando sempre com a complacência do árbitro. O tal de Carlinhos bateu em Valdivia o jogo inteiro, e só tomou amarelo no fim do segundo tempo. 

A lógica seria alterar o time no segundo tempo. Mas Kleina não alterou. Mudou o posicionamento de Patrick Vieira e Vinicius. Centralizou os dois, Patrick encostando em Valdivia e Vinicius em Alan Kardec. Isso não serviu para nenhum deles melhorar seu rendimento, mas abriu espaço para Juninho aparecer - e bem - pela esquerda. As melhores jogadas do segundo tempo foram com ele. Primeiro em uma falta que bateu no travessão, nas costas do goleiro e saiu (se fosse qualquer outro time seria gol). Logo em seguida, ele foi à linha de fundo e rolou para Vinicius, que buscou o canto direito do goleiro e errou, perdendo ótima chance. Depois, mais um bom cruzamento para Egúren errar a cabeçada. 


Os dois volantes eram totalmente desnecessários, apenas um daria conta, mas as primeiras alterações foram Leandro e Mendieta nos lugares de Patrick Vieira e Vinicius. Até poderia funcionar, mas Leandro ficou enfiado, na mesma posição que Vinicius vinha ocupando no segundo tempo, e Mendieta entrou muito mal no jogo, errando todos os passes. Só aos 34 Kleina tirou um volante, e Bruno César entrou no lugar de Eguren para dar a opção do chute de fora da área, o que já devia ter sido percebido muito antes. Mas, a essa altura, já não havia mais jogo. O time do Vilhena demorava um minuto para bater cada falta, e eram muitas, pois o árbitro apitava tudo. Toda hora alguém caía e ficava dois minutos no chão. Mas e os acréscimos? Três minutos. 

Quando tudo caminhava para o 0-0, aos 43, Bruno César brigou até o fim por uma bola que era muito mais do zagueiro. Ganhou sem falta, entrou na área, viu Leandro entrando livre e rolou. Leandro dominou com a esquerda e rapidamente bateu com a direita, com calma e consciência, fazendo o único gol do jogo. Ao final da partida, os jogadores do Vilhena comemoraram a derrota por um gol de diferença, que garantiu a eles uma viagem para São Paulo, um jogo no Pacaembu e um bicho de 100 mil reais a ser dividido entre os jogadores. 

(Foto: Cesar Greco / Ag. Estado globoesporte.com)


O jogo de volta será justamente entre as duas partidas da final do Paulistão. Mas, antes de lamentarmos tal fato, devemos nos preocupar em saber se estaremos lá. Com o futebol que o time vem apresentando, a dúvida é pertinente. Wesley, Alan Kardec e Wendel perderam rendimento. Kleina insiste em Marcelo Oliveira na zaga, sendo que ele vinha sendo um dos principais jogadores do time atuando como volante. O técnico continua escalando errado e demorando para consertar. O time que parecia, nas primeiras partidas do ano, ter adquirido um bom padrão de jogo, voltou a ser o time bagunçado do ano passado. Vamos abrir o olho, Kleina! Não é desse jeito que vamos ganhar algum título no ano do Centenário. Não é MESMO!

Atuações: as notas de hoje foram dadas por Ariane, Juliane, Marcus, Renato e Thiago. Para nós, o melhor em campo foi - vejam só - JUNINHO!!!! O pior não poderia ser outro: GILSON KLEINA. Que fase do Presuntinho...




Mais uma vitória, mas que jogo feio!

Com a defesa reserva (exceção ao Prass), ataque reserva do reserva e meio-campo inédito, o Palmeiras jogou muito mal, mas bateu o rebaixado Paulista de Jundiaí, nesta noite de domingo em São José do Rio Preto, pelo placar de 3x1, e segue na cola do Santinhos em busca do primeiro lugar na classificação geral da primeira fase do Paulistão/14. O time entrou em campo esperando um jogo-treino, sem vibração, desatento, displicente e desinteressado. Um empate, que não esteve longe de ser o resultado final, seria um merecido castigo. Não pelo que os dois times fizeram em campo, mas sim pela postura do Palmeiras. 

(Foto: Celio Messias / Ag. Estado - Globoesporte.com)


A zaga foi formada pelos únicos jogadores disponíveis para jogar ali, Tiago Alves e o volante Marcelo Oliveira. Nas laterais, William Matheus ganhou nova chance - muito bem aproveitada - e Bruno Oliveira teve sua primeira oportunidade. No ataque, entramos sem um centroavante fixo. Vinicius pela esquerda, Patrick Vieira pela direita, e Bruno César tentava aparecer de vez em quando como centroavante. E no meio, algo que passou muito longe de dar certo: França e Eguren juntos, Mendieta na armação e Bruno César às vezes saindo da área para tentar auxiliar o paraguaio. 

Com a formação acima, o que se viu no primeiro tempo foi uma completa bagunça. Sem Wesley, Eguren tentou fazer a saída de bola, com um aproveitamento ridículo nos passes. Errou quase todos. Mendieta não voltava para buscar jogo, Vinicius idem. Patrick Vieira às vezes buscava a bola no campo de defesa. Mendieta esperava a bola na intermediária ofensiva e Bruno César não sabia se ficava enfiado como centroavante ou voltava para armar. Quando o Paulista recuperava a bola, era visível o buraco no meio, o Palmeiras era dividido em dois blocos de jogadores, seis na defesa e quatro no ataque. E assim, contra um adversário cheio de juniores, o Palmeiras fez um primeiro tempo medonho. Provavelmente alguns jogadores não fizeram o que foi treinado, porque não é possível que um técnico profissional tenha armado um time dessa forma. 

A primeira jogada de ataque construída foi apenas aos 20 minutos, e resultou em gol: Bruno Oliveira e Patrick Vieira tentaram evoluir pela direita. Com os espaços fechados, o time foi rodando a bola até que ela chegasse a Mendieta na meia-esquerda. Ele fez o giro e deu um belo passe para William Matheus que entrava em velocidade pela esquerda. O lateral bateu de primeira, firme, cruzado, fazendo 1-0. 

Mas cinco minutos depois, Eguren errou seu 57º passe no jogo. No contra-ataque, a bola foi lançada em diagonal da esquerda para o meio. Provavelmente o lance nem levaria tanto perigo, mas Marcelo Oliveira não teve paciência e atropelou o adversário. Pênalti que David Batista bateu forte, no meio do gol, para empatar a partida. No restante do primeiro tempo, apenas tentativas inócuas e sem inspiração alguma. O único lance digno de nota foi um possível pênalti em Vinicius, mesmo assim há dúvidas. Vinicius, aliás, era o único que tentava algo diferente na frente. Esbarrava em sua própria limitação, mas não se escondeu e nem foi displicente. Além dele, só merecem algum destaque no primeiro tempo Mendieta - pela qualidade, não pela (falta de) atitude - e William Matheus, que parecia estar disposto a apagar a péssima imagem deixada na partida de Ribeirão Preto, há duas semanas. 

Para o segundo tempo, Kleina tirou Eguren, que parecia um juvenil tremendo ao jogar entre os profissionais, e colocou Miguel, com a aparente intenção de forçar mais no jogo aéreo, para minimizar a dificuldade causada pelo péssimo gramado do Teixeirão. Nem deu muito tempo de saber se a alteração surtiu o efeito desejado. Aos 8, o lateral-esquerdo do Galo, Victor Hugo, puxou Patrick Vieira sem bola, tomou o segundo amarelo e deixou seu time com um a menos. O Palmeiras não pôde aproveitar a vantagem, pois logo em seguida Marcelo Oliveira fez falta para amarelo. Como já tinha um, no lance do pênalti, também foi expulso. 

No momento do 10 contra 10, a tv mostrou Gilson Kleina conversando com o auxiliar Jair Leite, e notava-se claramente que ele não sabia o que fazer. Completamente perdido. Em campo, os jogadores se ajeitaram: França foi para a zaga e ficamos sem volante, Mendieta tentava ocupar os espaços à frente da zaga, mas claramente não é a dele. E ficamos sete longos minutos sem volante, enquanto Kleina tentava decidir qual atitude tomar. Sorte que o adversário não tinha a menor qualificação, caso contrário poderia aproveitar a falta de comando. Quando Gilson Kleina finalmente tentou decidir o que fazer, decidiu errado: segundo relato do repórter do Sportv, o técnico decidiu tirar o único jogador que levava algum perigo ao adversário, Vinicius, mas foi impedido por Jair Leite. Acabou tirando o inoperante Bruno César, cuja única contribuição foi uma falta que beliscou o travessão. Em seu lugar, entrou Victor Luis, com William Matheus sendo deslocado para a zaga e França voltando ao meio-campo. 

Logo em seguida, a prova de que quem estava certo era o auxiliar: Vinicius recebeu a bola pela esquerda, ainda no campo de defesa. Com muita força e velocidade, encarou toda a defesa do Paulista até invadir a área, e ainda foi consciente ao dar um totó por cima do goleiro, encontrando Miguel na linha da pequena área, para apenas empurrar para o gol. Jogada que premiou um jogador que, por mais que seja fraco tecnicamente, não se esconde do jogo, e erra até acertar. Vinicius não tem condições de ser titular do Palmeiras, mas tem seus méritos. 

O segundo gol tranquilizou o Palmeiras, que não foi mais ameaçado. Ainda tivemos um pênalti, este claríssimo, cometido pelo goleiro Ian em cima de Vinicius, não marcado pelo péssimo árbitro. A partir da saída de Vinicius para a entrada de Mazinho, aos 30, os dois times passaram a apenas esperar o apito final. Mas aos 42, Mazinho viu a oportunidade ao receber uma cobrança de lateral de Victor Luis, fez o giro, chegou à linha de fundo e tocou para Patrick Vieira, que finalizou duas vezes e acabou fazendo um gol muito parecido com o que ele mesmo fez contra o Libertad, na Libertadores do ano passado, no Pacaembu. Na comemoração, saiu dizendo à torcida "meu lugar é aqui". Com 3-1 no placar, as atenções já se voltaram para a partida de quarta-feira, contra o Vilhena, em Rondônia. 

Estamos fazendo nossa parte no Paulistão. São dez vitórias em 13 jogos. O time de hoje decepcionou, e muito, mas o importante realmente eram os três pontos. Bruno César ainda não justificou nem 20% da expectativa. Bruno Oliveira não mostrou atitude nem futebol suficientes para tirar a vaga de Wendel. Eguren foi medonho, França esteve bem abaixo do que já jogou em ocasiões anteriores. Marcelo Oliveira só não será criticado porque tem muito crédito pelas excelentes atuações até aqui. Mendieta merece menção honrosa por ser o único a mostrar lucidez no meio-campo. Vinicius e Patrick Vieira continuam sendo apenas opções para tapar buracos. E Gilson Kleina mostrou que sabe o que faz com aquele time titular. Sempre que precisa trocar mais do que três ou quatro, tem enorme dificuldade. 

Mas seguimos, fortes e vivos, ainda acreditando muito na conquista do título paulista. Avanti!!!

Atuações: notas de hoje por Ariane, Juliane, Marcus, Renato, Thiago e com a colaboração do amigo Evandro Don (Twitter @DON_SEP), a quem agradecemos imensamente a participação. Para nós, o melhor em campo foi Mendieta, e o pior foi Marcelo Oliveira, com uma mínima diferença para Eguren. 


Estamos classificados!

O Palmeiras garantiu matematicamente a passagem às quartas-de-final do campeonato Paulista, ao vencer a Portuguesa por um a zero em um Pacaembu com dez mil torcedores. O resultado veio após um primeiro tempo excelente, porém sem gols, e um segundo tempo onde fizemos o gol logo no início e tivemos que contar com mais uma grande atuação de Fernando Prass para evitar o empate. 

Como previsto, Kleina armou o time com Patrick Vieira como titular. Aberto pela direita, Patrick abria espaços para as descidas de Wendel. Mendieta fez bem o papel de armador e ajudou muito na marcação. Após quinze minutos de equilíbrio, os últimos 30 minutos do segundo tempo foram de amplo domínio do Palmeiras, com muitas finalizações de dentro e de fora da área, e em pelo menos quatro oportunidades estivemos muito próximos de abrir o placar: primeiro com um chute de longe de Wesley que Gledson defendeu brilhantemente. Depois, em um passe de Mendieta para Patrick Vieira, Patrick girou sobre o zagueiro Wagner, invadiu a área, e na saída de Gledson tocou para Alan Kardec, mas o passe foi um pouco mais à frente do que deveria e Kardec não alcançou. Logo em seguida, novamente Patrick Vieira pegou uma sobra na grande área e bateu por cima do gol. A última chance foi com Vinicius, em grande jogada individual pela esquerda, mas a finalização por cobertura foi abafada por Gledson. O Palmeiras sobrou no primeiro tempo, mas não conseguiu traduzir a superioridade em gols. 

Mas a sorte mudou logo no primeiro lance do segundo tempo. Em um rebote de escanteio, Marcelo Oliveira tentou dar um chapéu em William Magrão, que interceptou com o braço esquerdo. Pênalti claríssimo, que o árbitro Vinicius Furlan preferiu marcar como falta fora da área. Na cobrança, a barreira ficou absurdamente próxima à bola. Ao perceber que devido à proximidade da barreira não haveria espaço para tentar o chute direto e que o árbitro não faria nada a respeito, Wesley optou por rolar a bola para Juninho. O lateral encheu o pé e a bola passou no meio da barreira que havia aberto quando Wesley ameaçou o chute. A bola entrou no canto esquerdo baixo de Gledson. Foi o terceiro de Juninho no campeonato. 


         (Foto: Leandro Martins / Futura Press - Globoesporte.com)


A partir do gol, o certo seria controlar o jogo, manter a posse de bola, encaixar a marcação quando a bola estivesse com o adversário e tentar matar o jogo em um contra-ataque. Mas nada disso aconteceu. O Palmeiras, jogando em casa, aceitou ser pressionado por um time inferior. Os dois atacantes da Portuguesa, Henrique e Leandro, jogavam centralizados e davam muito trabalho a Lucio e Marcelo Oliveira. Para não perder a sobra, Egúren era obrigado a recuar para ficar próximo dos zagueiros. Com isso, a marcação no meio ficava a cargo de Wesley e Mendieta, que não conseguem fazer o papel de anular o meio adversário sem o auxílio de um primeiro volante típico. A situação poderia ser corrigida com a entrada de França no lugar de Vinicius ou Patrick, mas Kleina preferiu colocar Bruno César no lugar de Vinicius. BC ficou aberto na direita e Patrick foi para a esquerda. Foi a deixa para a Portuguesa tomar conta do meio-campo e pressionar o Palmeiras com uma intensidade que só vimos uma vez este ano, nos primeiros minutos do segundo tempo do Derby. Foi um bombardeio, e aí apareceu Fernando Prass, com quatro defesas dignas de Marcos. Uma cabeçada de Leandro no chão e no contrapé, um chute de Henrique no alto, uma abafada após a falha da defesa em um escanteio, e a mais impressionante, uma bomba de Henrique a queima-roupa que Prass desviou com muito reflexo, fazendo a bola explodir no travessão. Isso sem citar o gol de William Magrão, logo após o de Juninho, corretamente anulado por impedimento. 

A entrada de Rodolfo aos 25 minutos no lugar de Patrick Vieira não mudou em nada o panorama da partida. A pressão só arrefeceu quando Kleina finalmente promoveu a entrada de França no lugar de Mendieta, que fez excelente partida. Fez o óbvio, porém demorou. 

Cabe aqui um breve comentário sobre Rodolfo: pareceu ter personalidade e vontade de mostrar serviço. Fez até um lindo passe de calcanhar para Alan Kardec na esquerda, em lance que terminou em um gol incrivelmente perdido por Wesley, que deixou a bola dar uma escapada no domínio e por isso acabou demorando um pouco para finalizar e foi travado pela zaga. O próximo jogo, contra o já rebaixado Paulista, pode ser uma boa oportunidade para o garoto mostrar serviço, mas Kleina provavelmente não dará a ele essa chance. 

Agora, com o primeiro lugar do grupo já garantido, resta apenas buscar o primeiro lugar geral, que será definido no confronto direto contra o Santos, na Vila. A partida contra o Paulista é ótima para poupar os principais jogadores. Lúcio já não joga porque tomou o terceiro amarelo, Valdivia deve ser poupado, e não seria má ideia tirar também Alan Kardec da partida. Bruno César, Rodolfo e Bruno Oliveira poderiam entrar como titulares. Aguardemos a definição de Kleina. 

Desta partida contra a Lusa, ficam as lições do que deu certo e deve ser repetido - a ótima atuação no primeiro tempo - e do que não pode mais acontecer - o excesso de falhas e a pressão do segundo tempo. Faltam três jogos para começarmos a decidir o campeonato, é hora de acertar de vez esse time. 

Atuações: as notas de hoje foram dadas por Thiago, Renato, Juliane, Marcus e pelo amigo Paulo Nóbrega (@paulohnobrega), a quem agradecemos por mais uma valiosa contribuição. Para nos, o melhor foi mais uma vez Fernando Prass. Ninguém se destacou como o pior do time, mas a menor média, por bem pouco, foi de Vinicius.