Para o alto e avante!

Tá correspondendo, continue assim!
Foto: Getty Images.

E o Palmeiras venceu mais uma. Na última partida sob o comando do interino Alberto Valentim, o Verdão venceu o fraco Figueirense pela contagem mínima. Novamente não foi um bom jogo, mas vieram mais três preciosos pontos, que dessa vez nos colocou no G4, estando no bolo dos líderes. É briga pelo titulo que esperamos, como é bom ver o Palmeiras novamente na parte de cima da tabela.

O jogo começou modorrento, com o Figueirense recuado e o Palmeiras estranhamente nervoso, especialmente o Wendel, que quase entregou duas bolas no início da partida. Ainda assim, tínhamos o domínio da partida, mas não organização, já que Mendieta novamente foi o pior jogador em campo. O paraguaio não é meia-armador, isso já tinha ficado evidente em jornadas anteriores, mas fica ainda mais acentuado quando o colocam para substituir Valdivia, que faz jogadas verticais com muito mais velocidade que Mendieta. Ele é um camisa 11, que prende jogo e que sozinho na armação vira presa fácil.

Ainda assim, as chances surgiram. Diogo em cabeçada e Wesley com um chute fora da área foram os primeiros, mas assim que o time acalmou e colocou a bola no chão, o desempenho foi bem melhor. William Matheus, que vem mostrando merecer a titularidade, iniciou uma tabela rápida com Marquinhos Gabriel que terminou com um cruzamento preciso na cabeça de Henrique, que novamente estava no lugar certo e na hora certa, como um centroavante oportunista deve ser. Palmeiras na frente, quinto gol de Henrique em seis jogos.

Vale também o destaque para Diogo, que vem desempenhando muitíssimo bem como segundo atacante, fazendo jogadas mais insinuantes e ainda voltando quando preciso. Lamentamos muito que ele tenha se lesionado no Paulistão, está jogando muito mais que o antigo titular Leandro.

Para o segundo tempo, o Palmeiras voltou com a mesma postura dominante que havia terminado a etapa inicial, sobretudo com os toques rápidos de Marquinhos Gabriel, que foi o jogador que mais tentou jogadas agudas na etapa derradeira. Mendieta continuou sonolento e a paciência de Valentim finalmente acabou, o substituindo por Bernardo, que fez a sua estreia, mas teve seu jogo prejudicado com o momento coletivo do time, que tirou o pé do acelerador muito antes da hora e ficou sem ninguém para ter quem tocar, já que minutos depois, Marquinhos Gabriel foi substituído por Victor Luis.

A partir daí, aos 30 do segundo tempo, o Figueirense passou a morar no campo de ataque do Palmeiras e não soubemos explorar os raros contra-ataques. Ainda tivemos uma defesa providencial de Fábio, que saiu do gol com uma segurança digna da tradicional escola de goleiros do Palmeiras. Após longos minutos de sofrimento, o juiz enfim apitou e os três pontos vieram.

Ainda não dá para ficar alheio às deficiências do time: Wendel não dá, Marcelo Oliveira não é zagueiro e é lento, Mendieta não é armador e o time não pode recuar cedo demais quando o placar está na contagem mínima. Mesmo assim, Valentim passa a tocha para Gareca com um bom aproveitamento de 4 vitórias em 4 jogos e sem nenhum gol sofrido, no que merece todo nosso agradecimento. O próximo oponente é a Chapecoense fora, o atual lanterna. Vencer essa partida é fundamental para preparar o terreno visando a volta pós-Copa e também a manutenção do time no pelotão de cima. Depois, temos um combalido Botafogo e um confronto direto contra o Grêmio, último oponente antes da parada. O momento é bom, vamos aproveitar. Avanti, Palestra!

Notas:  As notas foram dadas por Juliane, Ariane, Renato e Marcus. Para nós, o melhor em campo foi Diogo, com uma partida voluntariosa onde buscou o jogo o tempo inteiro e fez boas jogadas. Merece a titularidade. O pior foi Wendel, que sabemos que não serve para a lateral do Palmeiras desde 2007, mas que ainda assim continuamos ver o eterno improviso.


Juliane Ariane Renato Marcus Média
Wendel 1 2 3 2 2,00
Mendieta 3 4 5,5 3 3,88
Wesley 5 5 6,5 6 5,63
Victor Luis sn sn sn 6 6,00
Bernardo 6 7 sn 6 6,33
Marcelo Oliveira 7 7 6 6 6,50
Renato 7 6 7 6 6,50
Lucio 7 7 6 7 6,75
W. Matheus 6 6 6,5 8,5 6,75
M. Gabriel 7 7 6 9 7,25
Alberto Valentim 7 7 8 8 7,50
Henrique 8 8 8,5 7,5 8,00
Fabio 8 8 8 8 8,00
Diogo 8,5 8 7 9 8,13
Mazinho sn sn sn sn ######

Tá ruim, mas tá bom!

Foto: Romildo de Jesus / Futura Press

E o Palmeiras venceu mais uma, a terceira vitória no campeonato. O título desse texto demonstra toda a bipolaridade da partida, afinal, o jogo foi pavoroso e os próprios jogadores do Palmeiras judiaram da bola, a tratando como se fosse uma batata quente, transformando o jogo em um show de horrores. Em contrapartida, foi a nossa terceira vitória em sequência (contando Copa do Brasil), vencemos fora de casa contra um adversário cujo não vencíamos em seu território há 11 anos e estamos a dois pontos da liderança, mesmo com todos os desfalques e improvisos. Nada mal, fechamos a noite com saldo positivo.

O interino Alberto Valentim se viu com diversas bombas em sua mão - como por exemplo os desfalques de William Matheus e Valdivia -, mas dava para ter feito muito melhor do que fez nessa noite. Wellington é zagueiro, mas foi escalado na lateral, mostrando um claro nervosismo e desconforto na posição, sendo que já o vimos atuar com personalidade no miolo da zaga. Marcelo Oliveira é volante, mas foi escalado (novamente) na defesa e não sabemos até quando insistirão nessa brincadeira, já que é lento demais para desempenhar essa função. Wesley poderia muito bem fazer a função de ala direito e Mendieta, ao menos na teoria, se encarregaria de fazer a transição que o camisa 11 costuma fazer (e não fez nessa noite). 

Devido a escalação completamente torta de Alberto e o desempenho abaixo da média de muitos jogadores, o primeiro tempo foi doloroso para todos. A bola queimava nos pés dos jogadores e por muitas vezes eles quase entregaram a rapadura. Mendieta, que deveria fazer a função de meia-armador (algo que ele não é), fez papel de fantasma e não apareceu no primeiro tempo - e quando apareceu, errou todas. Sem nenhum chute a gol, fomos para o intervalo em um irritante zero a zero. O único destaque do primeiro tempo na linha foi Diogo, que demonstrou uma aplicação tática impressionante e, além de cobrir a eterna deficiência do Juninho, mostrou ser um importante segundo atacante.

Na volta para o segundo tempo, felizmente a estrela de time grande brilhou e Marquinhos Gabriel, que não estava bem, acertou um chute feliz que desviou no jogador do Vitória e viu a bola morrer no fundo da rede. Estávamos na dianteira!

E o gol melhorou um pouco a partida. O Palmeiras passou a jogar mais no campo de ataque, mas sem muita efetividade. Henrique continuou tão isolado quanto área de quarentena e esse panorama permaneceu até o apito final do prélio. Mendieta continuou errando todas e Wesley prendeu demais a bola, sem saber o que fazia com ela. O Vitória, precisando da vitória (desculpem por essa), partiu para o ataque e fez a estrela de Fábio brilhar, com quatro defesas difíceis. O jovem goleiro vem mostrando segurança e já se garante como reserva imediato do Prass.

Alberto não ajudou ao fazer as substituições. Mazinho foi inexplicável e Tiago Alves quase entregou uma bola que foi salva por Fábio. Quase promoveu a estreia de Bernardo, mas por alguma razão, deixou o contratado de fora. Veremos como Bernardo joga nas próximas partidas.

Ao final do jogo, o saldo foi positivo. Apesar do jogo fraco, da escalação torta e dos desfalques, estamos brigando pela dianteira, algo que sempre devemos almejar. Mas que isso não mascare os problemas: Alberto não passa de um tapa-buracos, Wendel (que não jogou) não deve ser lateral titular, zagueiros improvisados na lateral não rendem, Marcelo Oliveira na zaga é um temor e Mendieta não é meia armador (vamos observar o Bernardo). Temos dois jogos contra times que estão na parte de baixo da tabela (Figueirense e Chapecoense), é possível vencermos as duas e alcançarmos a liderança. Não é um delírio pensar nisso. Avanti Palestra!

Notas:  As notas foram dadas por Marcus, Juliane e Ariane. Para nós, o melhor em campo foi o Fábio, com defesas fundamentais para os 3 pontos. Na linha Marquinhos Gabriel foi o destaque com o gol. O pior foi Mendieta, que estava em noite de Patrik Fenômeno.


Juliane Ariane Marcus Média
Mendieta 5 4 2 3,67
Wesley 4 5 3 4,00
Lucio 5 4 4 4,33
Mazinho 4 5 5 4,67
Juninho 5 6 4 5,00
Alberto 6 7 2 5,00
Marcelo Oliveira 6 7 5 6,00
Wellington 7 7 6 6,67
Henrique 7 7 6 6,67
Renato 7 7 7 7,00
T. Alves 7 7 sn 7,00
Diogo 7 7 8 7,33
M. Gabriel 8 8 8 8,00
Fabio 9 9 10 9,33
Victor Luis sn sn sn ######

Fizemos a nossa parte

Com gols de Alan Kardec e Wesley - e assistências de Wesley e Alan Kardec -, o Palmeiras venceu o Bragantense por 2-0 no Pacaembu e qualificou-se para disputar a semifinal contra o Ituense, neste domingo. Na outra semi, os nanicos da Baixada enfrentam o Penapolano. 

(Foto: Mauro Horita - Globoesporte.com)


Com quase todos os atletas à disposição, Kleina manteve Bruno César no time, promoveu o retorno de Wesley, Marcelo Oliveira voltou ao meio-campo e Leandro, em má fase, continuou no time. Mendieta, Eguren e França foram para a reserva. 

E começamos muito bem a partida, empurrando o Bragançano para dentro de seu campo, tocando a bola com consciência e tendo a paciência de esperar os espaços. Já o adversário apenas batia e fazia cera. Sim, cera desde o primeiro minuto, contando com a manutenção do 0-0 que irritaria nosso time e torcida. Mas a tática só durou 21 minutos. Valdivia e Bruno Cesar tabelaram pela direita e o camisa 30 bateu forte. O goleiro Rafael Defendi espalmou para escanteio. Na cobrança, Wesley bateu fechado, o zagueiro Alexandre falhou e a bola sobrou para Alan Kardec, que ganhou a dividida com o goleiro e bateu pelo alto, abrindo o placar. 

Após o gol, era a hora de manter a calma, deixar os laterais apoiarem mas segurando Marcelo Oliveira na cobertura, tocar a bola e esperar o momento certo para dar o bote. Mas não foi o que aconteceu, o Palmeiras começou a tentar jogar com bolas longas, o que facilitava para a zaga do Bragancense, formada por três zagueiros muito altos - estilo Marcelo Veiga de retranca, que ele vem utilizando ah anos. Quando conseguia sair tocando bola, o Palmeiras avançava com os laterais e todos os homens de meio, dando espaços ao contra-ataque, o que é inadmissível quando se está vencendo um jogo decisivo por apenas um gol de diferença. A sorte é que o contra-ataque não é o estilo do time do interior, que joga uma espécie de Extreme Muricybol, procurando apenas as faltas para levantar a bola na área. É o Muricybol levado ao limite, seria um Veigabol. E o Palmeiras propiciava isso, fazia diversas faltas, e todas elas eram cobradas com chuveirinhos, mas parece que finalmente Kleina treinou esse tipo de lance, e rechaçamos todas sem problemas. Entre uma falta e outra, eles batiam. Batiam muito, principalmente, claro, em Valdivia, com a complacência do péssimo árbitro Flavio Guerra, o mesmo que em 2008 marcou 3 pênaltis - todos existentes - a nosso favor contra os bambis e depois ficou mais de um ano na geladeira por conta disso. 

No intervalo, Marcelo Veiga tirou o camisa 10 Magno, e isso parece ter acabado com as chances do time. Eles não conseguiam mais as aproximações e tabelas para cavar faltas. Aos quatro minutos, Valdivia escapou de ser expulso, ao dar uma pegada desnecessária em Jeandro na lateral. Ficou só no amarelo, e segue o jogo. Mesmo sem poder ofensivo, o Bragançano passou a dar espaços para o Palmeiras. Perdemos duas chances claras de gol, uma com Alan Kardec que errou o chute em rebote de arremate de Marcelo Oliveira (após linda jogada do volante) e outra em que Leandro entrou em diagonal, recebeu excelente passe de Wesley e com um leve toque deixou Valdivia de frente para o goleiro. O chute foi defendido, Kardec pegou o rebote e bateu para nova defesa, e Valdivia ainda aproveitou a sobra para tentar de novo, mas a bola explodiu na zaga. 

Aos 17, finalmente o gol que nos deu tranquilidade. Valdivia disputou bola com Jeandro na intermediária. Fez falta, puxando a camisa, mas com muita disposição ganhou a disputa e adriu na direita para Bruno César. Bruno tocou de primeira buscando Alan Kardec, mas o passe foi muito forte, no entanto sobrou para Leandro disputar com o goleiro. Na disputa, a bola sobrou para Kardec, que estava meio de costas para o gol e preferiu não finalizar. Apenas ajeitou para Wesley que chegava de frente e fuzilou. Nesse instante, a classificação estava garantida. 

A partir daí, o show ficou por conta de Valdivia. O Mago, que já havia voltado no segundo tempo muito mais ligado do que no primeiro, comandou o toque de bola no meio. A presença de Wesley facilita demais esse toque de bola. Juninho também movimentava-se muito bem, na maioria das vezes pelo meio, e o Palmeiras envolvia o adversário. As entradas de Patrick Vieira e Eguren nos lugares de Leandro e Bruno César foram meramente protocolares. No final, Vinicius substituiu Wendel, que sentiu uma contusão, e Wesley terminou o jogo na lateral. 

O time de hoje - Prass, Wendel, Lucio, Tiago Alves, Juninho, Marcelo Oliveira, Wesley, Bruno César, Valdivia, Leandro e Kardec - parece ser o time ideal de Kleina, ressalva feita a Tiago Alves, que não sabemos se realmente ganhou a posição ou se continua no time devido à falta de ritmo de Wellington. Ainda há ajustes a fazer. Um deles é a proteção à zaga, pois Wesley ainda está deixando Marcelo Oliveira muito isolado nessa função, o que pode ser perigoso contra times de maior poderio ofensivo, como o Santos. Por outro lado, Valdivia, muito bem fisicamente, está auxiliando bastante na marcação, sacrificando-se por Bruno César, que ainda não tem mobilidade suficiente para ajudar lá atrás. O posicionamento de Bruno César é outro detalhe a ser ajustado. Jogando fixo pela meia-direita, às vezes quase como um ponta, sua performance fica limitado. A qualidade no passe e visão de jogo não aparecem tanto, além do posicionamento fixo criar uma referência para a marcação. E sua maior qualidade, o chute de fora, seria melhor aproveitada se ele tivesse a chance de chegar de frente para o gol. Talvez esse posicionamento fixo seja devido ao condicionamento físico ainda precário, mas esperamos ver Bruno César rodando mais pelo campo nos próximos jogos. E Leandro precisa aparecer mais para o jogo. Ele tem qualidade, e tem estrela, pois muitas vezes fez gols em momentos em que o time precisava daquele gol, mas precisa ser mais participativo e atento. 

Domingo, às 18:30, mais uma vez sem tv aberta, já que o time oficial da Globo está morto e enterrado, enfrentaremos o Ituense, dono da melhor defesa do campeonato e do ídolo camisa 10 Cristian Mendigo. É o último passo para chegarmos à primeira final de Paulistão desde 2008. Dá para dizer, sem medo de errar, que estaremos na final. Mantendo o foco e sem salto alto, estaremos lá. AVANTI!!!!

Atuações: notas de hoje foram por conta de Ariane, Juliane, Marcus, Renato e Thiago. Para nós, o pior foi Patrick Vieira, que entrou já com o jogo ganho e não teve chance de fazer muita coisa. O melhor foi Alan Kardec, em mais uma de suas grandes exibições.