E que venham mais 100

No meu texto anterior ao Palestra em Campo escrevi sobre Alan Kardec, pois acredito que um time deve ter um atacante matador como referência e fazedor de gols para “desafogar” a equipe em momentos difíceis. Este texto falará sobre Fernando Prass, goleiro que na ultima vitória do Palmeiras completou cinqüenta jogos pelo alviverde imponente.

Foto: Cristiano Andujar/VIPCOMM - GloboEsporte.Com

Por que escrever sobre Fernando Prass? Ele fez muito ao Palmeiras e fará ainda mais no ano em que a equipe palestrina será mais exigida por torcedores, sócios, funcionários do clube e imprensa: no centenário todos querem títulos e bom futebol, mais títulos do que bom futebol para falar a verdade.

Mesmo ele estando a menos de um ano no clube e com cinqüenta jogos, digo que ele fez muito. Voltando no tempo: No dia 06/03/2013, o Palmeiras foi derrotado pelo Tigre da Argentina por 1 x 0. Circunstâncias do jogo a parte, os jogadores do Palmeiras foram vitimas de tentativa de agressão por parte da torcida e o Prass foi alvo de uma xícara que lhe rendeu alguns pontos. Ele poderia ter rescindido o contrato, mas decidiu ficar; não sei os motivos que o levaram a ficar, e estaria fugindo a proposta do Palestra em Campo se me aprofundasse nesse aspecto, mas ele ficou.

Em muitos jogos difíceis da série B, as defesas do Prass salvaram a equipe de derrotas e empates. É um goleiro que transmite segurança a equipe, comissão técnica e torcida (eu, pelo menos, não tenho medo quando uma bola é alçada a área do Palmeiras).

           Fatores pelo qual Fernando Prass se estabeleceu nas traves Palestrinas:

      • Não viveu com uma longa expectativa de substituir o Marcos;

      • Chegou a equipe experiente (tinha 34 anos ao chegar ao Palmeiras);

      • É mais calejado e vitorioso. Já foi campeão estadual diversas vezes, venceu a Copa do Brasil e venceu a série B.

            Principais destaques do Fernando Prass (dados do site oficial do jogador):

·         Goleiro menos vazado do Campeonato Goiano 2001;

·         Goleiro menos vazado do Campeonato Paranaense 2002;

·         Goleiro menos vazado do Campeonato Paranaense 2003;

·         Goleiro menos vazado do Campeonato Paranaense 2004;

·         Melhor goleiro do primeiro turno da temporada 2006/07 no ranking do jornal A bola; 

·         Eleito um dos dez melhores jogadores do Campeonato Português na temporada 2006/07 pelo jornal A Bola;

·         Goleiro menos vazado do Campeonato Brasileiro 2009 - Série B

·         Bola de prata da Placar/ESPN em 2011;



                                                                                                                      Thiago L. Vitor

Thiago Luis Vitor, Palmeirense desde sempre, roqueiro em todas as horas, cinéfilo em aprendizagem e escritor em desenvolvimento. Autor de Um Novo Mundo, Uma Nova Vida - Nascimento.

A relação torcida-ídolos

Em meados dos anos 90, quando jogava bola nas ruas com meus amigos de infância, havia uma disputa para ver quem seria o Zinho, Edmundo ou Evair durante as brincadeiras. Quase sempre escolhia o nosso eterno camisa 11, mas ficava igualmente feliz ao escolher os outros, afinal, sentíamos orgulho de fingir que éramos eles. Com a inocência de uma criança, ainda com seis anos, talvez não tivesse discernimento sobre a magnitude de um ídolo, mas assim que cresci percebi o que aquilo significava. Eram meus primeiros heróis, meus ídolos. 

Feito esse prólogo, cabe a pergunta: qual é a importância de um ídolo? Esquecendo as questões mercadológicas e focando apenas na parte sentimental, a importância de um ídolo é enorme, imensurável até. Um ídolo possui personalidade, é uma referência para uma nação, um símbolo de vitória, uma forte representação da camisa e um espelho no qual as crianças querem se refletir. Para alguns, é a razão de uma criança ir ao estádio pela primeira vez, para ficar mais perto de seu herói.

Nesses quase 100 anos de história, o Palmeiras adquiriu uma extensa galeria de ídolos, heróis, vencedores natos e que construíram uma identidade com o que fizeram dentro de campo, fundando alicerces para a posteridade. Desde Heitor até São Marcos, todos os que ajudaram a construir a rica história palmeirense são lembrados com carinho pela torcida. 

Falando em torcedor, ouso dizer que quando o assunto é a relação entre ídolo e torcida, nenhuma outra supera o Palmeiras no que tange a valorização dos ídolos. Onde quer que eles estejam, a torcida se mobiliza para estar mais perto deles e faz homenagens dignas da grandeza do ícone que ajudou a construir a história do Palmeiras. 

O caso mais emblemático na relação torcida-ídolo foi recente, ainda no início de 2012 quando nosso último grande ídolo, São Marcos, se aposentou. A procissão em homenagem ao santo goleiro foi um marco, algo sem precedentes na história do futebol e o melhor de tudo: foi uma iniciativa que partiu unicamente da torcida, sem apoio midiático ou sequer do clube, o que aumenta a grandeza do evento. 

Infelizmente, os grandes ídolos rareiam cada vez mais. Com o passar do tempo, se tornar ídolo em um clube – aqui, vale ressaltar que são todos os clubes - deixou de ser prioridade para um jogador e hoje a maioria não se importa em criar raízes com um clube. Preferem dinheiro, noitadas e uma vida de deslumbramento.  

A falta de ídolos nos dias atuais também reflete nas arquibancadas. Nos anos 90 e até durante as vacas magras dos anos 2000, os nomes dos jogadores eram cantados antes dos jogos, antes mesmo do hino do Palmeiras. Hoje, a falta de identidade entre torcida e jogador alcançou um patamar no qual nenhum nome é cantado antes da partida, em uma relação que ficou indiferente – justa e recíproca, se analisarmos a realidade atual. Precisamente falando, de 2010 pra cá, especialmente quando jogadores com potencial para virarem ídolos cometeram diversas presepadas ao longo de suas trajetórias com a camisa alviverde.

É verdade também que o critério para a escolha de um ídolo também abaixou bastante, ficou mais banalizado. Jogadores com um futebol um pouco acima da mediocridade geral e que não seriam reservas em esquadrões anteriores, tinham tratamento de ídolo. Pierre, que era um volante ok e tinha mais raça do que técnica, até hoje tem a idolatria de parte da torcida, para ficarmos em apenas um exemplo. Outros, nos quais me recuso a citar o nome, tiveram ataques de estrelismo e colocaram interesses pessoais acima do Palmeiras, desprezando o carinho da torcida. Pior, sem terem conquistado 10% do que ídolos do passado conquistaram. E se o carinho da torcida do Palmeiras é algo incomparável, o desprezo para quem desrespeita a camisa alviverde é bem proporcional.

No Palmeiras atual, temos jogadores que tecnicamente tem potencial para virarem ídolos no futuro, como é o caso de Alan Kardec, que é um centroavante inteligente, em trajetória ascendente, com boa técnica e que parece entender a importância do Palmeiras. Henrique, nosso atual capitão, também possui esse potencial, tem técnica acima da média para um zagueiro, joga também como volante e já tem história ao conquistar dois títulos importantes no Palmeiras sendo fundamental em ambas as conquistas. 

E ainda no Palmeiras atual temos Valdivia, que é um caso de idolatria que divide opiniões. Tecnicamente falando, é o melhor meia em atividade no Brasil e ninguém contesta a importância dele entre 2006 e 2008, sendo o cara durante a conquista do Paulista-08 e se tornando um jogador que os rivais sentiam um misto de ódio, admiração, medo e inveja. Quando voltou em 2010 foi uma catarse, todos comemoraram a volta e em tese ele seria o cara para assumir a responsabilidade para uma nova era de conquistas – e pelo que tínhamos visto anteriormente, ninguém duvidava disso. Infelizmente deu errado. Hoje Valdivia passa mais tempo parado do que em campo, não participa dos jogos decisivos, teve sua culpa na queda para a segunda divisão, se omite em relação à liderança do grupo e parece desprezar a representatividade que tem (ou tinha) junto à torcida. Hoje não é mais unanimidade, uns querem ver ele fora do time pela mágoa adquirida graças às razões citadas (me incluo nisso) e outros ainda o defendem fortemente na esperança de que ele ainda renda o que um dia mostrou entre 2006 e 2008 e foi o que me fez questionar sobre o tema “importância dos ídolos”.

Mesmo com a mudança dos tempos, a falta de uma referência em campo que podemos chamar de ídolo é alarmante. Cabe aos jogadores, de modo geral, a missão de reverter esse panorama frio e sem alma que virou a relação entre torcedores e jogadores. 

O Palmeiras precisa de ídolos, de jogadores que as crianças se espelhem e que as instiguem a ir ao estádio pela primeira vez, ou mesmo fingirem que são eles nas brincadeiras de rua. Precisa de jogadores que sejam heróis, que chamem a responsabilidade e representem a camisa da maneira que ela realmente merece. Por sermos uma torcida exigente e passional, um jogador que entende essa importância e tem capacidade para fazer isso tem o nosso carinho e paciência. 

E ainda sinto esperança de que um dia voltemos a cantar os nomes dos jogadores antes das partidas, como fazíamos anteriormente. 

Sete é o número mágico

Foto: Wagner Carmo/Agência Estado

Agora faltam sete partidas para terminar esse martírio da segunda divisão. Após a vitória por 2 x 0 em cima do Bragantino em Bragança Paulista, o acesso matemático está mais próximo do que nunca. O Palmeiras deve consolidar o acesso semana que vem na volta ao Pacaembu, que provavelmente estará lotado. O único resultado que impede o acesso no dia 26 é a vitória do Icasa sobre o São Caetano fora de casa nessa noite de sábado.

Após a exibição tétrica no jogo de terça contra o Icasa, o Palmeiras manteve o esquema 4-3-3 que não costuma dar certo nas mãos do Kleina. Porém, por linhas tortas, o esquema funcionou perfeitamente nessa tarde, especialmente no primeiro tempo, no qual o Palmeiras dominou amplamente.

Em tese, Felipe Menezes deveria assumir o papel de armador, mas na prática, o que vimos foi Wesley assumindo todas as ações de meio e tendo o importante auxílio de Leandro e Vinicius, que abriram diversos espaços pelos lados. Luis Felipe também se apresentou bastante pela direita e – quem diria – estava bem coberto por André Luiz e Marcio Araújo. Em meio a tudo isso Alan Kardec avacalhou e fez um primeiro tempo perfeito, fazendo o pivô com maestria, descolando lançamentos precisos e acertando um chute fundamental para o fundo da rede aos 27 minutos: 1 x 0. Uma partidaça de um centroavante que cresce cada vez mais com a camisa do Palmeiras.

O domínio era evidente. O Bragantino não tinha forças para passar do meio de campo e passou o primeiro tempo acuado em seu campo de defesa. O bombardeio era tanto que o Palmeiras chegou a ter mais de 70% de posse de bola, mesmo com um sol relativamente forte - que castigou ambas as equipes. Não é nenhum absurdo dizer que merecíamos sair da primeira etapa com um placar mais dilatado, foi um pecado que os erros de conclusão, somada com a boa atuação do goleiro da casa, impediram que o placar fosse mais elástico.

Ainda antes do final do primeiro tempo, o Palmeiras perdeu Marcelo Oliveira contundido. Em seu lugar entrou Fernandinho. Nenhum dos dois fez uma partida vistosa, mas para a sequência final da temporada soam como opções mais válidas do que Juninho, que estava suspenso.

Com o time praticamente inalterado, a tendência era continuar sufocando o Bragantino e dar o golpe de misericórdia antes dos 15 minutos. Mas como no futebol as coisas mudam em um estalo de dedos, veio um golpe duro em nossa pretensão: a expulsão de Leandro. O atacante, que vinha fazendo sua melhor partida em muito tempo, já tinha tomado um cartão amarelo sem necessidade no primeiro tempo. Ao sofrer uma falta no campo de ataque, revidou e tomou o segundo cartão. Tudo o que o Palmeiras não precisava naquele momento.

O técnico Marcelo Veiga aproveitou a expulsão e alterou a dinâmica do Bragantino, que passou a jogar para frente, buscando o empate e deu mais trabalho do que prevíamos no intervalo. Prass, que não tinha feito nenhuma defesa no primeiro tempo, foi bem mais exigido no segundo, fazendo intervenções importantes. Kleina também mudou: tirou o inoperante Felipe Menezes e colocou Eguren, que reforçou a intermediária e deu mais liberdade para Wesley atacar. Henrique e André Luiz também se portaram muito bem defensivamente, cobrindo bem o ataque e rechaçando as bolas mais perigosas.

As poucas chances que o Palmeiras teve no segundo tempo foram oriundas de faltas sofridas na intermediária. As duas, muito bem cobradas: uma por Henrique e a outra por Alan Kardec, que bateu na trave. A última alteração (Ananias por Vinicius) foi completamente sem sentido. Vinicius não fazia uma boa partida, mas Ananias não tem perfil para alterar nenhum panorama.

Felizmente, quando o jogo se encaminhava para o seu final e com a pressão vigente do Bragantino, o Palmeiras achou um contra-ataque providencial com Luis Felipe. O lateral passou para Wesley, que cortou os zagueiros e chutou com precisão no ângulo, levando a torcida em Bragança (e no resto do Brasil) para o êxtase. Foi o sétimo gol do volante no campeonato e ele se mostra cada vez mais como um dos líderes técnicos do time. Monstruoso.

A presença da torcida do Palmeiras em Bragança Paulista também é digna de nota. Os torcedores lotaram o setor destinado ao Palmeiras e fizeram uma festa do jeito que conhecemos bem, deixando todos ainda mais ansiosos para o jogo de semana que vem contra o São Caetano, no Pacaembu.

Destaque também para a campanha #OTempoCorreContra, que conscientiza a população sobre o tratamento do câncer e que estava estampado na camisa do Palmeiras durante o jogo de hoje. A hashtag alcançou os Trending Topics do Brasil, mostrando mais uma vez a força da torcida palmeirense, que abraçou a causa. Mais informações nesse link.

Como o título diz, sete é o número mágico. Faltam sete jogos para o campeonato terminar de vez, sendo que quatro deles serão no Pacaembu. O acesso poderá acontecer semana que vem em uma tarde completamente verde.

AVANTI PALESTRA!

Atuações: as notas hoje foram dadas por Ariane (A), Mark (M), Mari (Ma), Juliane (J), Borges (B) e Thiago (T). Houve um empate entre Alan Kardec e Wesley entre os melhores em campo. O pior foi Leandro, que vinha fazendo uma boa partida, mas quase colocou tudo a perder com sua expulsão estúpida.

Fernando Prass - 7,4
A - 7,5
Ma - 8
J - 8
B - 6
T - 7
M - 8

Luis Felipe - 6,4
A - 6
Ma - 6
J - 7
B - 6
T - 6,5
M - 7

André Luiz - 7,6
A - 7
Ma - 7
J - 8,5
B - 6,5
T - 8
M - 9

Henrique - 7,7
A - 8
Ma - 8
J - 8
B - 6,5
T - 7
M - 9

Marcelo Oliveira - 4,6
A - 4
Ma - 4
J - 5
B - 5
T - 5
M - 5

Marcio Araújo - 6,4
A - 6
Ma - 7
J - 7
B - 5,5
T - 6,5
M - 6,5

Wesley - 8,5
A - 8
Ma - 8
J - DEZ
B - 7,5
T - 7,5
M - DEZ

Felipe Menezes - 3,9
A - 4
Ma - 4
J - 5
B - 4
T - 5,5
M - 1

Leandro - 2,3
A - ZERO
Ma - ZERO
J - 5
B - 3
T - 6
M - ZERO

Vinicius - 5,4
A - 4
Ma - 4
J - 6,5
B - 5
T - 6,5
M - 6,5

Kardec - 8,5
A - 7
Ma - 9
J - DEZ
B - 7,5
T - 8
M - DEZ

Fernandinho - 4,8
A - 5
Ma - 4
J - 5
B - 6
T - 4,5
M - 4,5

Eguren - 6,6
A - 6
Ma - 6
J - 8
B - 6,5
T - 6
M - 7

Ananias - 4,4
A - 5
Ma - 4
J - 5
B - s/n
T - 4
M - 4

#AdeusKleina - 5,6
A - 5
Ma - 6
J - 7
B - 6
T - 5
M - 5

Sabe bem o que vem pela frente: Bragantino

Invicto há 16 anos em confrontos contra o Bragantino, vamos para o jogo de hoje tentar mais uma vitória e deixar o acesso encaminhado para o jogo contra o São Caetano, no dia 26. Mesmo podendo alcançar hoje os 66 pontos, numero que, para Kleina, é suficiente para o acesso, o passaporte para a elite deve ser carimbado mesmo apenas com a vitoria na próxima rodada, conforme numero dos matemáticos.



Não temos duvidas quanto nossa volta à série A, o importante é garantir logo o acesso e começar a preparação para 2014. Ano do centenário e que, assim como eu, todos os Palmeirenses esperam que seja um ano de muitas conquistas.

Para a partida de hoje, Kleina que não poderá contar com jogadores importantes como Valdívia e Vilson, mexeu um pouco na formação. No jogo contra o Icasa ele escalou 3 volantes, e como falamos aqui, a escolha de Kleina foi decepcionante e o time simplesmente não jogou. Com Vilson ainda lesionado, Marcelo Oliveira atua novamente improvisado na zaga e Henrique, de volta da seleção, esta confirmado para a partida. Marcio Araujo, já recuperado, retorna ao time e ao lado dele Wesley e Felipe Menezes completam o meio. Kleina conta com Felipe Menezes para a armação das jogadas. Mesmo com a ótima atuação de Léo Gago na ultima partida, um dos melhores em campo, Kleina optou por deixa-lo no banco.

Leandro, Kardec e Vinicius formam o ataque. Vinicius entra no lugar de Ananias e com isso Kleina espera mais movimentação no ataque com jogadas pela direita.

Já no lado do Bragantino, o técnico Marcelo Veiga tem desfalques importantes em sua equipe. Lincom, artilheiro do time, cumpre suspensão automática, e Léo Jaime, outro jogador importante da equipe, é duvida e apenas hoje terá a resposta se jogará ou não.

Na 12° colocação, com 39 pontos, o Bragantino tenta se distanciar da zona de rebaixamento. O estilo de jogo deles é fechado, cometem muitas faltas e sofrem poucos gols. O bragantino é o time que mais tomou cartões amarelos nesse ano, somando todas as 4 divisões do campeonato Brasileiro.

A última derrota para o Bragantino foi em 1997, no total são 35 duelos com 18 Vitorias, 9 empates e apenas 8 derrotas. 

Kleina espera que torcida compareça em peso hoje em Bragança Paulista,  faltando apenas 8 rodadas para o fim do sofrimento, ele espera quer que time e torcida joguem juntos!

FICHA TÉCNICA
LOCAL: Nabi Abi Chedid, em Bragança Paulista
DATA E HORARIO: Hoje, 19/10/13; 16:20hs
ARBITRAGEM: André Luiz de Freitas Castro (GO)
ASSISTENTES: Daniel Paulo Ziolli (SP), Fabio Rogerio Baesteiro (SP),
BRAGANTINO: Leandro Santos; Guilherme, Raphael Andrade e Carlinhos; Robertinho, Serginho, Preto, Geovanni e Gustavo; Léo Jaime e Nilson. Técnico: Marcelo Veiga
PALMEIRAS: Fernando Prass; Luis Felipe, Henrique, André Luiz e Marcelo Oliveira; Márcio Araúio, Wesley e Felipe Menezes; Vínicius, Leandro e Alan Kardec; Pendurados: Alan Kardec, Eguren e Leandro.
TRANSMISSÃO: Band e PFC2.

Palmeirenses, não esqueçam de participar da campanha "Outubro Rosa", que mencionamos aqui, usando a hashtag #oTempoCorreContra durante a partida!

Forza, Palestra!!


#OTempoCorreContra - Outubro Rosa

O Palmeiras entra nesse sábado na campanha “Outubro Rosa”, que alerta todas as mulheres da importância da prevenção e diagnostico precoce do câncer de mama.

No jogo contra o Bragantino, às 16h20 desse sábado, os atletas irão a campo com uma faixa alusiva a campanha e nas camisas estará estampada a hashtag #OTempoCorreContra, na barra frontal. 

A hashtag faz parte da campanha da FEMAMA, que visa divulgar a lei 12.732, em vigor desde Maio deste ano e da direito aos pacientes com câncer em receber o tratamento completo através do SUS, com inicio até 60 dias após o diagnostico. 

Assista ao vídeo: 




Palmeirenses, vamos usar a hashtag #OTempoCorreContra, e ajudar nesta campanha tão importante!

Acessem também o site: http://www.otempocorrecontra.com.br/

Relacionados para Bragantino x Palmeiras

Nesta manhã, Gilson Kleina comandou o ultimo treino do Verdão antes da partida contra o Bragantino, pela 31° rodada do campeonato.

Foto: Marcelo Hazan - Globoesporte.com


Com o capitão Henrique de volta à equipe, após defender a seleção Brasileira nos amistosos, o treino teve o tradicional recreativo com direito a gols de bicicleta de Valdívia e Serginho. Em seguida, o treinador separou a provável equipe titular e ensaiaram jogadas e bolas aéreas.

Valdívia, mesmo tendo participado do treino, foi vetado pelo departamento medico. Ele sofreu uma pancada no jogo da Seleção Chilena e precisa de tratamento, deve voltar a atuar no jogos da reta final. Vilson, Mendieta, Tiago Alves, Wendel e Juninho, que estão lesionados, completam a lista dos desfalques.

Charles, que havia ficado de fora na ultima partida cumprindo suspensão automática, e Marcio Araujo, já recuperado das dores na coxa, estão de volta a lista dos relacionados. 

Sendo assim, o provável time que deve ir a campo, novamente no 4-3-3, é: Prass; Luis Felipe, Henrique, André Luiz e Marcelo Oliveira; Márcio Araújo, Wesley e Felipe Menezes; Vinicius, Leandro e Alan Kardec.

Confira a lista completa:

Goleiros: Fernando Prass e Bruno
Laterais: Luis Felipe e Marcelo Oliveira
Zagueiros: Henrique e André Luiz
Volantes: Márcio Araújo, Charles, Wesley, Eguren e Léo Gago
Meias: Felipe Menezes, Serginho, Rondinelly e Fernandinho
Atacantes: Alan Kardec, Leandro, Vinicius, Ananias e Caio

Kleina pediu o apoio e compreensão da torcida nessa reta final: “Tivemos dificuldades e espero que o torcedor nos apoie mais uma vez. Agora, faltando oito rodadas, é importante que a gente jogue junto (time e torcida). Sabemos que é importante pontuar, ainda mais neste momento. Não existe equipes que não oscilam, todos correm por seus objetivos e todos devem entrar fortes”.

Aos torcedores que irão ao jogo, o único ponto de venda dos ingressos é o estádio Nabizão e a bilheteria funciona das 10hs às 16hs. O preço da arquibancada é de R$ 50 e a arquibancada coberta custa R$ 100 para torcedores. Para todos os bilhetes, está disponível a meia-entrada.

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Forza, Palestra!

O potencial de Henrique

A bola está com o nosso capitão.
Foto: Getty Images/Helio Suenaga/STR

Com a proximidade da reta final do inferno da série B, é impossível ficar alheio em relação aos nomes que formarão a espinha dorsal para o centenário. O zagueiro Henrique é um desses nomes.

Impossível também ignorarmos a  vasta história de Henrique dentro do Palmeiras. Em sua primeira passagem, formou com Gustavo a melhor dupla de zaga da década passada e foi fundamental para a ótima conquista do Paulista de 2008, sendo intransponível nos jogos finais. A sua saída para o Barcelona, com o Brasileiro-08 em andamento, foi muito sentida e suas reposições (Gladstone e Jeci) nos custaram muitos pontos na briga pelo título daquele ano. Não para menos, em toda janela de transferência entre 2008 e 2011, Henrique aparecia na “lista de desejos” da torcida. A primeira impressão deixada foi realmente boa.

Em junho de 2011, após a saída de Danilo e depois de rodar por alguns clubes de expressão da Europa, Henrique finalmente voltou para o Palmeiras. Infelizmente ele desembarcou no Palmeiras em um período de turbulência (causado por J30) e apesar de um bom início e do rápido entrosamento com Thiago Heleno, decaiu com todo o time no pavoroso segundo turno do Brasileiro-11, chegando a ser preterido por Felipão em algumas partidas. Mesmo assim tinha crédito e entrou a temporada de 2012 com moral e assumindo sua parte para ser um dos líderes técnicos da temporada que se avizinhava. 

Como zagueiro ia bem, mas seu melhor momento nessa segunda passagem foi justamente quando foi deslocado para a posição de primeiro volante na reta final da Copa do Brasil de 2012. O time ganhou liga, a zaga não ficou desguarnecida como costuma ficar com o inapto do Marcio Araújo e ainda ganhou certa qualidade na saída de bola. Essa solidez foi fundamental na conquista da Copa do Brasil e o prestígio do Henrique – que jogou a final com 39º de febre – foi para os céus. 

Infelizmente, como uma andorinha só não faz verão, Henrique sozinho não foi capaz de liderar a reação do Palmeiras no Brasileiro. Em meio a tantos jogadores que envergonhavam a camisa, ele ainda era um dos únicos que mantinham a qualidade, mas isso se mostrou insuficiente no final do campeonato. Após a queda de Felipão e a chegada de Gilson Kleina, Henrique inexplicavelmente foi recuado para de volta para a zaga e Marcio Araújo recuperou a posição. A reinvenção que funcionou perfeitamente estava desfeita. 

Após a hecatombe de 2012 e com as 20 dispensas ao final da temporada, Henrique foi mantido de zagueiro em 2013 pelo absurdo motivo de falta de opções – as outras escolhas possíveis eram Mauricio Ramos e Luiz Gustavo – e era uma das esperanças de uma nova formação de espinha dorsal para o restante desse ano, tal como todos esperavam que fosse um dos líderes que iria levantar um time combalido.

E Henrique novamente começou bem a temporada, assumiu a braçadeira de capitão e era um dos poucos que se salvavam em meio ao desempenho desanimador do início do ano. A inversão com Vilson como primeiro volante no jogo contra o Sporting Cristal e gambás foi realmente interessante e misteriosamente não foi mantida na sequência dos jogos no primeiro semestre. Só a mente brilhante de Gilson Kleina pode explicar o porquê de desfazer o que vinha dando certo.

Porém, na sequência do semestre, Henrique caiu de produção. Seja porque havia (e ainda há) uma cratera tática na intermediária, ou seja pelas próprias falhas individuais, sendo que a mais gritante foi no jogo da volta contra o Tijuana - Bruno implodiu o time, mas em menor escala, Henrique foi responsável dando o presente para o segundo gol, sepultando de vez qualquer chance de reação do Palmeiras. 

Na própria série B, em muitos jogos mostrou um desempenho abaixo do que sabemos que ele pode fazer e já mostrou, mas isso em nada abalou seu prestígio com o General Felipão, que comandando a CBF levou o Henrique para os últimos jogos, justamente sabendo das principais características que fizeram o zagueiro ser considerado um líder aqui no Palmeiras. 

Por ocasião da eliminação da Copa do Brasil, confesso que minha paciência com o Henrique tinha acabado e eu não lamentaria nem um pouco se ele fosse negociado. Mas passada a irritação da queda e analisando friamente, trata-se de um atleta no auge da forma física, possui relativa liderança sobre o elenco, tem crédito com a torcida e esteve nas duas únicas conquistas do Palmeiras nos últimos anos sendo importante em ambas. 

A própria chance de Henrique disputar uma Copa é um ponto positivo, pois dá um ânimo a mais para o nosso camisa 3 desempenhar o melhor que pode em cada jogo, sobretudo na temporada que está chegando, sem contar o respeito que isso impõe aos adversários. De negativo, pesa o fato dele não ser o cara que motiva o time para uma reação, mesmo sendo um líder técnico e moral. As falhas recentes também geram certa desconfiança, algumas foram gritantes e outras inevitáveis, fruto do esquema tétrico montado pelo Kleina.

Com um time base mais qualificado, um esquema tático mais sólido e um elenco reforçado, fica a esperança de que Henrique volte a desempenhar o futebol que mostrou em até 2012 e em partes dessa temporada, aliando excelente senso de posicionamento com raça. Mesmo com a provável ascensão de Eguren, a volta dele para a intermediária, posição onde rendeu seu melhor futebol, também não deve ser descartada, pois sabemos que funciona e pode ser útil em caso de necessidade.

Os números pelo Palmeiras também o ajudam: 152 jogos e 14 gols. Números que impõem respeito e que o credenciam a posição de ser um dos líderes do elenco.

Dito tudo isso, que Henrique entenda sua posição dentro do Palmeiras e sua importância para o time-base do centenário. Ele tem potencial de sobra para melhorar sua história no Palmeiras e se consolidar como ídolo. Depende dele, tem nosso apoio. 

Uma noite sem futebol

Sem jogar absolutamente nada, o Palmeiras foi derrotado pelo Icasa de Tadeu, Chapinha, Neilson, Elanardo, Leyrielton e Juninho Potiguar, em Juazeiro do Norte. Com os resultados da rodada, o acesso ficou ainda mais próximo. Como? Simples, a diferença para o 5º colocado (que hoje é o próprio Icasa) continuou em 18 pontos, mas agora falta uma rodada a menos. São oito rodadas para terminar o martírio. Como já falamos aqui no último pós-jogo, com 65 pontos o acesso está garantido, estamos na série A em 2014. O pior que pode acontecer nessas últimas rodadas é perdermos o título. Senão, vejamos: a Chapecoense está 8 pontos atrás do Palmeiras, com um jogo a menos, que pode baixar essa diferença para 5 pontos. Se nas próximas 7 rodadas eles fizerem 3 pontos a mais do que nós, poderemos chegar ao confronto derradeiro, na Arena Condá, com 2 pontos de vantagem, e uma derrota nos tiraria o título. No entanto, repetimos: isso é o que de pior pode acontecer. O acesso não está ameaçado. 

Seria bom falar sobre o jogo, sobre futebol. Mas simplesmente não houve futebol. Nosso honorável treinador, mais uma vez, mandou o time a campo naquele 4-3-3 que não funciona, todo mundo sabe que não funciona, e já explicamos aqui o motivo de não funcionar. A única justificativa possível é a velha e conhecida teimosia que acomete 100% dos técnicos de futebol do mundo. Já que todo mundo sabe e diz que não funciona, ele quer fazer funcionar pra mostrar que estava certo. 

Tínhamos desfalques, ok. Henrique, Vilson, Tiago Alves, Egúren, Márcio Araújo (?), Valdivia, Charles, Mendieta... Mas não justifica a adoção desse esquema fadado ao fracasso, já que havia opções para Kleina montar um 4-4-2 mais eficiente, com Wesley como segundo volante, Léo Gago de 1º volante, e dois entre Felipe Menezes, Ronny e Serginho na armação. Mas não dá pra entender um time com Leandro, Alan Kardec e Ananias, e um meio-campo com dois volantes canhotos e um meia que na verdade é segundo volante. Qual a lógica disso? E, mesmo se fosse pra entrar com 3 atacantes, por que Ananias e não Vinicius? Nós não te entendemos, Gilson! Até tentamos, mas não conseguimos...

Outro detalhe: devido aos desfalques, a única opção para atuar de primeiro volante era Léo Gago. Isto posto, quem poderia ser o segundo volante? Qualquer um, menos o Marcelo Oliveira, claro. Por quatro motivos: 1) Wesley joga nessa posição com muito mais qualidade que MO; 2) Léo Gago é canhoto e o time ficaria torto com dois volantes canhotos; 3) Marcelo Oliveira vinha rendendo bem quando atuava como lateral ou zagueiro; e 4) a escalação de MO no meio obrigaria a formação da mesma zaga do desastre de Mirassol. Então, é óbvio que o segundo volante poderia ser qualquer um, menos o Marcelo Oliveira. E quem foi escalado nessa posição? Pois é...

E aos 30 minutos de jogo, numa cobrança de lateral pela esquerda do ataque do Icasa, a bola sobrou para ser disputada na corrida por Marcos Vinicius e Juninho Potiguar. Nosso jovem zagueiro ganhou na corrida, tomou a frente de Potiguar, e poderia botar a bola pra fora, mas viu Marcelo Oliveira correndo desembestado em direção à bola (no intervalo, MO disse em entrevista que "não sabia se o Marquinhos ia conseguir chegar na bola e por isso foi fazer a cobertura"). Vendo a chegada voluntariosa do companheiro, Marcos Vinicius tentou proteger, mas acabou ficando muito próximo à bola. Quanto Marcelo Oliveira tentou dar o chutão, acabou acertando Marcos Vinicius, que não teve espaço pra sair da frente. Uma lambança homérica. A bola sobrou para Juninho Potiguar, que driblou Fernando Prass e fez o gol, um gol que não se pode tomar. Culpa da falta de categoria dos dois envolvidos, e culpa também da falta de noção de Gilson Kleina, já que: 1) está virando rotina tomarmos gols a partir de cobrança de lateral; 2) Marcelo Oliveira estava escalado em posição errada; e 3) Marcos Vinicius não deveria estar em campo. 

Com o gol, o Palmeiras quase chegou a acordar, e ensaiou uma pressão depois dos 40 minutos, inclusive marcando o gol de empate, bem anulado pela arbitragem. Mas serviu para mostrar que, mesmo com tantos desfalques e com o time desentrosado, era possível buscar a virada. 

No intervalo, Gilson Kleina tirou Marcos Vinicius, praticamente decretando o fim da carreira do menino. Um absurdo. Marcelo Oliveira foi para a zaga, Wesley foi para segundo volante, e Felipe Menezes entrou na armação. Quase o time correto, a não ser pelo fato de que os três atacantes continuavam lá, sem fazer nada, porque a bola não chega. Leandro mal foi visto em campo. Ananias até participou mais, mas errou todos os lances. Alan Kardec poderia nem ter ido a Juazeiro. E nos primeiros minutos da segunda etapa, o time do Icasa sentiu a mudança. A marcação não funcionava mais, o Palmeiras pressionava, mas estava claro que o momento teria que ser aproveitado. O empate tinha que sair rápido, antes que o treinador do Icasa fizesse uma substituição para corrigir o problema, e aí o jogo estaria perdido. Não estamos afirmando isso somente agora, como profetas do passado. Alertamos logo no início do segundo tempo, em nosso Twitter (@palestraemcampo). Dito e feito, o empate não saiu logo, o treinador do Icasa fez uma alteração para corrigir a marcação, e novamente o Palmeiras morreu em campo. Aos 25, Vinicius entrou no lugar de Ananias. Depois, ainda veio a substituição que todo palmeirense esperava, aquela que com certeza mudaria o rumo do jogo: Leandro saiu para a entrada de nossa super arma secreta, CAIO!!!! Caio. Caio. Caio. Caio. E não tivemos mais nenhuma chance, não pressionamos, não chutamos a gol, não demos trabalho. Aos 46, Juninho matou uma bola de canela, entregando-a ao adversário. Ainda conseguiu alcançá-lo na meia-lua, fez a falta e foi expulso. Um final melancólico para um jogo deprimente. 

Sábado, o jogo é contra o Bragantino, no Marcelo Stéfani. Vamos aguardar mais um 4-3-3 de Kleina. É isso que teremos que ver por mais oito jogos. Nada contra o 4-3-3 em si, mas é um esquema que necessita de jogadores com determindadas características, precisa ser treinado, precisa ser estruturado, enfim, já abordamos tudo isso aqui neste blog. Ficam as provas de que o elenco precisa ser reforçado e que precisamos de um treinador. Kleina já mostrou que não tem envergadura para o Palmeiras. Pode vir a ser um dos bons no futuro, mas ainda precisa de muita cancha pra chegar lá. Para o Palmeiras, hoje, simplesmente não serve. E fica a minha vontade (e isto eu falo pessoalmente, sem saber a opinião dos demais membros da equipe do blog) de que o Icasa, atualmente em 5º lugar, consiga o acesso à série A. Primeiro, porque seria interessante ver esse time na elite. E segundo, para que o Palmeiras possa voltar a Juazeiro do Norte em 2014, e apagar a péssima impressão deixada nesta terça-feira. A apaixonada torcida daquela região merece isso, por ter recebido tão bem o time. 

Atuações: as notas hoje foram dadas por Ariane (A), Mark (M), Mari (Ma) e Thiago (T). Para nós, o melhor foi novamente Fernando Prass, o cara que sempre se salva, mesmo nos piores jogos. Menção honrosa para o único jogador de linha a conseguir média superior a 5, o Léo Gago. Voltando de um longo afastamento, primeiro jogo como titular, mostrou vontade, comprometimento e um pouco de futebol. Parabéns. O pior, claro, Gilson Kleina. Entre os jogadores, Juninho. Desnecessário comentar. 


Fernando Prass 6,75
A 7
M 7
Ma 7
T 6

Luiz Felipe 1,25
A 2
M ZERO
Ma 1
T 2

André Luiz 2
A 3
M 1
Ma 1
T 3

Marcos Vinicius 2,63
A 5
M 2
Ma 2
T 1,5

Juninho 0,5
A 2
M ZERO
Ma ZERO
T ZERO

Léo Gago 5,38
A 6
M 5
Ma 4
T 6,5

Marcelo Oliveira 0,75
A 1
M ZERO
Ma ZERO
T 2

Wesley 3
A 5
M 3
Ma 3
T 1

Leandro 2,75
A 5
M 2
Ma 1
T 3

Alan Kardec 4,13
A 5
M 5
Ma 4
T 2,5

Ananias 1,13
A 3
M ZERO
Ma 1
T 0,5

Felipe Menezes 2,88
A 3
M 2
Ma 2
T 4,5

Vinicius 3,38
A 4
M 3
Ma 3
T 3,5

Caio sn
A sn
M sn
Ma sn
T sn

#ForaKleina ZERO
A ZERO
M ZERO E FORA!
Ma ZERO
T ZERO




















Sabe bem o que vem pela frente: Icasa

Cerca de mil torcedores acompanharam na tarde de ontem o ultimo treino do Verdão antes da partida de hoje. O treino foi focado em trabalho especifico de bola aérea com zagueiros e laterais, enquanto o restante da equipe praticou finalizações e algumas cobranças de falta e pênalti.

Nosso principal obstáculo na partida de hoje é o grande numero de desfalques. Ao todo são 9 jogadores que estão de fora. Com isso, Kleina vai precisar fazer algumas alterações na equipe, mas não confirmou qual será o time titular. Léo Gago deve ganhar espaço na equipe e Marcelo Oliveira certamente atuará improvisado na zaga, Thiago Martins é quem disputa a vaga com ele. Wesley retorna ao time após cumprir suspensão, ele fez muita falta na ultima partida. Acredito que Kleina deva entrar em campo no 4-3-3, com Felipe Menezes armando as jogodas. 

No lado do Icasa, o técnico Sidney Moraes comemora o retorno da dupla de ataque ao time titular. Juninho Potiguar e Tadeu estavam de fora cumprindo suspensão automática. Os dois são a principal arma da equipe para a partida dessa noite, juntos são responsáveis por 19 dos 41 gols na competição. Icasa luta por uma vaga no G4, esta em 7° na tabela com 44 pontos. 

FICHA TÉCNICA 
Local: Estádio Mauro Sampaio (Romeirão), em Juazeiro do Norte (CE) 
Data: 15 de outubro de 2013, terça-feira 
Horário: 21h50 (de Brasília) 
Árbitro: Pablo dos Santos Alves (ES) 
Assistentes: Flavio Gomes Barroca (RN) e Luis Carlos Câmara Bezerra (RN)
ICASA: João Ricardo; Neilson, Naylhor, Preto Costa e Teles; Luiz Otávio, Gilmak, Roberto e Chapinha; Juninho Potiguar e Tadeu 
Técnico: Sidney Moraes
PALMEIRAS: A provavel escalação -  Fernando Prass; Luis Felipe, André Luiz, Marcelo Oliveira e Juninho; Léo Gago, Wesley e Felipe Menezes; Leandro, Alan Kardec e Ananias; 
Pendurados: Alan Kardec, Eguren e Leandro.

A partida de hoje será a segunda entre os dois clubes em toda história, a primeira foi no primeiro turno quando vencemos por 4 a 0.

Forza, Palestra!!

Relacionados para Icasa x Palmeiras

Com o retorno de Wesley à equipe e novidade na lista de relacionados, Palmeiras viajou ontem para Juazeiro do Norte, onde enfrentará o Icasa nesta terça, pela 30° rodada da série B.

Com uma grande lista de desfalques, Kleina relacionou pela primeira vez Thiago Martins e também Renatinho, ambos atletas da base.

Vilson, que esta com tendinite no joelho esquerdo, foi vetado para partida e aumentou a lista dos jogadores que ficarão de fora: Marcio Araújo, Mendieta (que deve ficar fora até o fim da temporada), Tiago Alves, Wendel e agora Vilson, são os lesionados; Henrique, Eguren e Valdivia continuam com suas seleções e Charles cumpre suspensão pelo acumulo de cartões.

As opções para a zaga são: André Luiz, Marcos Vinícius e Thiago Martins, mas é provável que Marcelo Oliveira atue novamente improvisado no setor. Em Crato (cidade vizinha a Juazeiro), Kleina faz nessa tarde de segunda o ultimo treino antes do duelo contra o Icasa, definindo o time para a partida

Confira a lista completa:
Goleiros: Fernando Prass e Fábio
Laterais: Luis Felipe, Juninho e Fernandinho
Zagueiros: André Luiz, Marcos Vinícius e Thiago Martins
Volantes: Wesley, Léo Gago, Marcelo Oliveira e Renatinho
Meias: Ronny, Felipe Menezes e Serginho
Atacantes: Alan Kardec, Leandro, Ananias, Vinicius e Caio

Os ingressos para a partida já estão esgotados, ao todo foram colocados 10 mil à venda.


Forza, Palestra!

A reta final da outra Série B e a comunhão com a torcida.

No último jogo do Palmeiras, em Londrina, o Palmeiras assegurou mais três pontos nesse campeonato infinito e está a duas rodadas de garantir a volta pelas vias matemáticas. A proximidade da volta iminente me fez traçar paralelos com a nossa primeira vez que disputamos esse campeonato – que todos concordamos que não deveria existir essa segunda vez. Nesse texto, a abrangência é sobre minha lembrança da reta final e o jogo símbolo de nossa ascensão: Palmeiras 2 x 0 Marília, no Palestra Itália.

Depois de um começo de campeonato claudicante, o Palmeiras encaixou um time base compacto e surgiram diversas revelações da base durante a fase de classificação, tendo Vagner Love como o símbolo da safra promissora. A sinergia entre time e torcida foi sendo construída jogo a jogo, mas a comunhão ficou realmente evidente na disputa dos quadrangulares, embora o Palestra também se mantivesse com casa cheia em quase todo campeonato.

Simultaneamente, a primeira divisão estava em andamento. Era o primeiro ano do infame sistema de pontos corridos e a graça do certame tinha acabado com muita antecedência, já que todos sabiam que o Cruzeiro seria o campeão com sobras. Como nenhum rival paulista ameaçava a liderança do Cruzeiro (o Santos era vice, mas não ameaçava de fato) ou disputava alguma coisa que merecesse atenção, todos os holofotes se viraram para o Palmeiras, que mesmo sem apoio midiático e disputando um torneio inferior, era o time do momento. Entre os meses de setembro e novembro, era possível ver várias pessoas vestindo a camisa do Palmeiras pelas ruas de São Paulo e do resto do Brasil. 

A reta de chegada do campeonato de 2003 foi bem diferente da disputa atual.  O regulamento era diferente e tinham os quadrangulares. Primeiro, havia dois quadrangulares nos quais os dois melhores de cada grupo se classificavam para o quadrangular final após jogos de ida e volta. Na fase derradeira era igual: jogos de ida e volta e dois subiriam para a primeira divisão. Nesse modelo, as chances de um desastre acontecer eram bem maiores, mas serviu para manter a torcida ligada e em harmonia com o time em todos os momentos. 

Os times que disputavam também eram bem mais ameaçadores do que o campeonato atual. Botafogo, Sport, Marília, Santa Cruz, Portuguesa, Náutico, Remo e outros, deram trabalho, diferente do torneio atual no qual o Palmeiras não se esforça muito para conquistar os 3 pontos. 

O primeiro quadrangular foi relativamente tranquilo, o único tropeço foi a derrota para o Sport em pleno Palestra Itália lotado. De resto, cinco vitórias que nos prepararam para os seis jogos derradeiros. Seis finais, por assim dizer.

O Botafogo, adversário mais tradicional, foi o primeiro. Empate por 1 x 1 no Caio Martins. Todos continuaram iguais para a segunda rodada, na qual o Palestra Itália pulsou no único jogo de quarta-feira que tivemos no campeonato, contra o Sport (1 x 0). Após assumirmos a dianteira da reta final, era hora de fazer a camisa pesar contra o minúsculo (mas bem composto) Marília. E fizemos, com um 2 x 0 bem apertado, em uma noite que o destaque foi São Marcos. 

Mas foi o jogo seguinte que me emocionou de verdade: um novo Palmeiras 2 x 0 Marília. De todos os jogos que fui durante a campanha (fiquei fora de apenas 3), foi nesse em especial que vi a sintonia perfeita entre time e torcida. Se no início daquele ano eu tinha dúvidas sobre como seria o apoio na arquibancada, ali todos os questionamentos foram dissipados. 

A ansiedade pré-jogo também era grande. Desde o momento que meu pai chegou com os ingressos com a cara do Adãozinho impressa, até a caminhada para o Palestra em pleno sábado à noite, eu sentia que era um dia especial, que nos lembraríamos desse dia por muito tempo. 

Antes mesmo das 21h50, não era possível ver uma lacuna disponível no Palestra. Os quase 29 mil pagantes não apenas chegaram cedo, mas fizeram uma festa memorável, com bandeiras, fumaças, bexigas e as faixas que compõem a bandeira italiana. O Palestra Itália era um verdadeiro caldeirão e a arquibancada tremia. 

Tanta palestrinidade exalada intimidou os visitantes, que entraram em campo todos borrados – afinal, era apenas o minúsculo Marília – e logo aos 2 minutos, Baiano abriu a contagem. A festa, que já estava forte, se intensificou. 

O Marília até tentou reagir, mas Lucio (o 4º melhor lateral do mundo, segundo ele próprio) acertou um chute do meio da rua sem a menor possibilidade de defesa para o goleiro visitante. O jogo acabou ali e a festa predominou até o final daquela noite. Em determinado momento, chegamos a gritar “é campeão” naquela noite (obviamente não consideramos um “título”, mas...), abraçávamos diversos desconhecidos e o clima de harmonia ditava o ritmo. Ainda estávamos a um ponto da classificação matemática, mas o verdadeiro jogo do acesso foi esse. Eu senti que tinha cumprido a minha promessa feita no momento da primeira queda, que era me manter próximo do time em todas as dificuldades. O ano de 2003 forjou muito de meu caráter enquanto torcedor, logo, meu choro ao final da partida contra o Marília foi simbólico, como se eu tivesse lavado a alma e selado minha lealdade com o Palmeiras para sempre.

Foi uma noite realmente épica e ali eu tive a certeza que estávamos de volta de uma vez por todas ao lugar do qual jamais deveríamos ter saído, a humilhação e a galhofa alheia dava lugar ao eterno respeito que o alviverde imponente transpõe. 

Os dois jogos seguintes apenas consolidaram a ascensão de modo definitivo e matérias sobre a subida heroica do Palmeiras pipocavam a todo instante na imprensa. Em menor escala, também dava para destacar algumas figuras como o Hulk da arquibancada, o hino feito na guitarra por Marcos Kleine e as milhares de faixas baseadas na música “Tô Nem Aí” da Luka (música que odiava) cujos escritos eram “tô nem ai, eu subí”.

Infelizmente, novos desastres ocorreram nesses 10 anos e voltamos para essa disputa, na qual a tolerância da torcida ficou bem menor – com toda razão, diga-se de passagem. A vontade dos jogadores também é muito menor do que em 2003, afinal, a espinha dorsal atual possuí mais técnica, mas não demonstra aquela fome de vencer que atletas bem mais limitados possuíam. A disparidade técnica entre os oponentes é mais gritante e até por isso, estamos subindo sem percalços ou medo. 

Foram duas experiências distintas, a primeira serviu para unir a torcida em prol de um objetivo único e ter a certeza que seriamos fortes para sempre e a segunda foi (está sendo) um castigo interminável. Que nunca mais disputemos esse campeonato.

Um dos espólios de guerra.

Nada mais que o necessário

O título deste post resume o que o Palmeiras fez nesta noite de sexta-feira em Londrina. Não agradou, não encantou, não goleou, não deu olé. Mas termina as duas partidas de punição com seis pontos na sacola. É isso que importa. 

Sem poder contar com Wesley e Valdivia, os dois pilares do meio-campo, Kleina mandou pro jogo o time num 4-3-3, com Mendieta como único responsável pela armação, e Leandro e Ananias abertos no ataque. Estava na cara que não daria certo. A possibilidade disso funcionar seria se Leandro estivesse numa noite inspirada e voltasse para buscar jogo no meio. Mas ele foi taticamente obediente, e o time não rendeu. 

Ao contrário do que se esperava, o Guaramericanatinguetá não ficou recuado. Precisando da vitória, e cientes de nossos desfalques, eles vieram com 5 jogadores no meio e ganharam com certa facilidade a disputa com nossos 3. Mas não conseguiam concluir as jogadas. Vilson estava seguro na defesa, André Luiz não deu os sustos habituais, Leandro e Ananias acompanhavam os laterais, e as jogadas do Guaramericanatinguetá não saíam. De nosso lado, Mendieta voltou a ser pouco participativo, Alan Kardec não recebeu uma bola, e Luiz Felipe queria fazer gol de qualquer lugar. E o primeiro tempo foi todo das bolas paradas. 

O time do Interior teve duas chances nessas bolas paradas: na primeira, Fernando Prass fez excelente defesa em uma cabeçada à queima-roupa. Na segunda, com Prass vencido, Márcio Araújo salvou em cima da linha. De nosso lado, também em uma cobrança de falta, Alan Kardec bateu na barreira, na sobra Mendieta emendou de sem-pulo, o goleiro Saulo espalmou para a trave e Leandro fez o gol no rebote, mas estava impedido e o gol foi invalidado. Em outra falta, pela esquerda, no último lance do primeiro tempo, Juninho levantou no segundo pau. André Luiz escorou pra dentro da pequena área e Vilson entrou pelo outro lado pra completar. Foi o centésimo gol do Palmeiras na temporada, o sexto de Vilson, um dos jogadores mais regulares do time. 

O panorama do jogo não sofreu nenhuma alteração na segunda etapa. O Palmeiras continuava tentando em chutes de fora da área de Luis Felipe e Charles, sem sucesso. Mas pelo menos não fomos mais ameaçados na defesa. Kleina só pôde fazer uma alteração, entrando Vinicius no lugar de Leandro. Logo que entrou, Vinicius finalizou duas vezes de fora, mas sem perigo. As outras duas alterações foram forçadas. Pela Primeira vez em quatro temporadas no Palmeiras, Márcio Araújo sentiu uma contusão muscular e deu lugar a Léo Gago. Pouco depois, Mendieta sentiu dores no joelho e foi substituído por Felipe Menezes. No final, ainda tivemos dias chances com Alan Kardec. Na primeira, Vinicius fez excelente cruzamento da esquerda, Kardec venceu o zagueiro na disputa pelo alto, mas a cabeçada foi pra fora por pouco. Na segunda, já aos 47, uma ótima troca de passes pela esquerda, entre Vinicius, Ananias e Felipe Menezes, envolveu a defesa adversária e a bola chegou a Alan Kardec dentro da área, com espaço para ajeitar o corpo, escolher o canto e bater. Mas o chute foi muito alto, e a vitória acabou sendo pela contagem mínima. 

Continuamos com aquela dúvida: será que só o Kleina não vê os problemas do time? Será que só ele não percebe que, para jogar no 4-3-3, precisamos de um primeiro volante que realmente dê proteção à zaga (não pode ser Márcio Araújo)? Será que só ele não percebe que, pra jogar no 4-3-3, precisamos de um segundo volante que tenha a capacidade de marcar e fazer a saída de jogo com qualidade? E que esse segundo volante veste a camisa 11 e não pôde jogar? Com o atual elenco do Palmeiras, só podemos jogar no 4-3-3 se for com Eguren, Wesley e Valdivia no meio. Valdivia ficaria liberado da função de marcar (isso sim Kleina percebe, e Valdivia nunca volta muito) e os dois atacantes de lado cumprem essa função. Mas o time até agora só teve bom rendimento no 4-4-2 clássico. O 4-3-3 não tem funcionado, mas o treinador insiste. Possivelmente está querendo provar que não é retranqueiro, que é corajoso, e com isso tenta cavar uma renovação no fim do ano. 

Mas o importante é que falta cada vez menos. Temos, neste momento, 20 pontos de vantagem para o 5º colocado, vantagem que ainda pode cair a 17 até o fim da rodada. Iremos a Juazeiro do Norte enfrentar o Icasa sem Henrique, Eguren, Valdivia e Charles. Não sabemos as condições físicas de Mendieta e Márcio Araújo. É possível que Léo Gago ganhe uma chance como titular. Faltam nove jogos, 29 já foram. A maior possibilidade é de que já estejamos na série A. Dificilmente alguém ficará de fora com 65 pontos. Mesmo se o Palmeiras perder os 9 jogos restantes, vai subir. Mas a confirmação matemática é necessária. Falta pouco para termos a confirmação de que 2012 finalmente terminou. E esperamos que, em 2014, possamos comemorar o fim de 2009. 

Atuações: hoje com a equipe completa, Ariane (A), Juliane (J), Mark (M), Mari (Ma) e Thiago (T). Para nós, o melhor foi Vilson, e o pior foi Juninho. As coisas mudam muito pouco no Palmeiras...

Fernando Prass 7,2
A 7
J 7
M 8
Ma 7
T 7

Luiz Felipe 4,4
A 5
J 3
M 4
Ma 4
T 6

Vilson 7,5
A 7
J 8
M 8
Ma 7
T 7,5

André Luiz 5,2
A 5
J 4
M 7
Ma 5
T 5

Juninho 3,7
A 4
J 4
M 3
Ma 3
T 4,5

Márcio Araújo 5
A 4,5
J 5
M 4
Ma 5
T 6,5

Charles 6,5
A 7
J 6
M 6,5
Ma 6
T 7

Mendieta 5,5
A 6
J 6,5
M 6
Ma 6
T 3

Leandro 5,2
A 6
J 5
M 6
Ma 5
T 4

Alan Kardec 6,1
A 6
J 6
M 6,5
Ma 6
T 6

Ananias 4,3
A 5
J 4
M 4
Ma 4
T 4,5

Vinicius 4,63
A sn
J 4
M 5
Ma 3
T 6,5

Léo Gago 4,4
A 4
J 4
M 5
Ma 4
T 5

Felipe Menezes 4
A 4
J 4
M 4
Ma 4
T sn

Gilson Kleina 4,9
A 7
J 5
M 4
Ma 6
T 2,5