Sabe bem o que vem pela frente: Santinhos

O Palmeiras enfrenta o Santinhos, neste domingo, no estádio Urbano Caldeira, em partida válida pela última rodada da fase de classificação do Paulistão/14. Um empate já serve para garantir ao Verdão a melhor campanha desta fase. Coincidentemente, a tabela deixou para a última rodada o confronto entre os dois melhores do campeonato. 

Para este semi-clássico, Gilson Kleina relacionou, como de costume, dezenove atletas:

Goleiros - Bruno e Fábio
Laterais - Juninho e William Matheus
Zagueiros - Lucio e Tiago Alves
Volantes - Eguren, Marcelo Oiveira e Bruninho
Meias - Valdivia, Bruno César, Patrick Vieira, Mendieta, Serginho, Mazinho e Felipe Menezes
Atacantes - Leandro, Alan Kardec e Vinicius

Fernando Prass foi liberado para resolver problemas particulares, Wendel e Wellington foram poupados por estarem pendurados com dois cartões amarelos. Também pendurado, Mendieta não deve ser titular. Diogo e Wesley, em fase final de recuperação de lesões, também ficam de fora. França, que seria titular, sentiu dores na panturrilha e foi cortado. Bruno Oliveira, que poderia ser titular pela segunda vez no ano, sentiu dores musculares e perdeu a chance. Bruninho deve ser improvisado na lateral. 

O time titular, então deve ser formado por Bruno, Bruninho, Lucio, Tiago Alves e Juninho; Eguren, Marcelo Oliveira, Bruno César e Valdivia; Leandro e Alan Kardec. 

O Santinhos faz mistério para o semi-clássico. Seu técnico, Oixxxxxwaldo de Oliveira, treinou com os reservas na quinta-feira, em atividade aberta à imprensa, mas na sexta fez treino fechado. Tudo indica, então, que deve ter treinado com a força máxima, ou quase. Arouca foi vetado, o que é um desfalque importante para eles. Apesar de todo o mistério, o time deve ser mais ou menos este: Aranha, Cicinho, Neto, Jubal e Mena; Alison (Alan Santos), Cícero e Jeuvanio; Gabriel, Leandro Damião e Thiago Ribeiro. 

Esta formação dos pequenos da Baixada pode ser perigosa para eles, pois apenas um volante de contenção dificilmente conseguirá conter a movimentação de Valdivia, Bruno César e Leandro. Além do mais, a zaga é fraca, principalmente Jubal. O lateral-direito Cicinho também tem sérias dificuldades defensivas. Por outro lado, o poderio ofensivo nesta formação é muito grande, e deve gerar muita preocupação para o Palmeiras. Bruninho e Juninho devem evitar o apoio constante ao ataque, pois Gabriel e Thiago Ribeiro jogarão nas costas deles e são muito rápidos. O retorno de Marcelo Oliveira ao meio-campo nos dá uma maior segurança. Se as duas escalações realmente forem essas, o Palmeiras tem todas as condições de voltar com mais três pontos na bagagem. 



Palmeiras e Santinhos se enfrentaram 311 vezes desde 1916, quando foi disputado o primeiro prélio entre as duas equipes. O retrospecto é amplamente favorável ao Palmeiras: 133 vitórias e 95 derrotas, com 83 empates. Mesmo na Vila, o Palmeiras leva vantagem. Foram 98 jogos, com 43 vitórias, 38 derrotas e 17 empates. Em jogos de Campeonato Paulista na Vila Belmiro, em 62 confrontos, ganhamos 30, perdemos 25 e empatamos 7. Em toda a história do Paulistão, foram 178 jogos, com 88 vitórias, 50 derrotas e 40 empates. Os maiores artilheiros alviverdes da história do confronto são Heitor e Lima, com 11 gols cada. O último confronto foi na semifinal do Paulistão de 2013, empate em 1x1 com gols de Cícero e Kleber Pinheiro. Nos pênaltis, Kleber Pinheiro e Leandro erraram e o Palmeiras foi eliminado. Outra vantagem que temos é o fato de não haver atualmente nenhum ex-jogador do Palmeiras no elenco santista, o que afasta a velha zica de sempre levarmos gol  de nossos refugos. 

A expectativa é de um jogo aberto, com os dois times buscando a vitória, e arrisco dizer que não teremos menos do que três gols no prélio. E já no meio da semana, o bicho pega nas quartas-de-final. AVANTI!!!!

A hora da verdade

A fase de classificação do Paulista-14 chegou ao seu momento final. Após 11 vitórias, 2 empates e apenas uma derrota (em um jogo marcado por diversos desfalques e falhas individuais), entramos na última rodada com a melhor campanha da fase de classificação e teremos nosso terceiro teste de fogo no campeonato, contra o Santos, que possui a segunda melhor campanha e o melhor ataque da competição.

Especificamente falando, esse jogo contra o Santos define apenas o primeiro colocado geral na fase de classificação. Como estamos dois pontos à frente, temos a vantagem do empate, mas como teremos o time completo, queremos a vitória e um bom desempenho – mesmo não sendo garantia de nada na hora do mata-mata.

Mas o que importa mesmo são os jogos decisivos e durante a semana que está chegando (ainda sem data e horários definidos) teremos o primeiro duelo decisivo, contra Bragantino ou Rio Claro. E aqui a história começa a ganhar contornos completamente diferentes do que vimos até então, não é mais um jogo onde o técnico pode poupar energias para o jogo seguinte visando o próximo embate, onde em momentos do prélio o time era mais permissivo com o adversário – contra a Lusa foi assim, perdemos a chance de matar o jogo e o nome do jogo foi Fernando Prass. 

Apesar de termos mais de 13 pontos de vantagem para o segundo colocado do nosso grupo, isso acaba sendo completamente esquecido no mata-mata se o time não entrar com a intensidade e a seriedade que a partida exige. Jogaremos em casa nesse primeiro jogo (e também nas semifinais, caso concretizemos a vitória) e com o apoio da torcida, o que será um combustível a mais nessa caminhada rumo ao título. 

Como esse campeonato está com o calendário espremido, caso avancemos para as semifinais, essas se passarão já no próximo fim de semana e há a possibilidade de termos um choque-rei. Caso passemos (é obrigação passar de Bragantino ou Rio Claro, que isso fique cristalino) e venha o time do Jd. Leonor, tudo o que pedimos é que entrem com o mesmo espírito de guerra que entraram no jogo da fase de classificação e com uma dose extra de foco, já que estamos falando de jogos eliminatórios. Se vier o Botafogo-SP, que o time observe bem onde errou no jogo de classificação que nos custou a primeira (e até então única) derrota do ano e explore sem dó os pontos fracos do time de Ribeirão Preto.

Por fim, o provável finalista será o Santos. Embora queremos a vitória, o jogo de amanhã não pode ser considerado um parâmetro para os jogos derradeiros em caso de nos encontrarmos novamente. 

Gilson Kleina, essa é a hora da verdade, esse é o momento em que você deve começar a ganhar seus primeiros jogos eliminatórios pelo Palmeiras em quase 2 anos que você está por aqui. Deixaremos de lado o jeito ridículo que o time se portou em todas as outras decisões comandadas pelo senhor e focaremos no que virá pela frente a partir de agora. Essa é a hora em que separamos os meninos dos homens e os fracos dos fortes. Você tem 4 jogos para provar que é merecedor de estar na casamata alviverde e estamos torcendo para que você seja o grande comandante do primeiro título do novo século de nossas vidas.

A ansiedade para o primeiro jogo decisivo já é alta. Para se ter uma ideia, mesmo sem data e adversário definido, a torcida já vem comprando ingressos para a partida, demonstrando uma prova de amor ímpar – não lembro de nenhum precedente sobre compra de ingressos para jogos contra adversários que sequer conhecemos e sem saber dias e horários.

E que venham as primeiras decisões do centenário, seja lá quem for entrar em campo: honrem nossa camisa e nossa história. 

Avanti Palestra!

Está nas suas mãos, faça esse time voar nas decisões.
Foto: Reginaldo Castro/Gazetapress

#AjudeoLucas

Para ajudar o menino Lucas o site Somos Palmeiras está rifando uma Camisa do Centenário autografada e nós do Palestra em Campo apoiamos e iremos ajudar na divulgação:
As vendas estarão direcionadas no próximo domingo, 23 de março na Rua Caraíbas, 66, Pompéia, ou com os integrantes da Somos pelo e-mail, ou Twitter @somosSEP.
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#TodospeloLucas #ajudeoLucas

Vitória maiúscula, com raça e futebol

Para um público de quase 12 mil torcedores, o Palmeiras derrotou a Ponte Preta por 3-2 no Pacaembu nesta tarde de sábado, e se qualificou para decidir a primeira posição geral da primeira fase contra o Santos, na Vila Belmiro, no próximo domingo. Foi um jogo em que o Palmeiras teve duas fases ruins, nos primeiros 20 minutos e nos últimos 20, mas no restante do jogo ditou o ritmo, pressionou, mostrou como deve jogar o time grande contra o pequeno. Foram 31 finalizações no total, para se ter uma ideia do volume ofensivo do Palmeiras. 

(Foto: Marcos Bezerra / Futura Press globoesporte.com)


Mas o começo da partida não foi nada animador. Logo aos dois minutos, a Ponte chegou à linha de fundo pelo lado esquerdo. Magalhães cruzou, Juninho se posicionou mal e permitiu a cabeçada de Rossi. A bola bateu em Juninho e voltou para o mesmo Rossi abrir o placar. O Palmeiras tentou manter a calma e jogar com bola no chão, mas a Ponte continuava levando perigo, principalmente porque, no duelo Juninho x Rossi, o atacante da Ponte sempre levava vantagem. 

A primeira boa chance apareceu aos 15, com Bruno César recebendo passe de Valdivia e batendo cruzado, rente à trave. Aos poucos, Juninho foi acertando seu posicionamento e passou a levar vantagem nas disputas com Rossi, fazendo com que a Ponte perdesse sua referência ofensiva. A partir daí, o Palmeiras começou a rondar a área adversária, com muitas trocas de passes, aproximação entre Valdivia e Bruno César (que jogaram muito bem), mas a estratégia de Vadão prevalecia. As chances reais de gol só foram aparecer nos cinco minutos finais, e foram várias, uma atrás da outra. No entanto, a bola insistia em não entrar. 

Mesmo descendo para o intervalo em desvantagem no placar, a perspectiva para o segundo tempo era boa, dada a qualidade do futebol jogado no primeiro tempo. Ainda assim, logo no início a Ponte fez o segundo em boa troca de passes em cima de Wendel e Lucio, mas a bandeira, integrante da famigerada família Oliveira, marcou impedimento, acertadamente. Mas a reação alviverde foi rápida e em dose dupla. Falta sobre Bruno César no bico da área, o próprio Bruno César bateu fechado, Roberto espalmou e Eguren empatou no rebote. Logo em seguida, pênalti de Carleto, novamente em cima de Bruno César. Kardec bateu com categoria, virando o jogo. A salientar que os dois lances foram bem duvidosos, e Bruno César foi bem malandro, principalmente na jogada do pênalti. Minha opinião após rever várias vezes os lances é de que não aconteceu a falta do primeiro gol, mas o pênalti sim. 

Pouco depois, em um raro contra-ataque, bola cruzada na área e Wendel NÃO cometeu pênalti em Silvinho, mas o árbitro marcou. O mesmo Silvinho bateu forte, no meio do gol, 2-2. Imediatamente, Kleina sacou o cansado Bruno César e mandou a campo Patrick Vieira. O volume de jogo diminuiu com a substituição, e Kleina fez uma troca ousada, expondo o time a riscos: tirou França, que parecia não ter se recuperado bem após chocar a cabeça contra o gramado alguns minutos antes, e colocou em seu lugar Mendieta. Bem no momento em que a Ponte voltava a equilibrar as ações, Kleina deixou a marcação no meio-campo a cargo exclusivamente de Eguren, o que é uma temeridade. Mas parece que o uruguaio entendeu o recado e cresceu muito de produção após a saída de França. Passou a correr mais, acertou o posicionamento na cobertura e tomou conta de seu setor. Ao mesmo tempo, Valdivia voltou a ter a companhia de um segundo armador e só não fez chover. Infernizou o time da Ponte comandando todas as jogadas ofensivas e ainda botando pressão na saída de bola. Um monstro. 


Aos 36, a última alteração, Vinicius no lugar do apagado Leandro. O Palmeiras pressionava em busca do gol da vitória, mas ainda tomou um contra-ataque que terminou com uma bela finalização de Antônio Flávio que explodiu no travessão de Prass. A partir desse lance, a Ponte também voltou a acreditar que poderia ganhar os 3 pontos e se soltou mais, abandonando a retranca e dando espaço para as trocas de passes rápidos e curtos do Palmeiras. E foi assim que saiu o gol, aos 43: Valdivia recebeu de Vinicius pela meia-esquerda, olhou para Alan Kardec. O lateral da Ponte fez menção de correr em direção a Kardec para interceptar o passe e deu o espaço que Valdivia precisava para fazer uma lindíssima enfiada de bola para Kardec na linha de fundo. Kardec viu a infiltração de Mendieta no segundo pau e rolou a bola. O paraguaio só teve o trabalho de empurrar para o fundo do gol. Foi o segundo gol de Mendieta no campeonato e, assim como o gol anterior, contra o Audax, o de hoje também foi no fim do jogo e importantíssimo para a obtenção do resultado e para o moral da equipe. Mendieta tem estrela. 

A partida mostrou que Valdivia e Bruno César podem jogar juntos, porque estão com vontade de fazer a dupla dar certo. Os dois estão ajudando muito na marcação, assim como Leandro e Kardec. O jogo também consolidou a reação de Juninho, que, apesar do começo hesitante e da falha no gol, soube se recuperar e ser um dos destaques do time ofensivamente. Isso depois de ter sido o melhor em campo contra o Vilhena. O time ideal vai tomando forma e deve ser muito parecido com o de hoje, mas com Wellington no lugar de Tiago Alves e Marcelo Oliveira e Wesley nos lugares de Eguren e França. Nesta formação, Wesley teria que ter uma disciplina tática muito grande. Outra possibilidade é a manutenção de França ou Eguren ao lado de Marcelo Oliveira, com Wesley sendo um meia/3º volante, e nesse caso Bruno César ou Leandro perderia posição. Mendieta também vem forte na tentativa de cavar sua vaga no time titular, e mostrando qualidade para isso. Ou seja, o elenco está encorpado, as opções são muitas, cabe a Gilson Kleina encontrar a melhor forma de jogar. O jogo de domingo contra o Santos promete ser o melhor desta fase do campeonato e os treinamentos desta semana devem servir para definir qual o time ideal. Uma semana inteira de treinamentos agora caiu do céu. O time volta a ganhar forma e o foco deve ser na parte defensiva, que voltou a ficar vulnerável. Vamos consertar isso e partir pra cima, são cinco jogos para o primeiro título do ano. Avanti!


Atuações: notas de hoje dadas por Ariane, Juliane, Mariana, Renato e Thiago. Para nós, o melhor em campo foi Valdivia, com uma atuação de encher os olhos. O pior foi Wendel, principalmente por não ter dado conta do recado na parte defensiva, que costuma ser seu ponto forte. 







Sabe bem o que vem pela frente: Ponte Preta

Força máxima contra a Ponte Preta! Essa deverá ser a tática que Kleina vai usar no jogo de hoje. Após declarar que iria poupar alguns jogadores, ele relacionou todos os titulares disponíveis, mas não deixou claro qual time entrará em campo.




A novidade da relação é o retorno de Wellington, já recuperado de lesão. Miguel e Rodolfo também estão na lista. 

Marcelo Oliveira (expulso na partida contra o Paulista), Wesley (lesionado), Marquinhos Gabriel e Diogo (ambos em fase de recondicionamento físico), são os desfalques.

Se Kleina optar mesmo pela escalação completa dos titulares, entraremos em campo com: Fernando Prass; Wendel, Lúcio, Tiago Alves e Juninho; França, Eguren e Valdívia; Bruno César (que pediu para enfrentar a Ponte), Leandro e Alan Kardec.

Confira a lista completa dos relacionados:
Goleiros: Fernando Prass e Fábio
Laterais: Wendel, Juninho e William Matheus
Zagueiros: Lúcio, Tiago Alves e Wellington
Volantes: França, Eguren e Renato
Meias: Valdívia, Mendieta, Patrick Vieira e Bruno César
Atacantes: Alan Kardec, Vinicius, Leandro, Miguel e Rodolfo

Enquanto tentamos a liderança geral da competição, nosso adversário de hoje luta pela vaga nas quartas de final. A Ponte poupou todos seus jogadores em sua ultima partida, visando à partida de hoje. Com 24 pontos é a vice líder do grupo C e precisa apenas de uma vitória para se classificar. 

Palmeiras e Ponte Preta já se enfrentaram 117 vezes ao longo da história, sendo: 60 vitórias, 29 empates e 28 derrotas. Vantagem também em gols marcados: 199 ao total. A maior goleada foi em 1959, quando vencemos por 6 a 1 em jogo no Palestra Itália partida também do Campeonato Paulista. 

FICHA TÉCNICA:
Data/ Local: Sábado, 15/03, às 16h no estádio Pacaembu;
Local: Estádio Pacaembu; 
Data: 15 de março de 2014;
Horário: 16h00s 
Arbitro: Marcelo Rogério 
Assistentes: Daniel Luís Marques e Patrícia Carla de Oliveira.
PONTE PRETA: Roberto, Ferrugem, César, Diego Sacoman e Magal; Bruno Silva, Alef e Adrianinho; Silvinho, Rossi e Antônio Flávio. 
PALMEIRAS (Provável): Fernando Prass; Wendel, Lúcio, Tiago Alves e Juninho; França, Eguren e Valdívia; Bruno César (que pediu para enfrentar a Ponte), Leandro e Alan Kardec.
Transmissão: Apenas nos canais PFC.


Forza, Palestra!

Vamos abrir o olho

Mais uma vez jogando muito mal, o Palmeiras venceu o Vilhena por 1-0 no estádio Portal da Amazônia, praticamente garantiu a passagem à segunda fase, mas não eliminou o jogo de volta. Mais do que isso, o time não consegue retomar o padrão do início do Paulistão, e a confiança no título já começa a diminuir na mesma proporção da diminuição da qualidade do futebol apresentado pelo time. 

A escalação foi aquele velho 4-3-3 que cansamos de explicar ano passado o motivo de não dar certo, apesar de um dos atacantes ser Patrick Vieira, que apresenta características para fazer um papel diferente do de Vinicius, que só joga aberto. Pior: entramos novamente com dois volantes só de marcação, Egúren e França, ficando sem transição. Com o gramado em péssimo estado e sem ter quem levasse a bola ao ataque, restava a ligação direta. Lamentável. 

Cabe aqui um comentário a respeito do gramado. Molhado, encharcado em alguns pontos, repleto de buracos e aparentemente de dimensões reduzidas. Isso pode amenizar a má atuação de qualquer jogador. Por outro lado, o treinador precisa levar em conta as condições do terreno na hora de escalar o time, coisa que Gilson Kleina não fez. 

No primeiro tempo, a melhor chance foi do Vilhena, com Edilsinho, impedido, batendo pra fora. Aliás, por falar em bater, foi isso o que o time da casa fez o jogo inteiro. Bateu e fez cera, contando sempre com a complacência do árbitro. O tal de Carlinhos bateu em Valdivia o jogo inteiro, e só tomou amarelo no fim do segundo tempo. 

A lógica seria alterar o time no segundo tempo. Mas Kleina não alterou. Mudou o posicionamento de Patrick Vieira e Vinicius. Centralizou os dois, Patrick encostando em Valdivia e Vinicius em Alan Kardec. Isso não serviu para nenhum deles melhorar seu rendimento, mas abriu espaço para Juninho aparecer - e bem - pela esquerda. As melhores jogadas do segundo tempo foram com ele. Primeiro em uma falta que bateu no travessão, nas costas do goleiro e saiu (se fosse qualquer outro time seria gol). Logo em seguida, ele foi à linha de fundo e rolou para Vinicius, que buscou o canto direito do goleiro e errou, perdendo ótima chance. Depois, mais um bom cruzamento para Egúren errar a cabeçada. 


Os dois volantes eram totalmente desnecessários, apenas um daria conta, mas as primeiras alterações foram Leandro e Mendieta nos lugares de Patrick Vieira e Vinicius. Até poderia funcionar, mas Leandro ficou enfiado, na mesma posição que Vinicius vinha ocupando no segundo tempo, e Mendieta entrou muito mal no jogo, errando todos os passes. Só aos 34 Kleina tirou um volante, e Bruno César entrou no lugar de Eguren para dar a opção do chute de fora da área, o que já devia ter sido percebido muito antes. Mas, a essa altura, já não havia mais jogo. O time do Vilhena demorava um minuto para bater cada falta, e eram muitas, pois o árbitro apitava tudo. Toda hora alguém caía e ficava dois minutos no chão. Mas e os acréscimos? Três minutos. 

Quando tudo caminhava para o 0-0, aos 43, Bruno César brigou até o fim por uma bola que era muito mais do zagueiro. Ganhou sem falta, entrou na área, viu Leandro entrando livre e rolou. Leandro dominou com a esquerda e rapidamente bateu com a direita, com calma e consciência, fazendo o único gol do jogo. Ao final da partida, os jogadores do Vilhena comemoraram a derrota por um gol de diferença, que garantiu a eles uma viagem para São Paulo, um jogo no Pacaembu e um bicho de 100 mil reais a ser dividido entre os jogadores. 

(Foto: Cesar Greco / Ag. Estado globoesporte.com)


O jogo de volta será justamente entre as duas partidas da final do Paulistão. Mas, antes de lamentarmos tal fato, devemos nos preocupar em saber se estaremos lá. Com o futebol que o time vem apresentando, a dúvida é pertinente. Wesley, Alan Kardec e Wendel perderam rendimento. Kleina insiste em Marcelo Oliveira na zaga, sendo que ele vinha sendo um dos principais jogadores do time atuando como volante. O técnico continua escalando errado e demorando para consertar. O time que parecia, nas primeiras partidas do ano, ter adquirido um bom padrão de jogo, voltou a ser o time bagunçado do ano passado. Vamos abrir o olho, Kleina! Não é desse jeito que vamos ganhar algum título no ano do Centenário. Não é MESMO!

Atuações: as notas de hoje foram dadas por Ariane, Juliane, Marcus, Renato e Thiago. Para nós, o melhor em campo foi - vejam só - JUNINHO!!!! O pior não poderia ser outro: GILSON KLEINA. Que fase do Presuntinho...




Sabe bem o que vem pela frente: Vilhena

Na tarde desta terça, 11/03, Kleina comandou o último treino antes da partida de estréia na Copa do Brasil, contra o Vilhena-RO, às 19:30 no estádio Portal da Amazônia.



Foram 19 jogadores relacionados e que viajaram para Rondônia. Valdívia, que foi poupado na ultima partida do paulista, está de volta. Leandro, já recuperado do corte na perna, também retorna ao time que conta também com o retorno de Lúcio, Wendel, Alan Kardec e Juninho. 

Wesley, com lesão na coxa direita, é desfalque e França foi confirmado ao lado de Eguren.

No coletivo, Kleina formou o provável time que entrará em campo hoje com: Prass; Wendel, Lúcio, Marcelo Oliveira e Juninho; Eguren, França e Valdivia; Patrick Vieira, Vinicius e Alan Kardec. 

Confira a lista completa dos relacionados: 
Goleiros: Fernando Prass e Bruno
Laterais: Juninho, William Matheus e Wendel
Zagueiros: Tiago Alves e Lúcio
Volantes: Marcelo Oliveira, França, Renato e Eguren
Meias: Patrick Vieira, Bruno César, Valdívia, Mazinho e Mendieta
Atacantes: Vinicius, Leandro e Alan Kardec.

É a primeira vez que Palmeiras e Vilhena se enfrentam.

A partida terá transmissão pelos canais: ESPN Brasil e Sportv.





Copa do Brasil 2014

Começa amanhã a segunda das três competições que disputaremos no ano do centenário: Copa do Brasil 2014 – Rumo ao Tri!



A competição envolve 80 clubes de todos os estados Brasileiros, mais os 6 clubes que disputam a Libertadores deste ano e que entram na disputa apenas nas oitavas de final.

Em fevereiro houve uma fase preliminar entre Real Noroeste e Rio Branco – AC, com classificação do Rio Branco.

A competição tem 7 fases, todas no mata-mata em jogos de ida e volta, e nas fases iniciais há a possibilidade de apenas uma partida, caso o visitante vença por dois gols ou mais de diferença.

Treze jogos vão acontecer amanhã, 11/03, na abertura da competição. As finais estão marcadas para 19 e 26 de novembro.

Neste link é possível conferir a tabela completa : Copa do Brasil 2014 - Tabela Detalhada 

O Palmeiras é bi-campeão da competição, títulos conquistados em 1998 e 2012, quando fomos campeões invictos.

Somos o primeiro dos grandes clubes brasileiros a estrear amanhã. Caso seja necessário, o jogo de volta será no dia 10 de abril no Pacaembu.

FORZA, PALESTRA!

Mais uma vitória, mas que jogo feio!

Com a defesa reserva (exceção ao Prass), ataque reserva do reserva e meio-campo inédito, o Palmeiras jogou muito mal, mas bateu o rebaixado Paulista de Jundiaí, nesta noite de domingo em São José do Rio Preto, pelo placar de 3x1, e segue na cola do Santinhos em busca do primeiro lugar na classificação geral da primeira fase do Paulistão/14. O time entrou em campo esperando um jogo-treino, sem vibração, desatento, displicente e desinteressado. Um empate, que não esteve longe de ser o resultado final, seria um merecido castigo. Não pelo que os dois times fizeram em campo, mas sim pela postura do Palmeiras. 

(Foto: Celio Messias / Ag. Estado - Globoesporte.com)


A zaga foi formada pelos únicos jogadores disponíveis para jogar ali, Tiago Alves e o volante Marcelo Oliveira. Nas laterais, William Matheus ganhou nova chance - muito bem aproveitada - e Bruno Oliveira teve sua primeira oportunidade. No ataque, entramos sem um centroavante fixo. Vinicius pela esquerda, Patrick Vieira pela direita, e Bruno César tentava aparecer de vez em quando como centroavante. E no meio, algo que passou muito longe de dar certo: França e Eguren juntos, Mendieta na armação e Bruno César às vezes saindo da área para tentar auxiliar o paraguaio. 

Com a formação acima, o que se viu no primeiro tempo foi uma completa bagunça. Sem Wesley, Eguren tentou fazer a saída de bola, com um aproveitamento ridículo nos passes. Errou quase todos. Mendieta não voltava para buscar jogo, Vinicius idem. Patrick Vieira às vezes buscava a bola no campo de defesa. Mendieta esperava a bola na intermediária ofensiva e Bruno César não sabia se ficava enfiado como centroavante ou voltava para armar. Quando o Paulista recuperava a bola, era visível o buraco no meio, o Palmeiras era dividido em dois blocos de jogadores, seis na defesa e quatro no ataque. E assim, contra um adversário cheio de juniores, o Palmeiras fez um primeiro tempo medonho. Provavelmente alguns jogadores não fizeram o que foi treinado, porque não é possível que um técnico profissional tenha armado um time dessa forma. 

A primeira jogada de ataque construída foi apenas aos 20 minutos, e resultou em gol: Bruno Oliveira e Patrick Vieira tentaram evoluir pela direita. Com os espaços fechados, o time foi rodando a bola até que ela chegasse a Mendieta na meia-esquerda. Ele fez o giro e deu um belo passe para William Matheus que entrava em velocidade pela esquerda. O lateral bateu de primeira, firme, cruzado, fazendo 1-0. 

Mas cinco minutos depois, Eguren errou seu 57º passe no jogo. No contra-ataque, a bola foi lançada em diagonal da esquerda para o meio. Provavelmente o lance nem levaria tanto perigo, mas Marcelo Oliveira não teve paciência e atropelou o adversário. Pênalti que David Batista bateu forte, no meio do gol, para empatar a partida. No restante do primeiro tempo, apenas tentativas inócuas e sem inspiração alguma. O único lance digno de nota foi um possível pênalti em Vinicius, mesmo assim há dúvidas. Vinicius, aliás, era o único que tentava algo diferente na frente. Esbarrava em sua própria limitação, mas não se escondeu e nem foi displicente. Além dele, só merecem algum destaque no primeiro tempo Mendieta - pela qualidade, não pela (falta de) atitude - e William Matheus, que parecia estar disposto a apagar a péssima imagem deixada na partida de Ribeirão Preto, há duas semanas. 

Para o segundo tempo, Kleina tirou Eguren, que parecia um juvenil tremendo ao jogar entre os profissionais, e colocou Miguel, com a aparente intenção de forçar mais no jogo aéreo, para minimizar a dificuldade causada pelo péssimo gramado do Teixeirão. Nem deu muito tempo de saber se a alteração surtiu o efeito desejado. Aos 8, o lateral-esquerdo do Galo, Victor Hugo, puxou Patrick Vieira sem bola, tomou o segundo amarelo e deixou seu time com um a menos. O Palmeiras não pôde aproveitar a vantagem, pois logo em seguida Marcelo Oliveira fez falta para amarelo. Como já tinha um, no lance do pênalti, também foi expulso. 

No momento do 10 contra 10, a tv mostrou Gilson Kleina conversando com o auxiliar Jair Leite, e notava-se claramente que ele não sabia o que fazer. Completamente perdido. Em campo, os jogadores se ajeitaram: França foi para a zaga e ficamos sem volante, Mendieta tentava ocupar os espaços à frente da zaga, mas claramente não é a dele. E ficamos sete longos minutos sem volante, enquanto Kleina tentava decidir qual atitude tomar. Sorte que o adversário não tinha a menor qualificação, caso contrário poderia aproveitar a falta de comando. Quando Gilson Kleina finalmente tentou decidir o que fazer, decidiu errado: segundo relato do repórter do Sportv, o técnico decidiu tirar o único jogador que levava algum perigo ao adversário, Vinicius, mas foi impedido por Jair Leite. Acabou tirando o inoperante Bruno César, cuja única contribuição foi uma falta que beliscou o travessão. Em seu lugar, entrou Victor Luis, com William Matheus sendo deslocado para a zaga e França voltando ao meio-campo. 

Logo em seguida, a prova de que quem estava certo era o auxiliar: Vinicius recebeu a bola pela esquerda, ainda no campo de defesa. Com muita força e velocidade, encarou toda a defesa do Paulista até invadir a área, e ainda foi consciente ao dar um totó por cima do goleiro, encontrando Miguel na linha da pequena área, para apenas empurrar para o gol. Jogada que premiou um jogador que, por mais que seja fraco tecnicamente, não se esconde do jogo, e erra até acertar. Vinicius não tem condições de ser titular do Palmeiras, mas tem seus méritos. 

O segundo gol tranquilizou o Palmeiras, que não foi mais ameaçado. Ainda tivemos um pênalti, este claríssimo, cometido pelo goleiro Ian em cima de Vinicius, não marcado pelo péssimo árbitro. A partir da saída de Vinicius para a entrada de Mazinho, aos 30, os dois times passaram a apenas esperar o apito final. Mas aos 42, Mazinho viu a oportunidade ao receber uma cobrança de lateral de Victor Luis, fez o giro, chegou à linha de fundo e tocou para Patrick Vieira, que finalizou duas vezes e acabou fazendo um gol muito parecido com o que ele mesmo fez contra o Libertad, na Libertadores do ano passado, no Pacaembu. Na comemoração, saiu dizendo à torcida "meu lugar é aqui". Com 3-1 no placar, as atenções já se voltaram para a partida de quarta-feira, contra o Vilhena, em Rondônia. 

Estamos fazendo nossa parte no Paulistão. São dez vitórias em 13 jogos. O time de hoje decepcionou, e muito, mas o importante realmente eram os três pontos. Bruno César ainda não justificou nem 20% da expectativa. Bruno Oliveira não mostrou atitude nem futebol suficientes para tirar a vaga de Wendel. Eguren foi medonho, França esteve bem abaixo do que já jogou em ocasiões anteriores. Marcelo Oliveira só não será criticado porque tem muito crédito pelas excelentes atuações até aqui. Mendieta merece menção honrosa por ser o único a mostrar lucidez no meio-campo. Vinicius e Patrick Vieira continuam sendo apenas opções para tapar buracos. E Gilson Kleina mostrou que sabe o que faz com aquele time titular. Sempre que precisa trocar mais do que três ou quatro, tem enorme dificuldade. 

Mas seguimos, fortes e vivos, ainda acreditando muito na conquista do título paulista. Avanti!!!

Atuações: notas de hoje por Ariane, Juliane, Marcus, Renato, Thiago e com a colaboração do amigo Evandro Don (Twitter @DON_SEP), a quem agradecemos imensamente a participação. Para nós, o melhor em campo foi Mendieta, e o pior foi Marcelo Oliveira, com uma mínima diferença para Eguren. 


Sabe bem o que vem pela frente: Paulista

Já classificados para a próxima fase, Kleina segue a lógica e poupa alguns dos principais atletas para a partida deste domingo contra o Paulista de Jundiaí, em São José do Rio preto.



Renato e Bruno Oliveira, já recuperados, são as novidades da lista que conta ainda com Rodolfo, que ganha mais uma oportunidade. Falamos aqui sobre o desempenho de Rodolfo na ultima partida.

Lúcio, que cumpre suspensão pelo acumulo de cartões e os poupados Wendel, Juninho, Wesley e Kardec, são os desfalques. Além de Valdívia, que segue seu cronograma especial de fortalecimento muscular.

Kleina não revelou qual será a formação inicial da partida.

Confira a lista completa: 
Goleiros: Fernando Prass e Bruno
Laterais: Bruno Oliveira, William Matheus e Victor Luis
Zagueiros: Marcelo Oliveira e Tiago Alves
Volantes: Eguren, Renato e França
Meias: Mendieta, Felipe Menezes, Serginho, Patrick Vieira, Mazinho e Bruno César
Atacantes: Vinicius, Rodolfo e Miguel

No lado adversário, só um milagre salva o Paulista do rebaixamento. Paulista vai levar os atletas da base para o jogo desse domingo, 7 da equipe sub 20 devem ir à campo. 

Palmeiras e Paulista já se enfrentaram 38 vezes ao longo da historia, sendo 23 vitorias, 9 empates e 6 derrotas.

A partida desse domingo, às 18:30, será transmitida pelo canal Sportv.


Forza, Palestra!





Estamos classificados!

O Palmeiras garantiu matematicamente a passagem às quartas-de-final do campeonato Paulista, ao vencer a Portuguesa por um a zero em um Pacaembu com dez mil torcedores. O resultado veio após um primeiro tempo excelente, porém sem gols, e um segundo tempo onde fizemos o gol logo no início e tivemos que contar com mais uma grande atuação de Fernando Prass para evitar o empate. 

Como previsto, Kleina armou o time com Patrick Vieira como titular. Aberto pela direita, Patrick abria espaços para as descidas de Wendel. Mendieta fez bem o papel de armador e ajudou muito na marcação. Após quinze minutos de equilíbrio, os últimos 30 minutos do segundo tempo foram de amplo domínio do Palmeiras, com muitas finalizações de dentro e de fora da área, e em pelo menos quatro oportunidades estivemos muito próximos de abrir o placar: primeiro com um chute de longe de Wesley que Gledson defendeu brilhantemente. Depois, em um passe de Mendieta para Patrick Vieira, Patrick girou sobre o zagueiro Wagner, invadiu a área, e na saída de Gledson tocou para Alan Kardec, mas o passe foi um pouco mais à frente do que deveria e Kardec não alcançou. Logo em seguida, novamente Patrick Vieira pegou uma sobra na grande área e bateu por cima do gol. A última chance foi com Vinicius, em grande jogada individual pela esquerda, mas a finalização por cobertura foi abafada por Gledson. O Palmeiras sobrou no primeiro tempo, mas não conseguiu traduzir a superioridade em gols. 

Mas a sorte mudou logo no primeiro lance do segundo tempo. Em um rebote de escanteio, Marcelo Oliveira tentou dar um chapéu em William Magrão, que interceptou com o braço esquerdo. Pênalti claríssimo, que o árbitro Vinicius Furlan preferiu marcar como falta fora da área. Na cobrança, a barreira ficou absurdamente próxima à bola. Ao perceber que devido à proximidade da barreira não haveria espaço para tentar o chute direto e que o árbitro não faria nada a respeito, Wesley optou por rolar a bola para Juninho. O lateral encheu o pé e a bola passou no meio da barreira que havia aberto quando Wesley ameaçou o chute. A bola entrou no canto esquerdo baixo de Gledson. Foi o terceiro de Juninho no campeonato. 


         (Foto: Leandro Martins / Futura Press - Globoesporte.com)


A partir do gol, o certo seria controlar o jogo, manter a posse de bola, encaixar a marcação quando a bola estivesse com o adversário e tentar matar o jogo em um contra-ataque. Mas nada disso aconteceu. O Palmeiras, jogando em casa, aceitou ser pressionado por um time inferior. Os dois atacantes da Portuguesa, Henrique e Leandro, jogavam centralizados e davam muito trabalho a Lucio e Marcelo Oliveira. Para não perder a sobra, Egúren era obrigado a recuar para ficar próximo dos zagueiros. Com isso, a marcação no meio ficava a cargo de Wesley e Mendieta, que não conseguem fazer o papel de anular o meio adversário sem o auxílio de um primeiro volante típico. A situação poderia ser corrigida com a entrada de França no lugar de Vinicius ou Patrick, mas Kleina preferiu colocar Bruno César no lugar de Vinicius. BC ficou aberto na direita e Patrick foi para a esquerda. Foi a deixa para a Portuguesa tomar conta do meio-campo e pressionar o Palmeiras com uma intensidade que só vimos uma vez este ano, nos primeiros minutos do segundo tempo do Derby. Foi um bombardeio, e aí apareceu Fernando Prass, com quatro defesas dignas de Marcos. Uma cabeçada de Leandro no chão e no contrapé, um chute de Henrique no alto, uma abafada após a falha da defesa em um escanteio, e a mais impressionante, uma bomba de Henrique a queima-roupa que Prass desviou com muito reflexo, fazendo a bola explodir no travessão. Isso sem citar o gol de William Magrão, logo após o de Juninho, corretamente anulado por impedimento. 

A entrada de Rodolfo aos 25 minutos no lugar de Patrick Vieira não mudou em nada o panorama da partida. A pressão só arrefeceu quando Kleina finalmente promoveu a entrada de França no lugar de Mendieta, que fez excelente partida. Fez o óbvio, porém demorou. 

Cabe aqui um breve comentário sobre Rodolfo: pareceu ter personalidade e vontade de mostrar serviço. Fez até um lindo passe de calcanhar para Alan Kardec na esquerda, em lance que terminou em um gol incrivelmente perdido por Wesley, que deixou a bola dar uma escapada no domínio e por isso acabou demorando um pouco para finalizar e foi travado pela zaga. O próximo jogo, contra o já rebaixado Paulista, pode ser uma boa oportunidade para o garoto mostrar serviço, mas Kleina provavelmente não dará a ele essa chance. 

Agora, com o primeiro lugar do grupo já garantido, resta apenas buscar o primeiro lugar geral, que será definido no confronto direto contra o Santos, na Vila. A partida contra o Paulista é ótima para poupar os principais jogadores. Lúcio já não joga porque tomou o terceiro amarelo, Valdivia deve ser poupado, e não seria má ideia tirar também Alan Kardec da partida. Bruno César, Rodolfo e Bruno Oliveira poderiam entrar como titulares. Aguardemos a definição de Kleina. 

Desta partida contra a Lusa, ficam as lições do que deu certo e deve ser repetido - a ótima atuação no primeiro tempo - e do que não pode mais acontecer - o excesso de falhas e a pressão do segundo tempo. Faltam três jogos para começarmos a decidir o campeonato, é hora de acertar de vez esse time. 

Atuações: as notas de hoje foram dadas por Thiago, Renato, Juliane, Marcus e pelo amigo Paulo Nóbrega (@paulohnobrega), a quem agradecemos por mais uma valiosa contribuição. Para nos, o melhor foi mais uma vez Fernando Prass. Ninguém se destacou como o pior do time, mas a menor média, por bem pouco, foi de Vinicius. 


Sabe bem o que vem pela frente: Portuguesa

O Palmeiras entra em campo às 19:30 desta quinta-feira, 6 de março, em partida válida pela 12ª rodada do Campeonato Paulista de 2014. O jogo será no Paulo Machado de Carvalho e o adversário desta vez será a Portuguesa, em confronto que há décadas era considerado um clássico paulista, mas que perdeu grande parte de sua importância devido à decadência da Lusa. 

A partida pode selar matematicamente a classificação palmeirense para a próxima fase do Paulistão, bastando para isso uma vitória simples. Além da classificação antecipada, uma vitória também já garante ao Palmeiras a primeira posição no grupo, restando para as três últimas rodadas apenas a disputa com o Santos pelo primeiro lugar geral da fase inicial. 

Os relacionados para a partida são:

Goleiros - Fernando Prass e Fábio
Laterais - Wendel, Juninho e Willian Matheus
Zagueiros - Lúcio, Marcelo Oliveira e Tiago Alves
Volantes - Egúren, França e Wesley
Meias - Mendieta, Bruno César, Marquinhos Gabriel, Patrick Vieira e Mazinho
Atacantes - Alan Kardec, Vinicius e Rodolfo

Os desfalques são Diogo, Josimar, Leandro e Victorino, todos em recondicionamento físico após recuperados de lesões, Thiago Martins e Wellington ainda em tratamento e Valdivia, que atuou por cerca de 15 minutos na derrota da seleção chilena para a Alemanha, nesta tarde em Stuttgart - e que por isso mesmo tomou o terceiro amarelo contra o São Bernardo e cumpre suspensão automática, para desespero de André Rizek, apresentador gambá do Sportv. 

Gilson Kleina já antecipou que o substituto de Valdivia será Mendieta. No treinamento desta quarta, esboçou um time com Patrick Vieira no lugar de Marquinhos Gabriel, mostrando que botar a boca no trombone publicamente para pedir uma vaga às vezes funciona, e isso pode ser um precedente perigosíssimo. Bruno César ainda parece estar um pouco acima do peso e deve participar apenas da segunda etapa. O time que treinou como titular foi Prass, Wendel, Lúcio, Marcelo TV PALMEIRAAAAS Oliveira e Juninho; Egúren, Wesley, Mendieta e Patrick Vieira, Vinicius e Alan Kardec. 

A Portuguesa tem chances apenas matemáticas de classificação, mas, por estar apenas 4 pontos acima do 17º colocado, precisa somar mais 3 ou 4 pontos para garantir a permanência na série A1 em 2015. O time vem de duas vitórias seguidas, contra Comercial e Mogi Mirim, e por isso não deverá atacar desesperadamente. O técnico Argel Fucks, zagueiro que disputou 40 partidas pelo Palmeiras em 2000/2001, deve escalar o time com Gleidson, Regis, Diego Augusto, William Magrão e Bryan; Renan, Diego Silva, Rondinelly e Wanderson; Leandro e Henrique. 

O ex-palmeirense da vez é Rondinelly, que passou quase a temporada de 2013 aqui e disputou apenas três jogos. O centroavante Caio, que pertence ao Palmeiras, não poderá jogar por força contratual, mas isso não muda nada pois ele raramente é escalado. O destaque do time é Henrique, artilheiro do campeonato junto com Léo Costa do Rio Claro e com um gol a mais do que Alan Kardec. Um dos mais experientes, William Magrão é um volante que atua improvisado como zagueiro. Esteve ausente das duas últimas partidas devido a uma lesão, mas se recuperou e muito provavelmente será titular no lugar de Wagner. 

Mais uma vez, o Palmeiras entra em campo com uma formação modificada, o que não deve ser obstáculo para mais uma vitória. Esperávamos que Kleina escalasse Tiago Alves na zaga, retornando Marcelo Oliveira para o meio-campo, onde vinha sendo um dos melhores jogadores do time. Outro jogador que precisa render bem é Wesley, que tem ficado devendo, e seu desempenho como segundo volante é fundamental na decisão de Kleina escalar ou não Valdivia e Bruno César juntos. Se Wesley der muitos espaços na marcação, dificilmente os dois meias que marcam pouco serão escalados juntos. Mas o mais importante é garantir logo a classificação e ter três rodadas para ajeitar a equipe. Um a zero é válido, são três pontos e classificação assegurada. Avanti!