Sabe bem o que vem pela frente: Comercial

Na manhã desta quarta-feira, Kleina definiu os 19 convocados para nossa segunda partida no Paulistão, nessa quinta-feira contra o Comercial, em Ribeirão Preto.


O destaque da convocação é Lúcio. Relacionado pela primeira vez, o zagueiro pode fazer a sua estreia já na segunda rodada. 

Ontem, no jogo treino contra o São Caetano, o zagueiro foi testado junto com outros reforços da temporada. Bruno; Wendel, Lúcio, Victorino e William Matheus; Eguren, França e Mendieta; Vinicius, Rodolfo e Leandro, foi o time testado no primeiro tempo, que terminou empatado. No segundo tempo do jogo-treino, o time foi: Fábio, Luiz Gustavo, Wellington, William Matheus e Victor Luís; Wendel, Mendieta, Marquinhos Gabriel e Patrick Vieira; Vinícius e Rodolfo (Leandro). A partida terminou em 3x1 para o São Caetano.

Além de Lúcio, Marquinhos Gabriel e William Matheus, recém-chegados, também foram convocados. 

No treino dessa manhã, Kleina testou a equipe em dois posicionamentos diferentes: No 4-3-2-1 e logo passou pro 3-5-2. 

O provável time titular é composto por: Fernando Prass, Wendel, Henrique, Lúcio e Juninho; Marcelo Oliveira, Renato, Wesley, Mazinho e Serginho; Alan Kardec. A equipe simulou lances reais de jogo e jogadas ensaiadas com bola parada. 

Confira a lista completa dos relacionados:
Goleiros: Fernando Prass e Bruno
Laterais: Juninho, Wendel e William Matheus
Zagueiros: Henrique, Marcelo Oliveira e Lúcio
Volantes: Wesley, Renato e França
Meias: Mendieta, Felipe Menezes, Serginho, Mazinho e Marquinhos Gabriel
Atacante: Alan Kardec, Leandro e Rodolfo 

Os desfalques ficam por conta dos lesionados: Bruno Oliveira, Tiago Alves (que contundiu o ombro na ultima partida), Diogo (com dores na bacia após um choque durante treino) e Vinícius (que sentiu dores no joelho esta manhã). Valdívia, em fase de readaptação física, ainda fica de fora. 

Palmeiras e Comercial já se enfrentaram 61 vezes ao longo da história. Foram 34 vitórias, 16 empates e 12 derrotas. O último confronto foi no Paulista de 2012, num empate de 2 a 2 em São Paulo.

Para essa partida, o time do interior Paulista tem estudado bem a nossa equipe e o técnico Toninho Cecílio, acredita ter time pra vencer. O time alvinegro deve ir a campo com Júlio Sérgio (ex Santos e Roma); Grafite, Edmar, Reniê e Willian Simões; Xaves, Marcus Winícius e Cacá; Marcelo Toscano, Macena e Cassiano Bodini. 

A partida será no estádio Palma Travassos, às 21 horas dessa quinta (23/01) e será transmitida pelos canais SporTV.


Forza, Palestra!

Teaser da TV Palmeiras:

Em breve TV Palmeiras! O canal oficial do Verdão no Youtube!




William Mendieta e seu encaixe no time

Foto: Gazetapress

Ainda sentindo os efeitos da lesão sofrida no joelho na partida contra o Guaratinguetá, ainda em outubro do ano passado, William Mendieta não estreou pelo Palmeiras nessa temporada, na partida contra a Linense. O meio de campo foi composto por Marcelo Oliveira, Renato, Wesley e Mazinho (Felipe Menezes entrou ainda no primeiro tempo, recuando Marcelo Oliveira para a zaga após a saída de Tiago Alves).

Oriundo do Libertad, Mendieta desembarcou no Palestra em junho do ano passado e logo despontou como uma bela opção para o meio de campo, que até então só possuía Valdivia como legítimo meia-armador clássico. Em 19 partidas que disputou antes de se lesionar, marcou 4 gols e demonstrou que sabe o que fazer com a bola em diversas ocasiões – em outras, foi prejudicado pelo esquema tático errático de Gilson Kleina. Destaco o jogo de ida da Copa do Brasil contra o Atlético-PR como a partida onde Mendieta mais se destacou, com jogadas de habilidade e movimentos ariscos, sem medo de arriscar para o gol quando fosse preciso. 

A questão é: onde Mendieta se encaixa no meio de campo?

Na ocasião da contratação a expectativa era de que Mendieta assumisse o papel de armador, ainda mais com as constantes contusões de Valdivia. Em alguns jogos ele preencheu essa lacuna com correção e talento, mas ainda faltava a centelha de genialidade que Valdivia tem (mas que infelizmente não a usa em jogos decisivos). Em outras oportunidades, Mendieta teve a oportunidade de atuar ao lado do chileno e funcionou bem como quarto homem de meio de campo, especialmente quando fazia triangulações e inversões importantes com o chileno. Contra o Avaí a configuração deu certo.

Ficou claro que Mendieta estava funcionando mais como quarto homem de meio de campo, sendo o famoso “camisa 11” (embora o número em si pertença a Wesley), que puxa a marcação para que o armador trabalhe livremente – mais ou menos como Diego Souza durante o Paulista de 2008. 

Mas uma coisa me chamou a atenção: no Libertad, Mendieta jogava mais recuado, na posição onde Wesley atua no momento. Uma das posições carentes do elenco é justamente a de reserva para o volante-apoiador que é Wesley e se pararmos para testar com calma, poderemos ter uma solução caseira para essa lacuna que precisa ser preenchida. Mendieta sempre jogou mais avançado por aqui, mas acredito que na ausência do Wesley (que hoje é integrante chave da espinha dorsal) o teste pode ser muito válido, ainda mais se concretizarem a esperada vinda de Bruno Cesar para o Palmeiras. 

Possuindo habilidade para exercer três posições diferentes dentro do campo, Mendieta tem tudo para demonstrar uma polivalência positiva dentro do elenco. 

A quantidade de jogos que Mendieta disputou ainda é pequena para afirmar com certeza plena se ele é craque ou não, o máximo que ele demonstrou até agora foi um potencial de crescimento – mais ou menos como o próprio Valdivia em 2006, antes de crescer nas mãos de Caio Júnior. Assim que Mendieta chegou, teve o período de adaptação e a infeliz contusão que o tirou de combate pelo restante do ano de 2013. Já ambientado ao Palmeiras e mais a vontade com nossa camisa, cabe ao Kleina escalá-lo na posição que melhor possa desempenhar seu futebol e assim poder conduzir o Palmeiras às vitórias.

Veremos como ele se desenvolve ao longo da temporada, tem nossa torcida para que estoure de vez.

Valeu pelo resultado

Em um jogo que correu dentro do esperado, com futebol fraco porém com 3 pontos garantidos, o Palmeiras estreou no ano do centenário vencendo o Linense, no Pacaembu, por 2x1, de virada. A partida foi presenciada por pouco mais de 12 mil torcedores, também dentro do esperado. 

Foi um jogo disputado entre um time nulo em termos de qualidade técnica, mas muito bem treinado e posicionado, contra um muito superior tecnicamente, mas totalmente bagunçado e sem preparo físico. Por isso, tivemos equilíbrio durante quase todo o jogo. 

O Palmeiras entrou com uma formação que, na teoria, parecia um 4-4-2 onde Wesley e Mazinho fariam a armação. No entanto, o que se viu foi o velho 4-3-3 que nunca deu certo com Gilson Kleina, pois Mazinho jogava aberto pela esquerda. A improvisação de Serginho na lateral direita dava a entender que teríamos uma jogada forte de ataque por aquele lado, mas também não foi o que aconteceu, pois o time estava penso para a esquerda. O jogador que mais se movimentava era Mazinho, com isso Wesley e Diogo procuravam se aproximar do camisa 27. Mas as jogadas de ataque saíam sempre em trocas de passes entre Mazinho e Marcelo Oliveira, que foi o elemento-surpresa na primeira etapa. Muito errado. Enquanto isso, o lado direito era um deserto. A concentração de jogadas por um único lado facilitou o trabalho de marcação do Linense, e o jogo ficou travado. 

As três primeiras finalizações do Palmeiras foram de Mazinho: logo a 1 minuto, Alan Kardec aproveitou passe errado da defesa do Linense, avançou pela direita e cruzou. Mazinho deu o carrinho para escorar, mas a bola subiu demais. Depois, o 27 finalizou mais duas vezes, uma em jogada individual com corte pra dentro e chute de direita para fora, e a outra após receber sem marcação um bom passe de Diogo, mas o goleiro Anderson defendeu com o pé. A chance do Linense foi em tiro de fora da área que Alan Kardec desviou de cabeça, matando Fernando Prass, mas a bola saiu por pouco. 

O Linense só tentava jogar com lançamentos longos, mas as chances surgiam apenas em lances de bola parada, com o marrento Fernandinho e com o bom João Paulo, ex-lateral esquerdo da Ponte Preta, também com breve passagem pelo time do STJD, e que virou meia em Lins. Em um escanteio pela esquerda, o zagueiro Toby claramente fez falta em Fernando Prass, que por isso não conseguiu socar a bola para fora, e ela saiu em novo escanteio pela direita. Na cobrança, Prass saiu mal, a bola ficou pingando na pequena área, e Anselmo, criado no Palmeiras, meteu pra dentro. No intervalo, Anselmo ainda deu uma entrevista na qual demonstrou imenso respeito e gratidão ao Palmeiras. 

Tiago Alves sofreu uma contusão no ombro no lance do gol. Sem nenhum zagueiro no banco, Kleina mandou a campo Felipe Menezes. Marcelo Oliveira foi deslocado para a zaga e o trio de meio-campo passou a ser formado por Renato, Wesley e Menezes. Na teoria, deveria funcionar, mas até o fim do primeiro tempo o que se viu foram tentativas frustradas devido à boa marcação do Linense e à desorganização do Palmeiras. 

No segundo tempo, o quadro parecia ainda pior. O Linense marcava com 11atras da linha da bola, o Palmeiras tentava sair de qualquer forma, e parecia que a qualquer momento haveria um contra-ataque e o segundo gol. Mas o Palmeiras mostrava, apesar da impaciência, um pouco mais de organização. Felipe Menezes assumiu a armação das jogadas, sem se omitir. E o time parecia mais equilibrado, alternando jogadas pelos dois lados e pelo centro, mas a marcação do Linense era muito forte. O time de Lins também começou a fazer cera cedo, no intuito de irritar time e torcida. Outro fator que atrapalhava era a velha invenção de Gilson Kleina, na qual Wesley abre como lateral esquerdo na saída de bola e Juninho avança pelo meio. Isso e feito desde o ano passado e continua sendo incompreensível. Parecia que nada iria funcionar, até que Serginho finalmente apareceu no ataque, jogando como lateral. O 20 fez o cruzamento, mas foi muito forte. Mazinho dominou do outro lado, próximo à linha de fundo, deu um corte seco em João Paulo e bateu forte, de direita, acertando o ângulo oposto. Golaço. 

Com o gol, o Palmeiras ganhou confiança. Passou a marcar mais à frente, e em um dos momentos em que apertou a marcação, Wesley conseguiu roubar a bola, avançou pela meia esquerda e abriu para Mazinho. Ele encontrou Alan Kardec entrando na corrida. Kardec recebeu, cortou o zagueiro e bateu com categoria na saída do goleiro. O chute foi fraco, mas o zagueiro não conseguiu tirar antes que ela entrasse. Mesmo se conseguisse, Diogo estava chegando junto para conferir. 

A partir da virada, o Palmeiras passou a ter mais tranquilidade. Wesley saiu para a estreia de França, e Mazinho deu lugar a Vinicius. Marcelo Oliveira jogava sério na zaga, inclusive dando de bico sem necessidade. Mas é melhor um zagueiro que dá de bico quando deveria dominar do que um que tenta dominar quando era pra dar de bico. Zagueiro é isso. Mas oLinense ainda teve três boas chances para empatar, em duas as finalizações foram por cima, e Fernando Prass fez ótima defesa em um chute de fora da área. Esse final de jogo mostrou os mesmos erros de 2013. 

Mas o importante nesses primeiros jogos é ganhar. Primeiro porque o time ainda não é o definitivo, temos vários atletas para entrar ainda. Segundo, pra dar confiança aos que entram, porque se começar com derrota, parte da torcida já começa a pegar no pé. E terceiro porque o preparo físico ainda está longe do ideal. Aos poucos o time entrará no rumo certo. 

As observações individuais possíveis: Marcelo Oliveira não tem futebol pra ser titular, mas é muito útil e sua renovação foi um acerto. A volta de Mazinho parece ter sido outra bola dentro. Serginho pode até se adaptar à lateral, mas precisamos de um titular. Diogo pode ser útil, mas é inferior a Leandro. Renato não é o primeiro volante que precisamos. Não opinaremos ainda sobre França, pelo pouco tempo em campo. 

Na quinta-feira, o jogo é contra o Comercial, no Palma Travassos em Ribeirão Preto. Quem tiver interesse em comparecer para apoiar o Palestra terá que desembolsar 80 reais pelo ingresso. Uma segunda vitória dará mais confiança e tranquilidade para que os reforços continuem sendo inseridos no time. O começo parece promissor, mas ainda temos sérias ressalvas quanto ao 4-3-3 de Kleina. AVANTI!

Atuações: as notas foram dadas por Ariane, Renato, Juliane, Marcus e Thiago. Para nós, o melhor foi, claro, Mazinho. E o pior foi Henrique, sem tempo de bola e estabanado. 



Sabe bem o que vem pela frente: Linense

E vai começar o Paulistão!!! Nosso jogo de estréia será nesse sábado, contra o Linense no Pacaembu, às 17hs.


Todos morrendo de saudade de ver nosso Palestra em campo e também com aquela curiosidade de saber com qual time vamos à campo e qual será nosso desempenho. Estou até com frio na barriga, afinal, esse é O ANO! O nosso Ano! Oremos!

Nesse primeiro momento, Kleina optou em poupar alguns dos novos reforços: Lucio, Victorino, William Matheus e Marquinhos Gabriel vão estender um pouco mais a preparação antes de serem relacionados. Leandro, que acertou a renovação por mais quatro temporadas, teve pouco tempo para se preparar e também fica de fora.

Os desfalques nesse primeiro jogo ficam por conta de: Bruno Oliveira, Eguren e Mendieta que se recuperam de lesão e.... e.... SIM, Valdívia já começa o ano nos desfalcando!! O Chine..digo, Chileno, está em processo de fortalecimento muscular. Esperamos que todo esse fortalecimento dê certo, pois esse é um ano muito importante e Valdívia, quando jogar, poderá fazer a diferença.

A equipe, que fez a pré-temporada em Itu, onde estava em concentração desde o dia 03, encerrou os preparativos para estréia com o tradicional recreativo e após, Kleina divulgou a lista de 18 convocados.

São Eles:
Goleiros: Fernando Prass e Bruno
Laterais: Juninho e Wendel
Zagueiros: Henrique, Tiago Alves e Marcelo Oliveira
Volantes: Renato, Wesley e França
Meias: Serginho, Mazinho e Felipe Menezes
Atacantes: Diogo, Alan Kardec, Vinicius, Rodolfo e Miguel.

Kleina armou a equipe no 4-4-2, improvisando Serginho na lateral direita, Mazinho joga na armação e Diogo deve iniciar como titular.

Sendo assim, a provável escalação é: Fernando Prass; Serginho, Henrique, Tiago Alves e Juninho; Marcelo Oliveira, Renato, Wesley e Mazinho; Diogo e Alan Kardec.

O improviso na lateral direita é por conta da lesão de Bruno Oliveira mostrando que, mais do que nunca, precisamos de um bom reforço para essa posição.

Palmeias e Linense já se enfrentaram 14 vezes, sendo 11 vitórias, 1 empare e apenas 2 derrotas. Palmeiras é invicto em casa contra o adversário. Que assim continue!

A partida será transmitida apenas pelos canais PFC.

Fica a expectativa e torcida para que esse inicio seja com o pé direito. Forza, Palestra!

Pela supremacia em clássicos

Você se recorda do que aconteceu no dia 5 de fevereiro de 2012? Para quem não se lembra, vamos refrescar a memória. O Palmeiras perdia por 1 x 0 para o Santos, em Presidente Prudente (que fica no Oceano Pacífico), com gol de Neymar. Aos 43 do segundo tempo, Fernandão empata o jogo em um escanteio cobrado por Marcos Assunção. O Palmeiras ainda exerceu uma pressão final e Juninho, ainda sem a pecha de jogador que se borra todo, chuta para o gol e conta com o desvio da zaga santista para virar a partida aos 47 minutos. Uma virada espetacular (e que será postagem no tópico "viradas esquecíveis).

O jogo citado no parágrafo acima foi nossa última vitória em clássicos envolvendo os quatro grandes do estado de São Paulo e está perto de completar dois anos. Isso incomoda muito.

Devido ao ano tétrico que foi 2013, o assunto “clássicos” ficou relegado ao segundo plano durante grande parte do ano, algo que não deve nunca acontecer. Todos os clássicos disputados no ano passado aconteceram no Campeonato Paulista – todos terminaram empatados e não vencemos todos por questão de detalhes. Antes disso, perdemos muito espaço durante o trágico ano de 2012. Dos 9 clássicos disputados, a única vitória foi justamente a citada no primeiro parágrafo, sendo que de resto perdemos seis vezes e empatamos outras duas. Uma vergonha completa e que nos deixou para trás dentro do cenário estadual.

Se tem uma coisa que sentimos muita falta, é a supremacia palestrina nos confrontos contra nossos rivais e inimigos. Mais do que nunca temos que mostrar quem é que manda em nosso estado e o Campeonato Paulista de 2014 é o teste de fogo para consolidar o renascimento do temido e gigante alviverde. Temos que vencer, sermos campeões. E isso passa pelo atropelamento dos inimigos que tanto odiamos.

Os primeiros confrontos são esses:

Palmeiras x SPFC - 02 de fevereiro, Pacaembu.
Última vitória: Palmeiras 1 x 0 SPFC, 27/11/2011, Pacaembu. Gol de Marcos Assunção.
O que esperamos: Esse é o primeiro clássico do ano e será já na quinta rodada. Trata-se de um inimigo histórico, com um passado de benefícios de governador e bastidores nefastos. Isso sem contar o episódio no qual quiseram fechar o Palestra Itália e fugiram de campo, em 1942. Tem que entrar com sangue nos olhos, querendo aniquilar o time do Jd. Leonor a todo custo. São inimigos e o tempo que estamos sem vencer esse time maldito incomoda. Até lá, é possível esperar um Palmeiras mais encorpado e tomando forma de time, esse é o nosso primeiro grande teste – Lucio provavelmente entrará com sangue na boca e disposto a fazer uma grande exibição. Pena que não é no panetone, pois precisamos muito quebrar o maldito tabu de 12 anos que perdura naquele pardieiro.
O lado deles: O arrogante goleiro de hóquei não pendurou as luvas, o que dá para afirmar com convicção que chutes de fora da área é a melhor opção. Sem contratações importantes, eles continuam medíocres, com a defesa risível e com meias lentos que podem ser facilmente anulados. 

SCCP x Palmeiras – 16 de fevereiro, Pacaembu.
Última vitória: Palmeiras 2 x 1 SCCP, 28/08/2011, Presidente Prudente (sério, que nunca mais façam clássicos naquele local). Gols de Luan e Fernandão.
O que esperamos: Uma das dez maiores rivalidades do planeta (a maior do Brasil) e que faz a cidade parar com uma semana de antecedência. Já são cinco partidas sem vitória contra o nosso maior rival e isso incomoda de verdade. No estádio municipal, o tabu é ainda maior e para piorar, pelo terceiro ano seguido entraremos como visitantes (sério, agora é todo ano?) no Paulista. Que nossos jogadores não entrem com o complexo de inferioridade que nos assolou em anos anteriores, dérbi é guerra e personalidade forte pode fazer toda a diferença nesse clássico. Ainda são nossos fregueses, mas a gordura diminuiu, especialmente no trágico ano de 2012, onde perdemos as três partidas. Está mais do que na hora de voltarmos a vencê-los e será ainda melhor se fizermos na condição de visitantes.
O lado deles: Paulinho era meio time e após sua saída, eles perderam toda a liga que o meio de campo possuía. Com um elenco envelhecido, o único homem de frente que inspira algum medo é Renato Augusto. Vale observar se manterão a retranca covarde que deu a tônica de 2013, caso isso aconteça, temos que torcer para Valdivia ressurgir em clássicos e faça aquilo que costumava fazer em 2007/2008: desmontar a defesa dos rivais.

Nossa última vitória em dérbi foi também o último dérbi de São Marcos.
Foto: http://magliaverde.blogspot.com.br/

Santos x Palmeiras – 23 de março, Vila Belmiro.
Última vitória: Santos 1 x 2 Palmeiras, 05/02/2012, Presidente Prudente (cazzo). Gols de Fernandão e Juninho.
O que esperamos: Esse também é um clássico histórico e nos últimos anos tivemos embates importantes, alguns que nos deixaram nervosos (semifinais de 2009) e outros épicos (os 4 x 3 de virada em 2010, na nossa casa de praia). Inclusive, nosso último clássico com caráter decisivo foi justamente contra eles, válido pelas quartas de final do Paulista do ano passado: empate por 1 x 1 e derrota nos pênaltis (4 x 2). O fato de jogar na Vila Belmiro não assusta, pois mesmo em tempos de vacas magras, conseguimos bons resultados na lata de sardinhas.
O lado deles: Dos três rivais é o que tem um time base mais encorpado. Montillo, Cícero e Leandro Damião. A defesa deles, com Edu Dracena e Gustavo Henrique, continua sendo o ponto fraco. Que Kleina elabore uma boa estratégia para essa partida.

Em fevereiro de 2012, ele ainda enganava.
Foto: blogdoipe.com.br

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Um time que almeja títulos não foge dos clássicos, pelo contrário, cresce na pressão e joga essas partidas como se essas fossem as últimas de suas vidas. No ano passado tivemos um resquício de resgate à alma ao equilibrarmos e sermos melhores em campo enquanto a “imprensa especializada” tratava a vitória dos rivais como favas contadas. Esse ano, o peso da camisa não basta, tem que converter a superioridade em gols e vitórias.

Ao palmeirense, não entre na onda da imprensa que menospreza o Campeonato Paulista. É um campeonato que possui muita importância e que proporciona duelos históricos contra nossos rivais. Foi no Paulista que saímos da fila em 1993, sendo um dos títulos mais épicos do futebol.

No ano de nosso centenário, é importante ganharmos nosso 23º título estadual (e não apenas esse título, que fique bem claro), mostrando toda nossa força contra os rivais. O resgate de nossa auto-estima passa por voltarmos a dominar nosso quintal.

Avanti Palestra.

Fim da copinha. E agora?

Foto: Bê Caviquioli / Agência Estado

E termina mais uma Copa São Paulo de Juniores para o Palmeiras. Após a derrota por 4 x 3 para o Flamengo-SP (de Guarulhos) no pasto de São Carlos,  o Palmeiras caiu prematuramente na fase de 32 times, adiando a inédita conquista por mais um ano – o mais próximo que estivemos de levantar essa taça, foi em 2003, quando perdemos roubados para o Santo André nos pênaltis. A safra de Vagner Love, Edmilson, Diego Souza e Alceu foi a mais proeminente dos últimos anos, sendo que muitos tiveram chances no time principal.

A queda prematura evidenciou os diversos defeitos do time, que já havia passado da primeira fase na bacia das almas, dependente da combinação de resultados. A falta de compactação na defesa ficou bem latente, deixou o time vulnerável e foi um dos principais motivos para a eliminação – hoje a defesa parecia um queijo suíço – e isso pode ser creditado ao treinador Diogo Giacomini, que armou muito mal o time (não apenas hoje). A falta de qualidade crônica dos volantes também foi um fator decisivo, pois a defesa ficou ainda mais exposta (além de já ser mal montada) e a saída de bola não era de qualidade, o que matava o meio de campo. O time também sentiu a ausência de Juninho por lesão, meia com habilidade que foi destaque no Campeonato Brasileiro Sub-20, torneio disputado em dezembro no qual o Palmeiras foi vice-campeão.

E agora? Resta lapidar os (poucos) bons valores que se destacaram no torneio para que eles consigam aprimorar seus fundamentos e integrarem o time principal como opções. O nome que mais se destacou individualmente foi o zagueiro Gabriel Dias, que ao lado de zagueiros experientes como Lucio, Henrique e Victorino, tem em quem se espelhar para crescer e pode ser uma boa opção para o futuro, pois mostrou saber como faz. Outros nomes como Juninho, Chistopher, Matheus Gonçalves e Matheus Muller, também demonstraram algum potencial e podem evoluir ao longo do tempo. A conferir.

De qualquer jeito, há uma diferença enorme entre se destacar na base e mostrar futebol no time de cima. O primeiro nome que me vem à mente para exemplificar esse abismo, é Gabriel Silva, um lateral esquerdo que demonstrou um potencial monstruoso nas categorias de base e teve um desempenho abaixo da crítica – por vezes bem bizarro, pior até que o concorrente da posição, o Rivaldo genérico – no time profissional comandado por Felipão, entre 2010 e 2011. Tem toda a questão psicológica em jogo, somos uma torcida que exige qualidade (com razão) e muitas vezes esses jovens, por não ter estrutura mental, sucumbe à pressão e não desempenha nem um terço do potencial exibido nas categorias de base. No time de cima não há espaço para isso: ou demonstra ser forte ou fora.

Enfim, a cobiçada copinha fica para o ano que vem e fica a torcida para que em 2015 conquistemos nosso primeiro título. Que até lá surja uma safra que honre a camisa alviverde e nos dê esperanças de que possamos ter bons nomes para o profissional.

Linha atacante de raça, é hora de pressionar a saída de bola

Na postagem anterior abordamos as opções para possíveis esquemas táticos do nosso astuto treinador Gilson Kleina. Se tudo ocorrer do jeito lógico (e não com o 4-3-3 treinado que vem sendo noticiado), o meio de campo será formado no losango 1-2-1 e com dois atacantes na linha de frente. 

Uma qualidade que Gilson Kleina não conseguiu imprimir nesse tempo que ele está no Palmeiras é a forte marcação na saída de bola, que não dá espaço para a defesa do time adversário sair jogando e os forçando a tentar ligações diretas. Os motivos são vários: time a beira de um ataque de nervos em 2012, elenco desfigurado durante boa parte de 2013 e a própria incapacidade do treinador em instalar a mentalidade de adiantar a marcação visando pressionar a saída de bola do oponente. O resultado foi que em muitos jogos tomamos sufoco de times pequenos, especialmente porque a capacidade de marcação dos volantes que deveriam travar o jogo no meio de campo (geralmente Marcio Araújo e Charles) era reduzida. 

Com um primeiro volante com maior capacidade de marcação (Eguren) e o Wesley fazendo um papel polivalente no meio de campo trabalhando como elemento surpresa, cabe a Kleina mudar a mentalidade dos jogadores de frente para que pressionem a saída de bola dos adversários e facilitem o trabalho da defesa. Se formos analisar as características individuais de cada jogador da linha ofensiva, a tarefa é mais difícil. Sinuca de bico para Seo Kleina resolver. Vamos às análises:

Alan Kardec: De longe é o jogador mais voluntarioso da linha de frente. Volta para marcar e ataca com vigor, mas por muitas vezes se sacrifica sozinho na marcação e se perde no posicionamento dentro da área graças às suas voltas para defesa em meio aos sacrifícios. Inteligência tática ele tem, mas é mal utilizada.

Leandro: Tem vontade e geralmente volta para marcar, mas falta inteligência na marcação, cometendo muitas faltas bestas e algumas até violentas. A quantidade de cartões recebidos durante a Série B ilustra essa falta de dosagem na marcação. Foi o jogador mais indisciplinado do Palmeiras na temporada passada e tem que domar essa sede ao pote.

Vinicius: Por ter um porte físico mais forte, sua capacidade de marcação aumenta, mas geralmente não sabe o que fazer com a bola quando a recupera. É um problema, mas fica a esperança de que ele seja a última opção do elenco para essa temporada – ou seja vendido de vez.

Valdivia: O Palmeiras de 2008 tinha a característica de pressionar a saída de bola e Valdivia era parte importante desse processo, já que na época ele era mais novo e tinha o físico em alta. Mas em 2014 ele não tem capacidade física nem para jogar metade das partidas, quiçá para realizar uma blitz no campo de defesa inimigo. Vamos observar como o chileno se porta nas primeiras partidas, mas provavelmente será o único que não marcará no ataque - em metade dos jogos.

Mendieta: No pouco que jogou, mostrou que tem raça e morde o adversário na defesa se for preciso, mas em muitas ocasiões foi engolido pelo sistema ultradefensivo montado por Gilson Kleina. Se entrar como titular, pode ser muitíssimo útil em uma eventual pressão em campos de defesas inimigos.

Patrick Vieira: Ele é rápido e nos jogos que estivemos desfigurados, ele mostrou alguma qualidade de marcação em meio de tanta bagunça. Com o elenco completo e esquema tático definido, ainda não foi observado.

Felipe Menezes: Lento para atacar e lento para defender. Já o vimos perder na corrida para muitos oponentes, logo, não serve. 

Mazinho: Não tinha o hábito de marcar a saída de bola na época do Felipão. Veremos como se sai. 

Os que chegaram agora aparentam serem obedientes taticamente. Cabe a observação em cima desses atletas, em especial o Diogo.

Um time forte tem como característica o sufocar do adversário desde sua raiz, fazendo com que o adversário erre e se intimide, forçando ligações diretas. Especialmente nos jogos decisivos. Foi por aceitar passivamente o ataque dos adversários que fomos eliminados facilmente da Copa do Brasil de 2013 (mesmo com a vantagem), da Sul-Americana de 2012 e também da Libertadores de 2013. O último exemplo no Palmeiras que pressionava fortemente no ataque é o de 2008, que tinha a linha de frente com Diego Souza, Valdivia, Judas30 e Alex Mineiro. O próprio time de Felipão não tinha a característica de pressionar na linha de frente, mas possuía uma defesa sólida (enquanto o time tinha foco) e por muitas vezes se garantiu com isso.

Cabe a Kleina equacionar o problema e saber trabalhar com as características de nossos jogadores atuais, fazendo com que a capacidade de marcação aumente sem sacrificar o esquema tático. Seo Gilso, essa é a sua hora de instalar uma mentalidade vencedora nos nossos jogadores e fazer com que nosso ataque faça jus ao glorioso hino do Palmeiras, que seja uma linha atacante de raça e com qualidade.

Kardec é voluntarioso, cabe ao Kleina encaixar uma blitz nas defesas.
Foto: Rivaldo Gomes/Folhapress

O elenco do início de 2014

Bem vindo, xerifão!
Foto: Gazetapress.

Faltam seis dias para a estreia do Palmeiras no Paulistão e é hora de uma nova análise sobre o elenco do Palmeiras. Como está em relação ao final da temporada? Melhorou substancialmente em algumas posições, mas ainda precisa de definições em posições importantes, sobretudo na lateral direita, meio de campo e um segundo volante para ser reserva de Wesley.

Algumas saídas também foram importantes para a remontagem do elenco para essa temporada especial. Por isso foi feito um comparativo com o elenco que terminou 2013 e o que está iniciando 2014. Em laranja estão os jogadores que saíram, em verde escuro os que desembarcaram e em verde claro os que voltaram de empréstimo e serão reaproveitados por Gilson Kleina.

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Goleiros: Os nomes permanecem os mesmos. Não renovaria com Bruno, mas infelizmente, esse ficou. 

Laterais direitos: Luis “Mercenário” Felipe se reapresentou, mas deve tomar um “passa moleque” o quanto antes. Como primeira opção, Kleina tende a usar Wendel, que desde 2007 mostrou que não passa de um quebra galho, um último recurso. Bruno Oliveira e Luiz Gustavo também figuram no elenco. Fica a torcida para que fechem com o paraguaio Moreira, nome que mais pipoca nos noticiários.

Zagueiros: Henrique é capitão, titular absoluto e cotado para ir à Copa do Mundo. A permanência dele é indiscutível. Como companheiro, o multicampeão Lucio, a despeito de sua passagem ruim pelo lado Leonor, dá um novo ar de liderança para o elenco e impõe respeito. Victorino é outro que vem querendo provar o seu valor e tenta recuperar o seu lugar na seleção uruguaia. Como última opção, Tiago Alves não compromete. Thiago Martins figura no elenco, mas teve uma lesão seríssima na copinha e ficará oito meses no estaleiro. O companheiro de Martins na base, Gabriel Dias, demonstrou potencial e merece ser observado. Vilson e André Luiz saíram, o segundo não deixará nenhuma saudade. 

Laterais esquerdos: William Matheus chegou, mas é uma incógnita. Em todo caso, acho válido testá-lo o máximo que puder, pois não aguentamos mais o Juninho, que infelizmente ainda permanece no elenco. Victor Luiz é a última opção e Marcelo Oliveira, apesar de ser volante (ou zagueiro), ainda pode compor esse lado em caso de emergência.

Volantes: Marcio Araújo enfim saiu. Charles e Leo Gago não renovaram e também deram área. Eguren desponta como titular absoluto na cabeça de área, tendo o contratado França como reserva. Wesley continua titular absoluto como volante de apoio, mas não tem reserva. Renatinho e Marcelo Oliveira completam a posição. Não emprestaria novamente o João Denoni, que já tinha demonstrado para todos que pode ser reserva de Wesley. Precisamos de um volante de apoio reserva.

Meias: Valdivia, Mendieta, Serginho e Felipe Menezes continuam. Marquinhos Gabriel chega e Patrick Vieira será reaproveitado. Fica a torcida para que fechem com Bruno Cesar de uma vez por todas, que é outro nome especulado pela imprensa e que faria nosso meio de campo melhorar muito. Rondinelly já foi (ele chegou aqui?) e Bruno Dybal foi emprestado para o Oeste. 

Atacantes: Kardec terá sua temporada de afirmação e Leandro permaneceu. Diogo vem para provar que não é apenas mais uma promessa que se perdeu com o tempo e Rodolfo vem com status de promissor nas categorias de base. Vinicius permanece no elenco e Mazinho será reaproveitado. A permanência de Mazinho é um tanto preocupante, o rapaz começou bem, mas teve uma queda vertiginosa de rendimento e é um dos nomes que nos remetem a derrota que foi o ano de 2012. Ananias foi dispensado e Caio Mancha emprestado. Ainda precisamos de um centroavante reserva para Alan Kardec. Danilo Neco foi outro nome especulado, se fechar, não chega para ser reserva de Kardec.

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Time base no momento: Fernando Prass, Wendel, Henrique, Lucio, William Matheus; Eguren, Wesley, Mendieta e Valdivia; Leandro e Alan Kardec. Tec: Gilson Kleina.

Espinha dorsal: Fernando Prass, Henrique, Lucio, Eguren, Wesley e Alan Kardec. 

O time que terminou a temporada passada não inspirava confiança, especialmente porque tivemos diversos jogos na série B no qual saímos irritados pelo desempenho pífio. O acréscimo de jogadores experientes faz com que o panorama mude e a confiança no time seja diferente. 

A defesa parece que se solidificará. Na zaga, Henrique e Lucio tem tudo para formar uma das duplas mais temidas do Brasil. Victorino desponta como um bom substituto. Precisamos saber se William Matheus tem qualidades defensivas, caso não tenha, a proteção pela esquerda deve ser reforçada e Eguren terá que se desdobrar. Juninho, como já sabemos, não tem capacidade alguma de defesa – tampouco de ataque. A lateral direita precisa de definição sobre quem irá jogar, Wendel não pode ser o titular do centenário.

No meio, Eguren é outro que terá seu ano de afirmação e certamente passará mais segurança do que o intrépido Marcio Araújo. Wesley é titular absoluto e Mendieta, que já mostrou potencial, começa a temporada já habituado com o Palmeiras. Valdivia é craque, mas não dá para confiar na presença dele, cabe ao Kleina montar um time que não se baseie na presença do chileno. E fica a torcida para que Bruno Cesar entre no elenco de vez.

O ataque melhorou. Leandro e Kardec continuam com nossa confiança e ganharam reservas melhores que Caio Mancha e Ananias. Iremos observar como eles desempenharão seus papeis ao longo do semestre.

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Resumindo: Kleina agora tem mais opções no elenco e cabe a ele montar um esquema tático onde a defesa não fique exposta e o ataque seja bem municiado, sem ligações diretas, algo que ocorreu com frequência em 2013. 

No primeiro jogo treino, infelizmente foi possível perceber que Seo Gilso não abortou o esquema 4-3-3 que falhou miseravelmente no ano passado. Pior, sinalizou que utilizará o Mazinho nesse esquema, fazendo com que ele seja uma espécie de Ananias canhoto. Fica a torcida para que isso tenha sido apenas um malfadado teste de jogo treino e que isso não seja levado adiante, pois já vimos na prática que isso não funciona nem contra adversários pequenos.

A lógica indica que a montagem do time será no 4-4-2 clássico, mas pode ter algumas variações:
a) O meio de campo tende a ser um losango, com Eguren atrás, Wesley apoiando pela direita, Mendieta pela esquerda e mais avançado e Valdivia (em metade do tempo) centralizado, municiando o ataque.
b) Na ausência de Valdivia, a tendência é ter Mendieta no meio como armador (ou Bruno Cesar, se fechar) e o losango pode virar quadrado com as entradas de Marquinhos Gabriel e Patrick Vieira, meias que tem o drible como suas principais características.
c) Em dias de jogos com adversários mais ofensivos, não duvido que Kleina tire o quarto homem do meio de campo e escale um volante defensivo (França ou Marcelo Oliveira) e avance Wesley para flutuar no meio. 


A atmosfera já é diferente. Alguns reforços chegaram e o time tende a ficar com uma nova cara, mais temido pelos adversários. Os primeiros dez jogos do Paulista serão fundamentais para ver como será a montagem do time nessa temporada tão especial. A ideia é chegar à fase final do Paulista voando baixo, assim como aconteceu em 2008, quando tivemos uma montagem de elenco um tanto similar quanto essa que temos hoje. 

Fica a torcida para que concretizem as contratações dos reforços especulados e tragam mais alguém de renome e que imponha respeito perante os rivais. Ainda temos sérias carências e provavelmente sentiremos isso nos primeiros jogos, mas cabe ao técnico saber equacionar esse problema, essa é a hora do Kleina.

Kleina, você foi (e ainda é) muito criticado por aqui, você tem a faca e o queijo na mão para fazer com que esse time desempenhe, passe a enxergar o jogo, os adversários e tenha em mente que cobraremos títulos esse ano (isso mesmo, no plural). 


Avanti Palestra!

Salto da fé

Dentro da filosofia cristã do dinamarquês Sören Kierkegaard, a expressão “salto da fé” significa acreditar em coisas intangíveis, sem nenhuma evidência empírica.

Eu gostaria de reutilizar e redefinir esse termo pensando no nosso amor em comum: a Sociedade Esportiva Palmeiras. Torcer em si é um salto da fé em progressão, é acreditar no time mesmo quando ele não demonstra nada de concreto que nos faça acreditar que as coisas darão certo, é amor que nos move de casa para as diversas arquibancadas espalhadas pelo Brasil (e mundo) incentivando o Palmeiras, seja lá qual for a situação que vivemos em determinados momentos e contrariando completamente a razão – como em 2012 ao vencer a Copa do Brasil com um elenco risível, mas com um apoio inesquecível da torcida, combustível fundamental para a conquista. 

E chegamos ao centésimo ano de nossa grandiosa história. Após um ano de castigo no inferno da Série B, sendo vilipendiados por todos os rivais e com um time que nem de longe inspirava confiança, a atmosfera parece que finalmente está mudando para melhor, como se a aura derrotista estivesse finalmente desaparecendo. Como posso afirmar isso com apenas poucas declarações e contratações de razoáveis para boa para reforçar um elenco mediano (pelo que sai na imprensa e com as confirmações de contratação, ainda em crescimento) que ainda não foi lapidado? Não dá para explicar, apenas sinto que as energias mudaram, estão mais positivas, talvez por simplesmente ser o ano do nosso centenário. As poucas declarações ditas dão a entender que vão entrar para vencer e honrar a camisa centenária e mais vitoriosa do Brasil e que estão cientes do peso. É o que esperamos.

Sabemos que quando a bola rola é que realmente temos a certeza de como as coisas se desenrolam e sentiremos a atmosfera já no dia 18/01, contra a Linense, no Pacaembu. Há também a esperança de que enfim voltemos para nossa casa nesse ano e que nosso bom e velho Palestra Itália volte a ser o caldeirão de outrora. Por ora, deixarei meu ceticismo em relação à montagem do time e das dúvidas que tenho (os questionamentos acerca do time nunca devem parar). Não sabemos o que teremos em nosso horizonte, mas acredito piamente que todos os palestrinos darão o salto da fé nesse ano e acreditarão mais do que todos, como sempre fizemos, mas de maneira ainda mais intensa.

Por isso mesmo peço aos jogadores, seja lá quais forem que vestirão nossa camisa sagrada nesse ano (e posteriormente): deem vocês também o salto da fé e façam em campo as coisas que talvez nem vocês saibam que são capazes de fazer. Vocês estão em uma instituição centenária e vitoriosa, deem o sangue, o máximo de vocês, com a mentalidade vitoriosa inerente a alma da Sociedade Esportiva Palmeiras. Nossa parte faremos como sempre fizemos, cabe a vocês a missão de entrarem para a história de um ano especial para todos os palestrinos.

Façam o salto da situação na qual nos encontramos atualmente para o que sempre fomos e sempre devemos ser: vencedores.

Avanti Palestra!

Viradas (in)esquecíveis III – Palmeiras 3 x 2 Vasco (Brasileiro de 2007).

O ano de 2007 foi de mudanças no Palmeiras. O elenco envelhecido das temporadas anteriores (mais os remanescentes da série B de 2003) foi dissipado. Diversos novos nomes despontaram na virada do ano, mas fracassamos de maneira retumbante nos torneios disputados no primeiro semestre – apesar de algumas exibições memoráveis, como os 3 x 0 em cima dos gambás no Paulista. 

Após a eliminação no Paulista e Copa do Brasil, ficamos mais de um mês sem ver o Palmeiras em campo. E mesmo apesar das duas vitórias iniciais que pareciam promissoras, o Verdão passou por um período terrível onde perdemos diversos pontos em casa (derrotas para Cruzeiro, CAP e empate contra o Botafogo) e só reagimos a partir da vitória contra os gambás na oitava rodada. Depois vencemos contra América-RN no Palestra e Náutico nos Aflitos (gol no fim de Luiz Henrique). Voltamos ao G4 e já estávamos a 4 pontos do líder – apesar do nosso time não inspirar confiança alguma, era o retrato do técnico Caio Júnior.

E nos perdemos novamente nas 3 rodadas seguintes: empate com Grêmio fora, empate contra Santos em casa (embora não fossem resultados desastrosos, incomodou) e derrota roubada contra o Paraná – essa sim doeu. De quarto, caímos para décimo.

O adversário da rodada seguinte era o Vasco no Palestra Itália. Eles faziam uma campanha razoável e tinham o Conca em boa fase, mas o técnico deles era o Celso Roth, logo, era fácil conjecturar que eles não iriam longe dentro do certame. Era jogo para o Palmeiras retomar a rota e voltar para o bolo de cima, sem deixar os oponentes desgarrarem.

Esse foi um dos poucos jogos no Palestra que fiquei de fora no ano de 2007 – estava de férias da faculdade e viajei para Goiás, perdendo o jogo contra o Santos e esse – e fiquei aflito vendo o jogo pela TV de onde estava. 

Se reclamávamos da falta de atitude e do espírito fraco daquele time, na noite de 25/07/07 fizeram diferente e reagiram de um jeito que deixaria Felipão orgulhoso. Os minutos iniciais foram todos do time da colina. Diego Cavallieri já tinha feito umas 3 boas defesas quando o tal Wagner Diniz costurou toda nossa defesa, chutou e no rebote da defesa de Diego sobrou para o refugo Rubens Junior (reserva no título da Libertadores de 99). 1 x 0. 

E só dava Vasco. Mesmo jogando em casa, o Palmeiras parecia morto em campo e deixou todo mundo pensando coisas como “quando venceremos no Palestra de novo?”. Sério, o time do Caio Júnior era um dos que mais nos envergonhavam em nossos domínios e mesmo os melhores do time estavam em noite apagada – Valdívia (então focado e em forma) estava marcado, Edmundo errava demais e o resto, bem, estavam sendo eles mesmos. E não demorou muito tempo para que Leandro Amaral (outro que por aqui foi um nada) marcar o segundo gol do Vasco. Tudo isso antes dos 25 do primeiro tempo.

Com dois gols de prejuízo, a lampadinha piscou na cabeça do astuto estagiário: tirou David Brás e colocou Makelele. E deu certo. Saímos do esquema tático furado do 3-5-2 e o time ganhou um “elemento surpresa”. Foi a melhor partida que me lembro do Makelele – ser que eu costumava chamar de tartaruga ninja. 

Mexida a configuração do time, o Palmeiras partiu para cima dos vascaínos e começou um bombardeio ainda no primeiro tempo. Aos 35 minutos do primeiro tempo, Edmundo fazia uma partida ruim, mas achou um passe primoroso para Max, que ficou na cara do gol e deu um toque de lado para Valdívia, livre para estufar as redes e nos dar um novo sopro de esperança. 2 x 1. Estávamos vivos. No fim do primeiro tempo, Nen ainda quase conseguiu empatar a partida, o que nos daria uma tranquilidade maior para o segundo tempo, mas a moral era outra.

No intervalo, o estagiário tirou Martinez, um peso morto em campo, para a entrada de Luiz Henrique. Luiz Henrique foi um dos atacantes mais inexpressivos e sem vibração que já passaram pelo Palmeiras. Não acertava nada, não demonstrava nenhum tipo de emoção quando errava as (muitas) jogadas e mais atrapalhou do que ajudou. Ainda sobreviveu ao facão do final da temporada, mas foi mandado embora em definitivo após péssimas partidas com o Madureira no comando. Mas nesse dia em especial ele estava com sorte.

O Vasco recuou e tentou manter a superioridade no Placar. Mas um time que tinha Julio Santos e Perdigão não poderia resistir por muito tempo. Com o time postado na defesa, o jogo ficou truncado e logo tivemos uma baixa: Makelele expulso. 

Com um a menos, o estagiário fez sua substituição final: saiu Edmundo e entrou Valmir. Edmundo não estava bem, mas Valmir era brincadeira de péssimo gosto. O time ficou completamente desordenado e ainda deixou a bucha para Cavallieri, que fez outras boas defesas. 

Quando não esperávamos mais nada, Wendel (sim) fez uma boa jogada pela direita e cruzou na medida para Nen empatar o jogo. 2 x 2 aos 36 minutos do segundo tempo, dava para ganhar.

Nen, um dos heróis da noite.
Foto: Reprodução/Futpédia.

Ainda tomamos mais sufoco após o empate e novamente Cavallieri nos salvou, mas aos 41, Luiz Henrique recebeu um passe de Leandro Buxexa na entrada da área e chutou no canto, sem qualquer possibilidade de defesa do goleiro Silvio Luís. Viramos a partida que julgávamos perdida.

Mesmo com o time todo torto, irritante e com substituições que ninguém entendeu nada, o Palmeiras virou a partida e voltou para o bolo dos postulantes ao título do Brasileiro de 2007. Uma pena que esse jogo não tenha dado moral suficiente para o time, que empatou com o Juventude (rebaixado) fora e perdeu contra o Sport que tinha dois a menos no Palestra (o jogo da “volta de viagem” foi frustrante demais). E assim foi o Brasileiro de 2007 para o Palmeiras: alternava belas partidas com exibições de envergonhar até a última geração de palestrinos.

Novo começo

Desembarcar no metrô Palmeiras-Barra Funda era o início de tudo. A caminhada até a Turiassu não era muito longa, mas a ansiedade para estar lá aumentava a cada passo dado, seja lá qual fosse o prélio disputado.

O entorno do Palestra já era o suficiente para que eu me sentisse em casa. Ia para os bares e encontrava conhecidos, tão ansiosos quanto eu para a partida. Dependendo do dia e da importância da partida, a rua estava tomada de verde, em outros dias, estava calmo a ponto de sentar em uma mesa de bar tranquilamente e esperar os 40 minutos que antecedem a partida para entrar no Palestra.

Passava pela grade que delimitava a fila de entrada na Turiassu, já separava o ingresso e a carteirinha de estudante e passava pela revista, faltando apenas passar o ingresso na entrada. A excitação de rodar a catraca no Palestra era diferente, me fazia ter a certeza plena que estava em casa, especialmente porque nos obrigava a caminhar pelo fosso, observando tudo o que constituía o nosso redor. A caminhada pelo fosso também era única. Muitas vezes virava para o lado e observava a movimentação nas numeradas, conjecturando se iria lotar ou não aqueles setores. 

Mas a melhor parte era quando finalmente subíamos para a arquibancada. Observávamos o campo suspenso, o panorama da cidade ao redor, víamos a torcida ocupando os lugares e as músicas se faziam presentes. 

Não existe nenhuma outra torcida que possui uma sinergia tão grande que a nossa torcida do Palmeiras tem com o Palestra Itália. Era uma conexão mágica, inexplicável, podíamos não ter o maior estádio, mas tínhamos o maior coração e alma de todos.

Um dos registros mais bonitos que fiz do velho Palestra Itália, no jogo contra o Sport (1 x 1) pela Libertadores de 2009.

Como será em 2014? Realmente não sei. Por enquanto vamos com o estádio municipal, que finalmente se estabeleceu como casa provisória em 2013, após quase três anos vagando como nômades sem explicação nenhuma. Apesar do municipal ser o melhor estádio na ausência do Palestra, com fácil acesso e com bons bares ao redor, a sensação que tenho é que nos dividimos um pouco durante esse período, muito por causa da fase tenebrosa que passamos nas últimas temporadas. No Palestra, eramos uma unidade até nos piores momentos - exceto pelo maldito Setor Visa, que era um setor sem vida e que tolheu nosso espaço. 

Espero do fundo do coração que o Palestra Itália volte nesse ano que entra - apesar do ritmo vergonhosamente lento das obras. A volta para o Palestra simboliza esse novo começo, voltaremos a nos sentir em casa, com os bares da região tomados de verde, com as pessoas cantando sem parar na esquina da Caraíbas com a Turiassu e passando por todo aqueles rituais pré e pós jogos que tanto nos acostumamos. Os adversários se sentirão intimidados e voltaremos a ser temidos como sempre devemos ser.

Sabemos que mesmo quando o Palestra voltar, as coisas nunca mais serão como eram antes, mas a nossa alma permanece intacta. Não tem elitismo que seja capaz de remover nossa alma, não nos dobraremos aos caprichos de quem prega "modernidade" e seremos tudo o que fomos anteriormente, talvez até em maior escala. Faremos do novo Palestra Itália um inferno para os oponentes.

Que em 2014 tenhamos esse novo começo, com a volta para nossa casa, com um time que represente bem o que seja Palmeiras e que nos orgulhe. Mais do que ser nossa esperança, essa é a nossa torcida, muitas vezes de maneira irracional, mas guiada sempre pelo coração.

Feliz 2014 para todos os palmeirenses e obrigado à todos pela audiência em nosso primeiro ano de blog. 

Nos vemos nas arquibancadas para ver o Palestra em campo em nosso centenário!